Cia Treme Terra apresenta o espetáculo Terreiro Urbano na Usina de Arte

A Cia Treme Terra surgiu em 2006 com o intuito de pesquisar e promover a Arte Negra na cidade de São Paulo. Em 2015, a Cia foi contemplada pelo edital Funarte Klauss Vianna, possibilitando que neste ano de 2017 circule com o espetáculo Terreiro Urbano e oficinas pela região norte, passando pelos estados do Acre e Pará. A circulação irá contemplar 10 cidades, cinco em cada um dos estados.

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Terreiro Urbano é uma criação coletiva da Cia, inspirado na mitologia dos orixás, composto por coreografias e músicas que dialogam com este universo e formam fotografias da diáspora africana e suas influências sobre as outras culturas existentes na grande metrópole. A ideia não é representar o terreiro tradicional no palco da forma como ele é feito em seus rituais sacros, mas sim criar uma releitura contemporânea desta manifestação, um caleidoscópio da cultura afro-brasileira a partir da mitologia dos orixás, seus cantos e movimentações.

O espetáculo tem a direção de João Nascimento, músico pesquisador da cultura afro-brasileira, e coreografia de Firmino Pitanga. Reúne no palco os 17 músicos e bailarinas do Treme Terra, o Quinteto Abanã, grupo que mescla músicas populares brasileiras de matriz africana, com canto lírico e erudito e o Z’África Brasil, grupo que contribui com a presença do hip-hop como elemento de manifestação urbana. Completam a ficha técnica Júlio Dojcsar, responsável pelos materiais cênicos e Vana Marcondes e Lígia Nicácio, que desenharam os figurinos.

João Nascimento classifica o espetáculo como “contemporâneo de composição efêmera, subjetiva e poética, que investiga as manifestações populares dos terreiros, suas movimentações, sonoridades, hábitos, preceitos e fundamentos intrínsecos que fazem parte desta cultura ancestral.”

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Fonte: Google

A Cia Treme Terra trabalha na valorização e difusão da cultura afro-brasileira por meio de oficinas de formação artística voltadas para jovens. Em sua sede, hoje localizada no Rio Pequeno, bairro da periferia de São Paulo, são oferecidas oficinas gratuitas para a comunidade local e a partir destas atividades é formada uma companhia de dança e música que cria um espaço de vivência e produção artística propiciando um ambiente democrático de troca e integração sociocultural.

A Cia realizará na Usina de Arte uma oficina de dança negra contemporânea, que acontecerá no domingo, dia 16, às 15h.

https://docs.google.com/forms/d/1Tmm3B9sTeCK8OVAacaSMGWJndcIAw82VB3N4yM9eb_w/edit

Serão disponibilizadas 15 vagas

Serviço:

Espetáculo Terreiro Urbano

Local: Usina de Arte (Endereço (Av. da Acácias, 1.155, Bloco B, bairro Distrito Industrial, Rio Branco)

Data: dias 15 e 16 de abril de 2017

Horário: 19 horas

Classificação etária: livre

ENTRADA GRATUITA

Oficina de dança negra contemporânea

Local: Usina de Arte

Data: dia 16 de abril de 2017

Horário: 15 horas

 

Usina de Arte recebe oficina de teatro da companhia portuguesa Mala Voadora

Neste mês de abril, nos dias 14, 15 e 16, a Usina de Arte receberá uma oficina de teatro ministrada pela Companhia Mala Voadora, grupo teatral expoente das artes cênicas de Portugal, e que vem ao Acre com o apoio cultural do governo do Acre por meio da Fundação Elias Mansour.

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A oficina, com 15 vagas e carga horária de 12 horas, acontecerá no horário das 16h às 20h e será direcionada a profissionais e estudantes de teatro e público interessado.

O objetivo da oficina é que os participantes conheçam os métodos de trabalho da Companhia, entendendo como fazer de cada novo espetáculo uma oportunidade de especulação em torno dos contornos do que se entende por teatro. Serão exploradas as possibilidades de relação entre o tema de que trata um determinado espetáculo e os recursos teatrais com que ele é construído: os seus dispositivos ficcionais, narrativos, cênicos e de representação. Dentre os temas propostos, destacam-se aqueles que têm como foco os territórios de ambiguidade entre performance e representação; a ideia de “encenação em direto”; a variedade de recursos sonoros e musicais que podem ser colocados ao serviço da construção dramatúrgica; e a importância da cenografia como elemento significante do espetáculo.

A oficina é gratuita e será ministrada por Jorge Andrade, fundador da Companhia Mala Voadora. Os interessados em participar da oficina podem fazer sua inscrição no período de 3 a 09 de abril preenchendo o formulário disponível no link abaixo.

Inscrições encerradas!

A seleção dos inscritos será feita por meio da análise de três critérios: área de formação/atuação profissional, breve currículo.

Sobre a Companhia Mala Voadora

Mala voadora é uma renomada companhia de teatro portuguesa. Foi fundada em 2003 por Jorge Andrade (encenador, ator e dramaturgo) e José Capela (cenógrafo e arquiteto), responsáveis pela direção artística do grupo. Em 2013, Vânia Rodrigues (coordenadora de gestão e programação) e Joana Costa Santos (diretora de produção) passaram a compor a companhia.

O grupo acaba de receber o prêmio de melhor espetáculo do ano de 2017, pela crítica de Portugal, com a peça Moçambique, obra que a companhia traz ao Brasil com apresentações em Curitiba e em São Paulo neste mês de abril.

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Moçambique faz parte de um projeto de dois espetáculos. O segundo, chamado Amazônia, está em processo de pesquisa e estreará em novembro em Portugal. Para a criação de Amazônia, a companhia realizará uma pesquisa em Rio Branco-AC.

Os espetáculos da Cia Mala Voadora caracterizam-se pela sua persistente especulação em torno do que pode ser teatro, do que pode ser texto dramático e pela tensão entre materiais externos e internos à tradição teatral. O grupo publicou vários textos do inglês Chris Thorpe, seu colaborador regular, e em breve lança a publicação de textos de Jorge Andrade.

Mala Voadora produziu até o momento 38 espetáculos. Tem sido presença regular nos principais palcos e festivais nacionais e estabelecido coproduções com as mais prestigiadas instituições. Apresentou o seu trabalho também em países como Alemanha, Bélgica, Bósnia Herzegovina, Brasil, Cabo Verde, Escócia, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Inglaterra, Líbano e Polônia.

Para conhecer mais sobre a Companhia mala Voadora, acesse o site http://malavoadora.pt/

Figurinos em debate: reflexões sobre a criação, concepção e produção de figurinos nos grupos de teatro do Acre

Nesta quarta-feira, 29, A Usina de Arte, por meio do Núcleo de Artes Cênicas, realiza um encontro sobre figurinos. A atividade foi idealizada e organizada pela atriz e professora de teatro Claudia Toledo, que ministrará o curso de Formação Inicial e Continuada Figurinista na Usina, ofertado pelo governo do Acre por meio do Instituto Dom Moacyr e Fundação Elias Mansour.

A ideia é promover um debate sobre os processos de criação e produção dos figurinos dos grupos de teatro de Rio Branco e instigar uma reflexão sobre as dificuldades enfrentadas diante da falta de profissionais com formação nessa área.

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O trabalho do figurinista é interpretar a proposta do roteiro, seja de uma peça de teatro, de um filme, show etc e, partir dela, pesquisar, idealizar e criar, ou mesmo recriar, peças (roupas, adereços e acessórios) que irão caracterizar os personagens para que haja harmonia de sentido e significação com o todo da obra.

A profissão de figurinista no Brasil ainda não tem o reconhecimento que merece, muitos que atuam são autodidatas e aprendem, na prática, as habilidades da profissão, visto que há poucos cursos voltados para a formação específica desses profissionais. Em Rio Branco, raramente acontecem ações de formação nessa área. No Acre, essa carência é enorme, por isso, a oferta do curso FIC Figurinista na Usina de Arte representa uma rara oportunidade de capacitação e atualização profissional na área de figurino.

A atividade é destinada aos alunos do curso Figurinista, a estudantes de Artes Cênicas, profissionais do teatro, cinema, dança, manifestações populares e demais interessados no tema.

O debate terá início às 18h30, no teatro da Usina. O evento traz ainda uma exposição de figurinos de personagens icônicos de espetáculos conhecidos do público acreano.

Claudia Toledo ressalta que “o evento é uma oportunidade para os alunos do curso conhecerem sobre os processos de concepção e criação dos figurinos e sobre o trabalho dos grupos teatrais da cidade.”

Figurinos em Debate terá a participação dos grupos: Cia Visse e Versa, Cia Garatuja, GPT, Aguadeiro, Cia Expressão e Macaco Prego da Macaca. 

Usina de Arte recebe oficina da Quik Cia de Dança

A Usina de Arte João Donato receberá nesta terça-feira, 28, a oficina Permeabilidades – Estratégias para uma dança criativa, ministrada por Rodrigo Quik e Letícia Carneiro, bailarinos da Quik Cia de Dança.  

Além da oficina, a Quik Cia de Dança traz à cidade de Rio Branco uma programação que inclui também espetáculo, roda de conversa e exposição fotográfica no período de 28 a 31 de março.

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O objetivo da oficina é trabalhar a improvisação como um meio de aproximação do público com o seu sensório e sua percepção, potencializando sua sensibilidade através da exploração do corpo e suas relações com o espaço, com outros corpos e com a música. Neste sentido, esta oficina desenvolverá, por meio de técnicas de consciência corporal e de jogos de improvisação em dança, a possibilidade de sensibilização e da vivência do público com os processos de criação utilizados durante o espetáculo “Ressonâncias”. A atividade é aberta ao público.

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Os trabalhos apresentados, todos gratuitos, fazem parte do projeto Quik: Rumo ao Norte do Brasil, aprovado pelo Edital Klauss Vianna 2015, e consiste em uma circulação do espetáculo da Quik Cia de Dança “Ressonâncias”, pela região norte do Brasil.

Sobre a Quik Companhia de Dança – Fundada em 2000, no bairro Jardim Canadá – Município de Nova Lima(MG), pelos bailarinos Letícia Carneiro e Rodrigo Quik. Ambos com vasta experiência profissional em dança contemporânea no Brasil e no exterior, como integrantes do Grupo Corpo de 1984 a 1996. A Cia completou, em 2017, 17 anos de existência, possuindo no seu repertório nove espetáculos. Nesse processo, construiu uma metodologia de criação artística, na qual sempre valorizou os procedimentos de pesquisas sistematizadas em dança contemporânea e suas interfaces com outras linguagens artísticas. A Quik descobriu, nesta trajetória, que novos olhares para o mundo e diferentes possibilidades de dialogar  com outras linguagens artísticas, trazem potencialidade de criação para seus espetáculos. Há 13 anos, a Quik atua na comunidade do Jardim Canadá, em Nova Lima(MG), por meio de seus projetos sócio-artístico-cultural, contribuindo para o acesso da população aos bens culturais através das atividades promovidas no “Quik Espaço Cultural” e pelas ações produzidas em seu projeto de educação pela arte, o “Quik Cidadania”.

SERVIÇO:

Oficina: dia 28/03/2017

Horário: de 09h às 11h30.

Local: Usina de Arte João Donato (Endereço: Avenida das Acácias, 1.155, bloco B, bairro Distrito Industrial, Rio Branco)

Informações para inscrições no e-mail: camilaprodutora@gmail.com

 

Espetáculo Sobre outras janelas e portas se apresenta na Usina de Arte

O Grupo Aguadeiro apresenta na Usina de Arte João Donato, nesta segunda-feira, 27, às 19h, o espetáculo Sobre Outras Janelas e Portas, que integra a programação da Semana do Teatro em 2017.17553768_1330062427049178_4680759941850096066_n

O espetáculo aborda as diferentes formas com que a humanidade se relacionou com a loucura ao longo da história, para chegar ao momento atual, na importante discussão sobre a desinstitucionalização das pessoas diagnosticadas com transtornos mentais.

Historicamente, a loucura tem sido vista como um fenômeno alheio à sociedade, e o louco esse sujeito que deposita nas pessoas uma carga de violência e desconforto, que inspira, entre outros sentimentos, rejeição, revolta e medo. Na maioria dos casos, há uma visível incapacidade de lidar com o doente.

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Ao convidar Sobre Outras Janelas e Portas para compor a programação da Semana do Teatro, a Federação de Teatro do Acre e o Sesc – Rio Branco, por meio de seu departamento de cultura, possibilitam que o Grupo Aguadeiro, mais uma vez, motive a discussão a respeito do necessário processo de integração ao convívio social das pessoas consideradas loucas.

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O espetáculo traz uma abordagem poética do tema, possibilitando ao público um olhar mais humanizado e sensível sobre essas pessoas, instigando reconhecimento da diversidade de perspectivas por elas oferecidas à humanidade.

Exibição do curta-metragem Coisa-Malu na escola Francisco Augusto Bacurau

Aconteceu hoje à tarde, na escola municipal Francisco Augusto Bacurau, a exibição do curta-metragem Coisa-Malu.

Quando as luzes se apagaram, as crianças não faziam ideia da viagem que iriam fazer durante os próximos 25 minutos… A tela logo se encheu de cores, música, dança e seres fantásticos.  

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Ao fim da exibição, Tobias Rezende, um dos realizadores do filme, fez um bate papo com as crianças, que tinham entre 6 e 7 anos. Elas mais falaram sobre o que gostaram e o que lhes encantou, do que mesmo perguntaram. Entre as poucas perguntas que fizeram, insistiram na curiosidade em torno da transformação de Malu em uma mosca, em uma coisa, como disseram.

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Malu também sente curiosidade em saber quem é ela, quando instigada pelo personagem Pífano a definir que “coisa” ela é. Enfim, conclui que pode ser muitas coisas, mas que principalmente ela é a coisa-malu.

Segundo o dicionário Aurélio, coisa é “tudo aquilo que não sabemos a resposta, ou que esta seja demasiada complicada ou inibidora de responder a outrem.” Então é isso. Isso é Malu. Tobias Rezende explica que o filme gira em torno do questionamento “que coisa eu sou?”, por isso o nome do curta-metragem ser Coisa-Malu.

E para encerrar a aventura das crianças, Tobias presenteou cada uma delas um marca texto e um cartão postal personalizados com a arte de Coisa-Malu.

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Esperamos que este seja apenas o começo da história da Usina de Arte com a escola Francisco Augusto Bacurau, que nos recebeu tão bem e muito agradeceu a visita em forma de cinema.

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Usina de Arte leva cinema para crianças em escola pública

Nesta sexta-feira, a Usina de Arte, por meio de seu programa Arte e Cultura na Comunidade, leva o cinema para a escola municipal de ensino fundamental Francisco Augusto Bacurau, localizada na rua Senador Guiomard, Vila Betel, bairro Floresta, em Rio Branco.

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Será exibido o curta-metragem infantil Coisa-Malu (2015), filme realizado por alunos do Instituto de Artes da Universidade de Campinas (Unicamp). O enredo narra a história de Malu, uma criança tímida que passa seus dias fantasiando, mas esconde isso por medo de ser julgada esquisita. Certo dia, conduzida pela melodia de um pífano, atravessa um portal que a transporta para uma terra mágica. Nela, Malu encontrará seres fantásticos e diversos desafios, enquanto procura a música que a levou até lá.

Coisa-Malu traz à tona elementos da cultura popular brasileira imersos no imaginário da protagonista Malu.

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O curta já passou por inúmeros festivais nacionais, além de ter sido exibido, em 2016, no Short Film Corner – Festival de Cannes.

O filme será apresentado por um de seus diretores, Tobias Rezende, que realizará um bate papo sobre o curta, com as crianças, após a exibição.

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