CANNE oferece Curso de Design de Figurino em Rio Branco

A Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco, através do Centro Audiovisual Norte-Nordeste, em parceria com a Usina de Arte João Donato, oferece neste mês de outubro o Curso de Design de Figurino para Cinema em Rio Branco.

O curso será ministrado por Rosângela Nascimento, terá 40 horas, e o objetivo é estimular o participante a entender o que é o figurino e o papel do figurinista dentro do processo fílmico de um longa-metragem passando por todas as etapas: pesquisa, composição e elaboração do figurino. Da relação com a caracterização, a arte, a fotografia, o som e todos os segmentos dentro de uma produção cinematográfica.

fonte: CANNE (Facebook)

fonte: CANNE (Facebook)

São ofertadas 25 vagas preenchidas por meio de seleção de currículo. O público alvo são estudantes e profissionais da área do cinema e demais interessados que tenham afinidade com o tema. O curso ocorrerá no período de 26 a 30 de outubro no teatro da Usina de Arte, no horário das 14h às 22h.

O edital está disponível no link http://www.fundaj.gov.br/images/stories/canne/editais2015/EDITALDesignFigurinoAC.pdf

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no período de 01 a 15 de outubro diretamente por meio do formulário disponível no link https://docs.google.com/forms/d/1gdXHuXENiKTajInk7fqkFid79t_6SrxQ8Tm9sSl4vjg/viewform

Sobre Rosângela Nascimento

Bacharel em Cinema de Animação pela Escola de Belas Artes da UFMG com especialização em estilismo e modelagem do vestuário. No cinema, Rosângela assina figurinos de filmes como “Redemoinho” (de José Luiz Villamarim, 2014), “Doidas e Santas” (de Paulo Thiago, 2014), – “Elvis e Madona” (de Marcelo Lafitte, prêmio melhor roteiro Festival do Rio 2010), “Como Esquecer”, (de Malú de Martino, prêmio melhor figurino no 1º Festival nacional de cinema de Petrópolis).

Serviço:

Curso: Design de Figurino para Cinema

Ministrante: Rosângela Nascimento

Inscrições gratuitas: de 1 a 15 de outubro de 2015

Ficha de inscrição no link: https://docs.google.com/forms/d/1gdXHuXENiKTajInk7fqkFid79t_6SrxQ8Tm9sSl4vjg/viewform

Resultado da seleção: 19/10/2015

Período do curso: de 26 a 30/10 de 2015

Horário: das 14h às 22h

Local: Usina de Arte, localizada na Av. das Acácias, n o 1155, Bloco B – Distrito Industrial, em Rio Branco-AC

Contatos: (68) 3229-6892 / 9923-4987

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NPDs participam do Projeto XPTA.LAB

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Foto NPD João Pessoa (PB).

A Paraíba está sendo pioneira num projeto que em breve será implantado na região nordeste, XPTA.LA PB foi contemplado no edital patrocinado pelo  Ministério da Cultura, por meio das Secretarias do Audiovisual (Sav/MInC) e de Políticas Culturais (SPC/MinC), em parceria com a Sociedade dos Amigos da Cinemateca.

O objetivo geral do projeto é estabelecer e manter uma rede de interlocução e intercâmbio entre diversos entes produtores e difusores do audiovisual da região nordeste. Tal rede propõe ampliar a atuação e cobertura do portal virtual de intercâmbio de conteúdo audiovisual estabelecido pelo Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual_RNA, abrangendo também o intercâmbio de conteúdo em modelo de IPTV (Internet Protocol Television), para os produtores de conteúdo independente, assim como para a rede de emissoras públicas de televisão das regiões norte e nordeste, através da implementação de um Laboratório de Testes Virtuais de Conteúdos Audiovisuais Interativos.

A Primeira Oficina do projeto será realizada,  nos dias 02,03 e 04 de março,  em João Pessoa, com a presença de todos os parceiros consorciados.

O projeto foi desenvolvido por professores, pesquisadores e técnicos administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através do Laboratório de Aplicações em Vídeo Digital (LAVID), em parceria com o NPD João Pessoa (PB), integrante do Programa Olhar Brasil (parceria: Universidade Federal da Paraíba com a Secretaria do Audiovisual / Ministério da Cultura; do Pontão de Cultura Rede Nordestina Audiovisual (RNA), administrado pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas, Seção Paraíba (ABD-PB).

O trabalho valoriza a relação interativa em rede, e tem a participação de projetos consorciados de 12 estados do norte e nordeste. Vários dos projetos consorciados são integrantes do Programa Olhar Brasil, relacionados a seguir: o NPD Fortaleza (CE), NPD Aracajú (SE), NPD Belém (PA), NPD Rio Branco (AC), NPD Teresina (PI); em outros estados as parcerias são respectivamente com a Associação Brasileira de Documentaristas, ABD em Salvador (BA); a ABD João Pessoa (PB).; TV Universitária / TV UFMA (MA); Fundação Aperipê de Sergipe (SE); Pontão de Cultura ONG Galeria Zoon de Fotografia em Natal (RN) e Ponto de Cultura/ONG Ideário de Maceió (AL).

Nos primeiros 12 meses de execução serão realizadas as seguintes  metas:
– Ampliação de 01 Laboratório Centro de Excelência.
– Ampliação de 01 Portal Regional de IPTV (VirtuaLabTV).
– Qualificação direta em encontro presenciais de pelo menos 24 técnicos do audiovisual em procedimentos interativos em 08 estados da região Nordeste (PB, CE, SE, PI, BA, AL, RN, MA) e 02 estados da região Norte (PA, AC).
– Capacitação em ferramenta virtual compartilhada e colaborativa de produção audiovisual interativa de pelo menos 72 técnicos do audiovisual envolvidos nos projetos consorciados nos estados atendidos.
– Produção de 11 programas televisivos de 26 minutos cada, aplicando procedimentos da interatividade através dos recursos da Televisão Digital e da IPTV, realizando recorrentes testes de exibição e usabilidade, gerando ao total 286 minutos de conteúdo a ser difundido através de redes locais e regionais de televisões públicas e de portal eletrônico de IPTV e WEB TV.

A linha metodológica utilizada, ampara-se na lógica das redes sociais como mecanismos capazes de expressar idéias políticas e econômicas inovadoras, fazendo uso das novas tecnologias e com novos valores culturais.

ESCOLAS DE CINEMA E ARTE – O que fazer com elas? VII capítulo

 

 No VII capítulo e último da série ESCOLAS DE CINEMA E ARTE – O que  fazer com elas?  Maurice Capovilla, através da experiência incrível vivenciada no Acre, comprova que a esperança é a única que não morre.

 

 Por Maurice Capovilla

VII. A USINA DE ARTE DO ACRE

                          

                        A volta por cima

O Núcleo de Produção Digital da Usina de Arte João Donato devolveu a esperança perdida de se montar um curso livre e regular de cinema sem morte prematura.

  

A Usina de Arte João Donato nasce da visão avançada de um Secretário de Educação, na época o professor Binho Marques, hoje governador do Estado do Acre, ao implantar uma escola de arte em Rio Branco sem um projeto pedagógico antecipado.  O curioso dessa iniciativa foi que a arquitetura, resultado da restauração de antiga fabrica de processamento de castanha, indicava claramente espaços com a destinação certa para uma escola livre de arte, onde poderiam conviver o teatro, o cinema, a música, as artes plásticas, a dança… E o que  considerássemos  arte.

Durante dois anos, entre 2005 e 2006, reuniões mensais foram realizadas com as áreas envolvidas, com  o objetivo de formatar o projeto de uma escola híbrida,  capaz de abrigar as múltiplas linguagens das artes e  preencher um espaço importante de formação artística.  Inaugurada em 24 de abril de 2006, a Usina começa a funcionar regularmente em 2007, com os Núcleos de Teatro, Cinema e Música.

O Núcleo de Cinema começa a se estruturar em meados de 2005, quando a Secretaria do Audiovisual do MinC  lança o Edital do Programa Olhar Brasil, visando criar em 11 estados do país,  através de convênios, os Núcleos de Produção Digital, destinados a implantar centros de formação e produção audiovisual em estados periféricos ao eixo Rio/São Paulo, com repasses de recursos e equipamentos  em alta definição (HD),  na previsão das mudanças  tecnológicas que iriam se implantar na área das Comunicações.

O Acre apresentou um projeto de formação, denominado Curso de Cinema e Vídeo e foi contemplado com um NPD. O projeto obteve em seguida registro na Lei Rouanet, visando patrocínios através de benefícios fiscais e previa um Curso de 2 anos,  com  um enfoque definido.

O Curso se propôs como objetivo principal: “formar realizadores polivalentes, capazes de criar e produzir bens culturais nas áreas do cinema, do vídeo e da televisão, visando a formação integral do estudante para o exercício da criatividade e colocar em prática novos métodos de ensino das artes audiovisuais a partir da concepção de que o conhecimento do mundo moderno e globalizado se transmite através de linguagens, códigos  e tecnologias que tem como suporte a imagem e o som”.

A partir desses princípios germinou a ideia do Curso se implantar como uma oficina de pesquisa voltada para a prática e desenhada para expressar a realidade do Acre.  “O objetivo era abrir espaço para uma nova geração de artistas e realizadores, futuros profissionais ecléticos, capazes de manejar com estilo pessoal, as várias linguagens artísticas audiovisuais com domínio das técnicas que são as ferramentas de expressão do nosso tempo”.

A novidade do projeto é sua formatação. O Curso iniciou-se no segundo semestre de 2007 com 40 alunos e a configuração dos conteúdos programáticos foi baseada em trimestres temáticos, cinco no total. Os três primeiros foram dedicados ao documentário, à linguagem da televisão e à ficção. Os dois últimos foram diluídos entre produção de projetos curriculares e Oficinas de Especialização. As disciplinas foram distribuídas em áreas de abordagem teórica, técnica e prática e foram ministradas em oficinas semanais, regulares, progressivas, modulares e interativas, de modo que, seus conteúdos estivessem diretamente ligados aos temas dos projetos de filmes propostos. A partir da formação polivalente resultante de três trimestres completos, o objetivo do Curso era capacitar especialistas nas diversas áreas, consumadas de forma incompleta em Produção, Edição de Imagem, Fotografia em HD e Captação de Som.  As áreas de Roteiro, Cenografia, Figurinos, Edição em HD, Maquinaria, Elétrica e Direção em Cinema, Vídeo e Televisão serão configuradas para se realizar em 2010.

O curso, encerrado em dezembro de 2009, graduou 19 alunos, que realizaram trabalhos individuais e participaram de projetos coletivos. Ao todo foram realizadas 46 Oficinas de 20 horas semanais perfazendo o total de 920 horas aula e realizados 29 filmes com durações variadas em curta e média metragem. 

Como resultado desse processo, os alunos graduados e outros incorporados, fundaram a Samaúma Cinema e Vídeo, uma associação corporativa preparada para atuar em todas as áreas do audiovisual do Acre, da difusão à produção, da atuação como agentes culturais à formação básica no ensino de segundo grau. Um grupo atuante que dará impulso colateral às iniciativas  levadas a cabo pelas  políticas públicas federais,  estaduais e municipais  na área do audiovisual.

O projeto do NPD ainda contempla a Oficina da Imagem e do Som, um item de interação com a Usina de Arte e com outras áreas artísticas da comunidade cultural, um espaço livre de criação aberto às  artes cênicas, plásticas e musicais  e voltado à produção independente local,  com o objetivo de funcionar como uma usina de ideias e linguagens que se interagem para criar e produzir projetos cênicos, musicais, filmes, vídeos, instalações, programas de rádio e televisão, abastecer os alunos  e os artistas em geral  de métodos e processos de trabalho e suprir suas necessidades de informação e pesquisa. Participarão da Oficina alunos, artistas, professores e realizadores locais integrados na ação de produzir bens simbólicos de reflexão da realidade cultural acreana tendo como epicentro a Imagem e o Som.

Há uma pergunta que se faz até hoje: para que servem as escolas de cinema no Brasil?  Antes respondia prontamente: servem para aglutinar jovens com um desejo imenso de fazer cinema… Agora posso completar:  é na escola que alunos e professores aprendem a aprender… A fazer e a amar o cinema…  Foi o que aconteceu no Acre.  A transformação de jovens com experiência e formação diversas, desconhecidos entre si, selecionados mais pela sensibilidade do que pela informação, que se integram em dois anos e meio no processo de fazer filmes e se formam como verdadeiros cineastas,  capazes de refletir a visão que se tem do Acre para num futuro próximo apresentá-la ao resto do país.

  É para isso que serve uma escola. 

O PROGRAMA ANIMATV ESTÁ NA INTERNET!

De 10 a 28 de fevereiro, assista e vote nos pilotos que mais gostar.

A partir de 10 de fevereiro, os episódios-piloto produzidos na Primeira Etapa do Programa ANIMATV estarão disponíveis no site www.tvcultura.com.br/animatv. Até o dia 28 de fevereiro, os internautas poderão assistir 17 produções nacionais de altíssima qualidade e votar nas que mais gostar. Os dois pilotos mais votados receberão o Troféu Internauta, o prêmio de público criado pelo Programa ANIMATV.

Os vencedores do Troféu Internauta serão conhecidos no dia 5 de março, juntamente com o anúncio dos dois vencedores que irão para a Segunda Etapa do Programa ANIMATV.

O Programa ANIMATV é um programa da Secretaria do Audiovisual e da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Empresa Brasil de Comunicação – TV Brasil, Fundação Padre Anchieta – TV Cultura, Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais – ABEPEC, com o apoio institucional da Associação Brasileira de Cinema de Animação – ABCA, realizado no âmbito do Programa Nacional de Estímulo à Parceria entre a Produção Independente e a Televisão instituído pelo Ministério da Cultura.

Mais informações sobre o Programa ANIMATV no site: animatv.cultura.gov.br

ESCOLAS DE CINEMA E ARTE – O que fazer com elas? VI capítulo

 No VI capítulo, Maurice Capovilla, nos apresenta uma experiência fantástica que estava dando certo e que infelizmente veio a ser interrompida.

 

 Por Maurice Capovilla

VI.  O DRAGÃO DO MAR

                                          

                       Nostalgia sepultada

                        1996-99

                       O Dragão do Mar foi a última tentativa de implantar no Nordeste uma escola inspirada nas ideias de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro. O Brasil, mais uma vez, perdeu mais um bonde na história.                                        

 O Instituto Dragão do Mar de Arte e Indústria Audiovisual do Ceará durou, conforme foi inicialmente concebido, três anos. Tempo mais do que suficiente para testar algumas ideias que fomos recolhendo durante os últimos trinta e tantos anos. Não foi um produto acabado nem chegou a se consolidar, pois estava em processo de ajuste e aperfeiçoamento.

O Dragão surge, num primeiro momento, como um agente transformador de uma realidade regional e com a finalidade de preparar com eficiência os criadores de um mundo novo e expandir para muitos, o conhecimento das artes, das técnicas e dos ofícios indispensáveis à vida humana no ano 2.000.

Para levar avante essa utópica meta, de conformidade com a vontade política do então Secretário de Cultura Paulo Linhares, definiu-se o Dragão como uma “escola múltipla de artes”, inserida no contexto geopolítico de um mundo bipartido entre globalismos e regionalismos, entre sistemas transnacionais de poder militar, político e econômico e regimes de países e estados periféricos que lutam para preservar a nacionalidade, a cultura e a identidade de seus povos. Um mundo cuja marca registrada de sobrevivência será a competência e a conformidade das raízes históricas e culturais com os meios mais sofisticados de informação e comunicação.

Implanta-se então a escola a partir de um Centro de Dramaturgia, sob a direção de Orlando Senna, com duração prevista de dois anos enquanto formatam-se os projetos de um Centro de Estudos Básicos e dos Centros de Produção Audiovisual e de Design nos moldes da qualificação massiva e ao mesmo tempo especializada, para formar o técnico e o artista, num quadro estatístico de resultados relevantes.

No âmbito do Centro de Estudos Básicos foram oferecidas, em três anos, 19.500 vagas, realizados 185 cursos de formação, atendidos 40 municípios, certificados 6.500 alunos e capacitados 1.500 cidadãos de todas as classes sociais e que passam a exercer funções técnicas e artísticas nas diversas áreas da indústria cultural do Ceará.

Paralelamente a isso, os Centros de Dramaturgia, Produção Audiovisual e Design, com cursos de dois anos, formaram dramaturgos, roteiristas, diretores de teatro, diretores de cinema e televisão, atores, atrizes, coreógrafos, dançarinos, designers, cenógrafos, figurinistas, artistas plásticos, decoradores, fotógrafos, diretores de som, editores de cinema e televisão, produtores, animadores culturais, enfim, uma gama de profissionais que atuam nas áreas culturais do Ceará.

Essa escola revolucionária que não existia na realidade do Brasil tomou a forma cromática e multifacetada do corpo mítico de um dragão criado pelo artista plástico cearense Chico da Silva e que se tornou a síntese visual, ideológica e estética do Instituto Dragão do Mar.

Uma escola cujas disciplinas, não importa a área que pertençam, são consideradas expressões culturais encaradas na perspectiva de um diálogo permanente de cruzamento de experiências teóricas, técnicas, estéticas e de difusão.

Nesse sentido o Dragão investiu na sensibilidade do mestre que é ao mesmo tempo professor e artista, único visionário capaz de colar os cacos do grande vaso da sabedoria onde sempre estiveram presentes a poesia, dramaturgia, o teatro, a mímica, a música, a dança, as artes visuais contemporâneas, a fotografia, o cinema, o vídeo e a televisão, as novas tecnologias da imagem e do som e a cantoria do sertão, o bumba meu boi, a tradição oral e artesanal e todas as linguagens que formam a grande arte do nosso povo.

No conceito pedagógico do Dragão, a palavra chave é a “transdisciplinaridade”, que poderíamos traduzir por antilinearidade na troca de informação, ou mais simplesmente, “multidisciplinaridade”, mixagem, hibridismo e para ser anti-acadêmico, impureza na apropriação da técnica e da produção de obras de arte emancipadas e distanciadas de qualquer classificação histórica tradicional.

Para se chegar a esse estágio, foi necessário que as disciplinas se misturassem ao sabor das preferências e necessidades de alunos e professores, a partir de um projeto conceitual maduro e aprofundado e que teve como norma a liberdade de escolha de variadas formas do ver e do saber fazer, acompanhando e talvez, antecipando a evolução possível da expressão artística do próximo século.

Nesse espaço indivisível os estudantes produzem suas obras em dimensão real, prontas para a difusão, com a assistência de artistas e professores de renome nacional e internacional.

Por sua vez, os mestres artistas das diferentes disciplinas, também se obrigam a realizar, com os meios técnicos disponíveis, obras com a assistência dos alunos, na confluência de um intercâmbio antagônico, talvez competitivo, porém dinâmico na relação criadora entre as gerações.

A visualização do Dragão, nos termos propostos, é um chão de fábrica, ou mais precisamente, um ateliê, um estúdio, um palco, um laboratório, uma oficina, um centro de computação gráfica, enfim, o espaço físico do trabalho necessário para a configuração prática do   espaço intelectual  e virtual de pesquisa e busca das fontes da teoria e do saber.

Uma escola dessa forma concebida pressupõe a interação, em nível pedagógico, com o que se faz de arte no Brasil e no mundo, procura intercâmbio com alunos e professores de outros estados e países sem perder de vista os alicerces culturais e sociais sobre os quais está plantada.

Antes de tudo, o Dragão do Mar, homenagem ao herói libertário da escravidão no Brasil, foi uma experiência cearense, no momento da passagem do século onde se realiza a tese de escolas do primeiro e do terceiro mundo reunidas numa só, a partir da concepção de que é possível oferecer a qualquer indivíduo, não importa sua origem, classe social ou escolaridade, os instrumentos técnicos, estéticos e teóricos adequados para que sua expressão o qualifique como um cidadão. Enfim, uma oferta de aprendizado das artes que constituem meios fundamentais de comunicação entre os homens.

O Dragão do Mar, pela dimensão que assumiu, nesses três anos de atuação, cumpriu em grande parte as metas previstas em sua criação. Mobilizou tanto a sociedade de uma forma geral, quanto à cultura cearense de maneira específica, atuou sobre milhares de jovens ávidos de conhecimento e deixou com certeza a sua marca gravada na mente de quem passou sem querer, alguma vez, na frente de um evento qualquer, seja um filme, um quadro, uma peça de teatro, uma rede artesanal, uma moringa de barro, um boi de presépio, um verso rimado, um mamulengo esquisito, enfim, alguma coisas original e bem feita, que a partir do seu criador passou a ser um objeto com valor, para ser visto e assimilado, vendido e comprado, cumprindo, portanto sua missão de criar condições de trabalho e mercado para o artista.

Centro de debate, laboratório de pesquisa, oficina de trabalho, ponto de referência do ensino democrático da arte e da cultura no Brasil, o Dragão do Mar foi e deveria continuar sendo um processo de livre e permanente criação aberto aos cearenses e a todos os brasileiros.

2° Festival do Júri Popular em Rio Branco-AC

O 2° Festival do Júri Popular apresentará mais de 40 filmes de curta-metragem de diversas partes do Brasil através da Mostra Competitiva e Hors-Concours e será realizado simultaneamente em 20 cidades do país. Rio Branco – AC, está pela primeira vez entre as sedes da Mostra.

A proposta do evento é levar ao público a experiência de analisar os filmes por completo e opinar diretamente em todas as categorias. Com a opinião integrada de todas as cidades sairão os vencedores.

O 2° Festival do Júri Popular em Rio Branco acontecerá entre os dias 01 a 07 de fevereiro de 2010, na Filmoteca da Biblioteca Pública a partir das 19h.

Mais informações acesse:

 http://www.festivaldojuripopular.com.br/2010/index.html

e-mail: samaumacinevideo@gmail.com

II MOSTRA USINA DE OLHARES

O Núcleo de Produção Digital da Usina de Arte João Donato é uma realização do governo do estado do Acre em parceria com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.  O projeto, integrado ao programa Rede Olhar Brasil, visa capacitar jovens realizadores polivalentes, capazes de criar bens culturais nas áreas do cinema, do vídeo e da televisão.
A II Mostra Usina de Olhares representa o trabalho mais importante dos alunos do   Curso de Cinema e Vídeo do NPD da Usina de Arte,  realizado durante o tempo de sua formação. A Mostra pode ser encarada como uma experiência didática e ao mesmo tempo, a expressão de uma nova geração de realizadores capazes de manejar, com estilo próprio, as linguagens audiovisuais e suas técnicas, que são as ferramentas de expressão do nosso tempo.

Programação Completa da Mostra:

Programação do 1º dia

Programação do 2º dia

Programação do 3º dia

Programação do 4º dia

nos vemos lá!!!

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