FEM, por meio da Usina de Arte, participa da 3a edição do Seminário de Arte e Educação da UFAC

Consolidando seu papel como instituição promotora e apoiadora da cultura e das artes, a Fundação Elias Mansour, por meio da Usina de Arte João Donato, compõe o time de parceiros do 3° Seminário de Arte e Educação da UFAC, participando ativamente de atividades com a colaboração de profissionais da casa.

O evento ocorre de 18 a 21 de setembro de 2019, de maneira concomitante ao 3º ENREFAEB Norte – Seminário da Região Norte, e é uma realização do Grupo de Pesquisa em Tecnologias Educacionais Inovadoras para a Amazônia (TEIA-UFAC) e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre (PPGAC-UFAC), em parceria com a a Federação de Arte Educadores do Brasil (FAEB).

Dentre as inúmeras atividades que irão  acontecer durante os quatro dias de evento, a FEM faz sua estreia na programação com a Exposição Acre Aquarelável, na quarta-feira, 18/09, às 10h. Além disso, no dia 19, acontece a comunicação oral Artes Integradas da Usina de Arte, com início às 13h30. No dia 20, das 8h às 12h, teremos a oficina A xilogravura em seus não lugares e, às 19h, na Mostra Usina Ufac de Arte, a FEM participa com o experimento Vivências Sonoras. Para encerrar a participação no Seminário, dia 20, vai acontecer o experimento sensorial Sentir e deixar fluir, das 8h às 12h, no parque zoobotânico da Ufac.

Usina de Arte apresenta o espetáculo Embiricica

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Ser gente é poder ser muito. É poder ser até natureza. Mas Alberto Caeiro vem com sua verdade poética nos desiludir:

“Mas as flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram coisas vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao lua,
Os rios seriam homens doentes.”

Mas e os peixes… ah! Os peixes! Estes sentem, veem, têm lá seus êxtases… E mais! São alimento para outros corpos. E quiçá para outras almas, tal como a arte!

Sim. Cremos: a arte alimenta a alma da gente. De gente! Porque transcende o físico. Porque alcança além. E tudo se faz mais belo quando se conecta gente, natureza e arte.

Transcendência da alma!

Foi esse pensamento que deu forma à proposta de Embiricica, experimento cênico resultado de um projeto integrado que une o teatro, a música e as artes visuais. O processo se construiu a partir da ideia de levar os alunos das turmas dos cursos de formação inicial da Usina de Arte (FEM) a entrarem em contato com a natureza e seus elementos – o fogo, o ar, a água e a terra.

Percebendo a necessidade de realizar um trabalho mais sensorial, buscamos aproximar os alunos das raízes e memórias culturais de seus pais e avós, que foram crianças num tempo em que as brincadeiras aconteciam nos quintais, nos rios, nas ruas, nas árvores – o que bem pouco hoje acontece, mesmo nestas terras amazônicas, pois, aos poucos, fomos nos distanciando da natureza, presos entre prédios, cercas e medos.

Para chegar a esta conexão, foi preciso esquecer o espaço convencional do teatro e suas paredes, optando-se por um cenário natural, o pequeno lago rodeado de árvores, existente no terreno da Usina. O uso desse espaço aberto também proporcionou a aproximação de funcionários, que diariamente puderam vivenciar, como público, o processo de montagem desde o princípio.

A construção das cenas se deu a partir de estímulos e respostas dadas pelos próprios alunos, que durante todo o processo de criação foram sinalizando possibilidades, como a imagem corporal da gameleira, árvore símbolo da cidade de Rio Branco, e a leveza do balé das bacias de alumínio, que remete às lavadeiras de roupa descendo barrancos e se debruçando sobre trapiches no rio.

As turmas tiveram aulas separadamente e só na segunda etapa de estudos é que houve a integração, momento em que se deu o início da montagem. A turma de Iniciação Teatral dedicou-se à dramaturgia corporal e ao imaginário, tendo como base a pesquisa sobre a cultura acreana e as narrativas de cordel da turma de Cordel e Xilogravura, que também fez a concepção estética do figurino e do cenário. A paisagem sonora é dos alunos da turma de música, que usando os instrumentos musicais percussivos produzidos com materiais reutilizáveis, criaram ritmos e sonoridades marcantes.

Pescados todos peixes, montamos nossa Embiricica, enfileirando em um só cordão corporalidades, visualidades e musicalidades, conectando gente, natureza e arte. E você pode conferir o resultado  hoje, 03/09, às 19 horas, na Usina de Arte. Além do espetáculo, vai rolar venda de cachorro quente e refrigerante. Chega aí!

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FICHA TÉCNICA

Direção artística e produção: Bell Paixão
Professora, assistente de direção e preparação corporal: Amanda Graciele
Direção musical e preparação vocal: Daniel Albuquerque
Concepção de Arte e Cenário: Rosilene Nobre
Pesquisa de narrativas: Cícero Franca
Figurino: Denise Arruda
Sonoridades percussivas: Deivid de Menezes
Iluminação: Magrão
Fotografia: Hannah Lydia
Divulgação e mídia: Assessoria de Comunicação da FEM

Elenco: Aldemir Oliveira (Chocolate); Aline Macário; Amanda Graciele; Ana Beatriz Craveiro; Ana Saady; Anna Carolina Nunes; Cauã Gadelha; Dandara Viana; Deusa Maria; Fagner Alfredo; Felipe Anderson; Igor Barbosa; Jandson Salvatore; Jasmin Viana; Larissa Lima; Natália França; Ronaldo Silva; Samuel França; Sebastiana Queiroz; Tarcísio Barbosa; Weslley Nascimento.

Participações especiais: Anderson Poblen, Joab Delfino

Músicos: Alonita Silva; Brendah Freitas; Daniel Albuquerque; Deivid de Menezes; Demilson Maia; Jerri Costa; Joel Nascimento; Jonathan Queiroz; Jose Roberto Junior; Mariana Ravena; Matheus Marinho.

Arte das xilogravuras: Cláudio Diógenes, Jonathan Magalhães, Maria da Liberdade, Maria Fernanda, Sângelo Mota, Vanessa Sousa, Victor Lima.

Porque a criança pode renovar o mundo e a poesia o nosso olhar sobre ele

Sê criança em toda a beleza que pode existir no começo de uma vida… Sejamos criança!

Este é um momento mais que especial para que falemos sobre meninice, leveza, beleza, descoberta, curiosidade e poesia!
O escritor Gabriel García Márquez dizia que “a poesia é a única prova concreta de existência do homem”. E a Usina diz com convicção: a infância é a única prova concreta da existência da poesia!

Fora Fernando Pessoa quem nos fez acreditar que

“a imaginação e a poesia eternizam formas possíveis de ser criança.
Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.”

Hoje foi para nossa equipe um dia mais que especial… foi um dia de imaginários e histórias de encantamento e lendas!
95 crianças viajando entre os encantos do Mapinguari, do Curupira, da Mãe da Mata, do Boto cor-de-rosa, da Cobra Grande…

Seres folclóricos encantaram crianças de todas as idades da Balões Encantados, escola que nos visitou neste dia. Elas entraram na brincadeira e, ao som do Jabuti Bumbá, rodopiaram e tocaram tambores!

Pularam e cantaram, se fantasiaram e se deixaram tomar pela aura do imaginário infantil… Ah, Roseana Murray…
“Se pudesse o menino pularia
corda
com a linha do horizonte,
se deitaria sobre a curvatura
da Terra
para sempre e sempre
saudar o sol,
encheria os bolsos
de terra e girassóis.
Mas chove uma chuva fina
e o menino vai até a cozinha
fritar ideias”

fotografia: Hannah Lydia

E, sim, porque a criança pode renovar o mundo e a poesia o nosso olhar sobre ele, Manoel de Barros acreditou que:
“No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos
passarinhos.”

FEM e IEPTEC abrem inscrições para curso na área da música na Usina de Arte

O governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour e do Instituto de Educação Profissional e Tecnológica do Acre, abre inscrições para o Curso Vivências Sonoras e Rítmicas: produção de instrumentos percussivos de papelão na Usina de Arte João Donato.

O objetivo do curso é a produção de instrumentos percussivos com a técnica do papelamento, reutilizando materiais alternativos como: papelões, madeira, tecidos e plástico, além do estudo de ritmos a partir do contexto musical da cultura popular local e regional.

O curso traz uma proposta pedagógica integrada, interagindo com a linguagem das artes plásticas, pois os instrumentos terão sua concepção estética feita pelos alunos do curso de Artes Integradas, com o uso das xilogravuras por eles criadas.

O trabalho final do curso será a criação da paisagem sonora de um projeto integrado, que consistirá na montagem de um espetáculo cênico construído coletivamente com outras linguagens artísticas.  

Este curso, portanto, possibilita um diálogo entre diversas linguagens artísticas, e mais! Possibilita unir valores significativos para a construção da cidadania ao associar arte, meio ambiente e educação.

Pode se inscrever qualquer pessoa com idade a partir de 15 anos, que tenha o ensino fundamental completo e que deseje desenvolver ou aperfeiçoar habilidades relacionadas à música.

Link para inscrição

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfJlQYS0S07mnBrdDVmPqIkwW8g77rFa7fcXLytrOZkMnhtww/viewform?vc=0&c=0&w=1

A seleção dos inscritos será feita por meio da análise da carta de intenção e do currículo, informações que devem constar na ficha de inscrição. A lista dos candidatos selecionados será divulgada neste blog no dia 29/06/2019. 

A carga horária é de 60 horas e as aulas acontecerão pela manhã, das 8h30 às 11h30, com dois encontros semanais, às segundas e quartas-feiras.

As aulas iniciam dia 1° de julho, na Usina de Arte.

FEM abre inscrições para curso de artes integradas na Usina de Arte

Você, acreano, já pensou como seria bom passear pelo mundo encantado e encantador das narrativas de cordel e das surpresas literárias dos repentes, ilustrado por xilogravuras e embalado por ritmos percussivos dançantes? Poder fazer uma viagem pelas nossas raízes culturais legadas do Nordeste?! Pois então é chegada a hora de embarcar nesta viagem…

O bilhete é gratuito e pode ser garantido por meio do link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdeOW90sKIfXAUqB4D2aVaRBhfASz9xbGmVxiidjWglgLfEnw/viewform?vc=0&c=0&w=1 (ficha de inscrição)

E a viagem terá início no dia 01 de julho de 2019. Mas corra, que são poucos os bilhetes!

Vamos esclarecendo…

O governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour, abre inscrições para um Curso de Artes Integradas na Usina de Arte João Donato.

O curso tem como objetivo desenvolver um projeto artístico integrando as linguagens da literatura, das artes visuais, do teatro e da música a partir do estudo e composição de narrativas de cordel e do repente associados à criação de xilogravuras.

O projeto integrado consistirá na montagem de um espetáculo teatral (trabalho final da turma de Iniciação Teatral já em andamento), que terá a dramaturgia criada com as narrativas de cordel da turma de Artes Integradas. O figurino e o cenário serão concebidos esteticamente com as xilogravuras criadas durante o curso. E a paisagem sonora do espetáculo será construída pelos alunos da turma de música, a qual trabalhará ritmos com instrumentos musicais percussivos produzidos com materiais reutilizáveis, sobretudo o papelão.

Este curso, portanto, possibilita um diálogo entre diversas linguagens artísticas – e mais! Possibilita unir valores significativos para a construção da cidadania ao associar arte, meio ambiente e educação.

Pode se inscrever qualquer pessoa com idade a partir de 15 anos, que tenha o ensino fundamental completo e que deseje desenvolver ou aperfeiçoar habilidades relacionadas à composição de cordel e de repentes, às técnicas de xilogravura e aos ritmos percussivos.

A seleção dos inscritos será feita por meio da análise da carta de intenção e do currículo, informações que devem constar na ficha de inscrição. A lista dos candidatos selecionados será divulgada neste blog no dia 29/06/2019. 

A carga horária é de 60 horas e as aulas acontecerão pela manhã, das 8h30 às 11h30, com dois encontros semanais, às segundas e quartas-feiras.

Corre e garanta seu bilhete, que é só até o dia 27 de junho!

As aulas iniciam dia 1° de julho.

5ª Mostra Audiovisual Usina de Olhares

Por pouco, a história da Mostra Audiovisual Usina de Olhares não se confunde com a da própria Usina de Arte João Donato. Isso porque sua primeira edição aconteceu no ano de 2008, quando a instituição contava com apenas dois anos de existência. De lá pra cá, dez anos se passaram e muita coisa aconteceu.
A Usina de Arte consagrou-se como berço de novos artistas e aconchego dos que por aqui já faziam arte desde o século passado.
convite 5 mostra usina de olhares
Nesta edição da Mostra, será lançado o curta-metragem “O que era e não é mais”, produção que resultou de um projeto integrado das turmas de Teatro, Produção de Áudio e Vídeo, Artes Visuais e Documentação Musical ofertadas pela manhã na Usina de Arte entre 2017 e 2018 no âmbito do MedioTec, programa mantido pelo governo federal com o apoio do governo do Acre por meio do Instituto Dom Moacyr.
O roteiro do filme foi construído de forma coletiva e colaborativa entre alunos e mediadores e foi baseado no livro de crônicas Suindara, da escritora acreana Leila Jalul. Personagens saídas de várias narrativas se entrelaçam, nos idos de décadas passadas, de um século passado… gentes e paisagens, sentimentos e acontecimentos se misturam e se confundem com a própria identidade da cidade de Rio Branco.    
“O que era não é mais” traz uma Rio Branco antiga no sobrevoo das memórias da personagem Leila, menina, moça, mulher que vive aventuras, rotinas e histórias nas ruas, rios, barrancos, praças e cinemas entre as décadas de 1950 e 1970. Como disse Juarez Nogueira, “histórias que poderiam ser as histórias da gente” revividas em  “memórias rasantes de afeto.”

Usina de Arte apresenta o espetáculo “Eu Água”, montagem coletiva dos alunos do MedioTec

Imagine um rio que sonha. Enquanto segue seu curso, desviando de obstáculos, lapidando montanhas, distribuindo alguns braços pelo caminho e dando, a si mesmo, novos sentidos, esse rio sonha em ser mar. Alguns vão além e sonham oceano, seguindo seu fluxo até algo mais se tornar, assim como nós, seres humanos, que seguimos com a vida até não mais aqui estar.

Foi seguindo nesse fluxo de sonhos e de vidas, de realidades e de imaginação, que nasceu Eu Água, um espetáculo de teatro de múltiplas linguagens que mergulha fundo nos sentidos, na simbologia e na problemática relacionada à água.

Fruto de um trabalho coletivo dos alunos dos cursos técnicos da Usina de Arte, Eu Água tem direção de Cláudia Toledo e dramaturgia escrita pela atriz Ágata Lima, com colaboração dos alunos do curso técnico de Teatro.

O texto foi construído com referência na obra de artistas brasileiros contemporâneos como Marisa Monte, Caetano Veloso, Maria Bethânia e o poeta Manoel de Barros, cujo poema “O menino que carregava água na peneira” deu à dramaturgia maior poeticidade aos diálogos e às imagens criadas.

Eu Água trata de um tema que está sempre em discussão e nunca deixa de ser atual. Falar de água é falar de vida e de sobrevivência. Por isso, o espetáculo, ao mesmo tempo que convida o público a fazer uma imersão poética nas lembranças de um garoto que tem sua história de vida conectada ao processo de transformação de um rio seguindo seu curso, também provoca uma reflexão acerca do desenvolvimento sustentável e do uso consciente das águas.

O espetáculo serve como vitrine para as habilidades artísticas dos alunos da instituição e é o resultado da prática profissional dos cursos técnicos, ofertados pelo Instituto Dom Moacyr no âmbito do Pronatec/Mediotec.

Serviço:

O quê? Espetáculo Eu Água

Quando: dias 15, 16 e 17 de agosto de 2018

Horário: às 16h (quarta, quinta e sexta)

às 19h (sexta)

Onde: Teatro da Usina de Arte João Donato

Entrada gratuita

Classificação livre

Informações: 3229-6892

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