Estudantes do curso de Artes visuais trabalham com esculturas

Nossos alunos de Artes Visuais estão trabalhando com esculturas neste módulo. O mediador do curso, Jesaias Texeira, explica que todo o conhecimento adquirido de traço, linhas, anatomia e geometria são postos em prática da maneira mais delicada possível para reproduzir formas e detalhes nas esculturas. Confira a galeria.

 

Imagem

ESCOLAS DE CINEMA E ARTE – O que fazer com elas? III capítulo

 No III capítulo, Maurice Capovilla, nos mostra o porque que uma escola de cinema tem que desenvolver integralmente com outras escolas de arte e não isoladamente. Além, de citar a “incrível contribuição” do Regime Militar ao ICA.

 

Por Maurice Capovilla

III.  O CINEMA NA UnB              

                       

foto_1.jpg foto_2.jpg

Paulo Emílio e Nelson Pereira dos Santos são os fundadores da Escola de Cinema da UnB

                        Viagens pelo tempo

                        1963

                        Acompanho Paulo Emílio e Ademar Gonzaga a Brasília. O objetivo é uma palestra na UnB. Cuido da difusão da Cinemateca e levo um filme, Barro Humano, debaixo do braço.  Ademar faz um depoimento, Paulo Emílio completa a exposição. Depois do debate vamos embora. No campus aparece Paulo Vanzolini e oferece uma carona até o Hotel Nacional. No caminho manda parar o carro. Saímos. Caminhamos poucos metros. O serrado se estende diante de nós. Vanzolini diz: olhem, neste metro quadrado tem 37 espécies de plantas. E começa a contar. Chegou a 39. Todas juntas, dividindo igualmente o espaço, biodiversidade solidária. Penso comigo: Ah! se o cinema fosse assim. 

                        O cinema vai se instalar na Universidade de Brasília por obra de Paulo Emílio Salles Gomes e Nelson Pereira dos Santos. Inicialmente são palestras de Paulo Emílio realizadas a partir de 63, dentro de um programa do Centro de Extensão Cultural dirigido por Pompeu de Souza. Mais tarde instala-se, junto ao Instituto Central de Artes, o curso de cinema com matérias teóricas e a cadeira de Técnica e Prática Cinematográficas ministrada por Nelson Pereira dos Santos. O resultado do curso é o curta metragem Fala Brasília, uma pesquisa de linguagem com os habitantes da cidade, realizado por Nelson, com Dib Lutfi na câmera e os alunos. O importante dessa experiência, que se finda em 65 com a demissão dos professores, é o embrião de uma grade curricular onde já se fundem os elementos teóricos da análise fílmica com os suportes técnicos da realização.          O ensino do cinema no ICA vai encontrar uma platéia motivada pelo contato com outras artes.  Os alunos de cinema também fazem Pintura, Escultura, Artes Gráficas, Desenho Industrial, Música, Teatro e Fotografia, processo polivalente de aprendizado como condição para a escolha de uma especialidade futura. De acordo com o projeto, além da Faculdade de Arquitetura já existente, outras faculdades surgiriam com o tempo, como a de Música e Cinema já previstas. 

                        O ICA é uma escola múltipla de arte, inspirada no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, criada por Anísio Teixeira em 1934 e fechada em 1939 por Gustavo Capanema, Ministro da Educação do Estado Novo. Não é por acaso que por trás da criação da UnB está de novo Anísio Teixeira e como mentor intelectual e Diretor do ICA está o professor Alcides da Rocha Miranda que passara pelo Instituto de Arte da UDF e fora aluno, em 37, de Portinari, Vila Lobos e Mário de Andrade, entre outros. A idéia fundamental dessa escola,  revolucionária em sua concepção e métodos,  era cultivar o espírito criador e atrair para o seu meio os intelectuais mais avançados  e os artistas mais ativos. Quebrava-se com o ICA a idéia das escolas de arte compartimentadas e limitadas em suas especializações. É a partir da experiência infelizmente incompleta do ICA que surge a convicção de que uma escola de cinema não pode se desenvolver isolada das outras escolas de arte, sob pena de formar apenas o especialista do já feito e consagrado, do pronto e acabado, deixando de formar o cineasta, que para se tornar um criador de uma linguagem nova, vai precisar aprender a decifrar a complexidade das linguagens afins.

                       

                        Ecos de Paris            

                        1968               

                        A esperança de colocar em prática a idéia de uma escola múltipla de arte foi se embora com o Ato Institucional número 5.

                       

                        Em 68, na onda da revolta estudantil que tomava conta da Europa, surge nova crise no ICA. Os alunos entram em greve e conseguem a demissão de todos os professores admitidos em 65. Nomeia-se uma comissão coordenada pelo IAB, com a presença de professores de arquitetura, artes plásticas, música, teatro e cinema com a finalidade de implantar o projeto original do Instituto.

                        Forma-se um corpo docente para as áreas envolvidas com professores recrutados de vários pontos do país e começa então a tarefa de colocar em prática uma idéia que nunca tinha saído inteiramente do papel. 

                        Sou convidado para reestruturar o Departamento de Cinema já demarcado historicamente por Paulo Emílio e Nelson Pereira. A diretriz básica é criar o núcleo de uma escola que deverá se transformar no Instituto de Cinema do ICA. Preparo as condições para se produzir imagens e desenvolver os conceitos predominantes no Cinema Brasileiro. O recriado Departamento de Cinema recebe Jean-Claude Bernardet para um ciclo de conferências e o setor de Fotografia é entregue à Fernando Duarte, recém premiado no Festival de Brasília.

                        Acompanho uma equipe de alunos que documenta os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito, presidida por Nelson Carneiro e criada pela Câmara dos Deputados para investigar os crimes do Serviço de Proteção ao Índio, que ficou conhecida como CPI do Índio.  Enquanto isso, em Brasília, filma-se o primeiro depoimento de Oscar Niemayer após 64 e que resultou no único produto cinematográfico desse período que foi salvo das invasões policiais da UnB.

                        Concluído o plano de estudos do Instituto com a participação de alunos e professores, é aberto um vestibular. Com dois meses de aula cai sobre a UnB e particularmente sobre o ICA, o Ato Institucional Número 5.

                        A invasão das forças militares resultou na prisão de alunos e professores e na apreensão de equipamento e película de forma que grande parte do material filmado na CPI do Índio se perdeu.

Estava encerrada de maneira absurda e melancólica uma das experiências docentes mais interessantes do país e por coincidência, a segunda tentativa de implantar uma Escola de Cinema na Universidade de Brasília.

            O Cinema voltaria a se instalar na UnB, com Wladimir Carvalho e um grupo de professores ligados à Faculdade de Comunicação e posteriormente ao CPCE.

            Mas o conceito que presidiria o ICA como um espaço de integração das técnicas e das artes, de formação e produção, de intercâmbio de idéias e pesquisa interativa, contando com a participação dos artistas criadores e das cabeças mais privilegiadas do país não se consumou.

            Restou intacta apenas a idéia de uma escola de artes integrada, moderna e voltada para o futuro.

2° Festival do Júri Popular em Rio Branco-AC

O 2° Festival do Júri Popular apresentará mais de 40 filmes de curta-metragem de diversas partes do Brasil através da Mostra Competitiva e Hors-Concours e será realizado simultaneamente em 20 cidades do país. Rio Branco – AC, está pela primeira vez entre as sedes da Mostra.

A proposta do evento é levar ao público a experiência de analisar os filmes por completo e opinar diretamente em todas as categorias. Com a opinião integrada de todas as cidades sairão os vencedores.

O 2° Festival do Júri Popular em Rio Branco acontecerá entre os dias 01 a 07 de fevereiro de 2010, na Filmoteca da Biblioteca Pública a partir das 19h.

Mais informações acesse:

 http://www.festivaldojuripopular.com.br/2010/index.html

e-mail: samaumacinevideo@gmail.com

Cineclube Aquiry está de volta…

O cineclube Aquiry retomará as atividades em julho.

Com uma programação semanal elaborada em ciclos temáticos, o cineclube Aquiry inicia as sessões do segundo semestre de 2009 debatendo o seguinte tema: Sistemas Opressores. O tema e a programação dos próximos ciclos serão pensados e discutidos nas sessões envolvendo todos os participantes do cineclube Aquiry.

Programação de julho

Ciclo Sistemas Opressores

Dia 04 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

El laberinto del Fauno (Labirinto do Fauno), de Guillermo del Toro (2006)

Sinopse: Uma garota e sua mãe se mudam para uma região da Espanha onde ainda há combates da Guerra Civil. No jardim da mansão em que mora a garota encontra um labirinto, que a leva a um mundo de fantasia. Dirigido por Guillermo del Toro e com Sergi López, Federico Luppi e Maribel Verdú no elenco. Vencedor de 3 Oscars.

Dia 11 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton (2007).

Sinopse: Um convento dominicano de São Paulo decide ajudar um grupo guerrilheiro, em plena ditadura militar brasileira. Dirigido por Helvécio Ratton (Menino Maluquinho) e com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Ângelo Antônio, Marcélia Cartaxo e Cássio Gabus Mendes no elenco.

Dia 18 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

The Last King of Scotland (O Último Rei da Escócia), de Kevin Macdonald (2006).

Sinopse: Um jovem médico escocês é convidado por Idi Amin, um dos mais terríveis ditadores da África, para ser seu médico particular. Com Forest Whitaker e Gillian Anderson. Vencedor do Oscar de Melhor Ator.

Dia 25 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

Persepolis (Persépolis), de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi (2007)

Sinopse: Uma garota sonha em se tornar uma profetisa para salvar o mundo. Mas, quando o novo regime no Irã a obriga a usar véu, ela decide se tornar uma revolucionária. Recebeu uma indicação ao Oscar.

Quando: Todo sábado de julho, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº  01 – Distrito Industrial – Rio Branco

Informações pelo telefone: 3229 6892 com Wander.

Documentário interativo: “Nossa turma”

Tema/pauta: A idéia é entrar no coditiano de uma turma de amigos de uma escola de Rio Branco. Escutar suas histórias e polemizar assuntos que interessam. Fazendo um formato de jornalismo que atrai aos jovens e adolescentes, não só para assistir conteúdos como participar da produção, um fórum de debate levado para a programação jornalística. Mostrarem acima de tudo o que é uma escola acreana, o que pensam esses jovens, diferente do que é mostrado como uma escola de Ensino Médio na atual programação da televisão.  Isso vai gerar, além de um quadro do sistema educacional, uma reflexão sobre os mais diversos assuntos e principalmente interação jovem/noticia/produção/sociedade.

Abordagem: Escolher um personagem desinibido de uma turma de ensino médio das escolas de Rio Branco para reunir em uma semana fotos e  imagens  que mostrem os pontos positivos e negativos da escola vividos por esses alunos. No final da semana o material é reunido e documentado e os alunos reunidos em um lugar informal vão debater temas polêmicos ou informais, num papo jovem. 

Estrutura técnica: Por câmera fotográfica e celular os estudantes registrarão imagens estáticas ou não sobre o seu mundo escolar.

por Thaísa Lima e Emanuelly Falqueto

Documentário Interativo: “Forró dos Veie – O que se passa lá”

Tema: É um forro que acontece nos finais de semana (sábados e domingos) no bairro Aeroporto Velho. Reúne um número muito grande de pessoas do próprio bairro e dos bairros vizinhos. Nos últimos tempos, deixou de ser freqüentado somente pelos idosos e, hoje em dia, jovens, adultos e idosos se reúnem para dançar, beber e se divertir.

Pessoas ganham a vida ali naquele local, que é o ponto de diversão das pessoas mais humildes da comunidade. Os donos do bar, os mototaxis, as senhoras vendedoras de comidas típicas como galinha caipira, guisado de porco e outros pratos da região. A idéia deste documentário seria justamente retratar esse “espaço cultural” da cidade.

Abordagem: Enfocar o ponto de vista das pessoas que freqüentam o “Forró dos Veie”. Pretendo dar a câmera para elas fazerem suas próprias imagens e entrevistas sobre o forró. O objetivo é que os próprios participantes mostrem a visão deles do “Forró dos Veie”.

Estrutura técnica: Usar uma câmera amadora (Hand Cam) e também câmera fotográfica.