Porque a criança pode renovar o mundo e a poesia o nosso olhar sobre ele

Sê criança em toda a beleza que pode existir no começo de uma vida… Sejamos criança!

Este é um momento mais que especial para que falemos sobre meninice, leveza, beleza, descoberta, curiosidade e poesia!
O escritor Gabriel García Márquez dizia que “a poesia é a única prova concreta de existência do homem”. E a Usina diz com convicção: a infância é a única prova concreta da existência da poesia!

Fora Fernando Pessoa quem nos fez acreditar que

“a imaginação e a poesia eternizam formas possíveis de ser criança.
Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.”

Hoje foi para nossa equipe um dia mais que especial… foi um dia de imaginários e histórias de encantamento e lendas!
95 crianças viajando entre os encantos do Mapinguari, do Curupira, da Mãe da Mata, do Boto cor-de-rosa, da Cobra Grande…

Seres folclóricos encantaram crianças de todas as idades da Balões Encantados, escola que nos visitou neste dia. Elas entraram na brincadeira e, ao som do Jabuti Bumbá, rodopiaram e tocaram tambores!

Pularam e cantaram, se fantasiaram e se deixaram tomar pela aura do imaginário infantil… Ah, Roseana Murray…
“Se pudesse o menino pularia
corda
com a linha do horizonte,
se deitaria sobre a curvatura
da Terra
para sempre e sempre
saudar o sol,
encheria os bolsos
de terra e girassóis.
Mas chove uma chuva fina
e o menino vai até a cozinha
fritar ideias”

fotografia: Hannah Lydia

E, sim, porque a criança pode renovar o mundo e a poesia o nosso olhar sobre ele, Manoel de Barros acreditou que:
“No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos
passarinhos.”

Escola de Senador Guiomard visita os espaços de memória da Usina de Arte

A Olimpíada de Língua Portuguesa deste ano traz como tema “O lugar onde vivo“. São inúmeras as estratégias que os professores vêm usando para trabalhar o tema com seus alunos. Uma delas é levar a garotada para visitar espaços de memória dos municípios. Aqui em Rio Branco, temos, entre outros, a Usina de Arte como um desses espaços.

imagem da internet

Com esse objetivo, a escola municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, localizada no município de Senador Guiomard, agendou visita técnica para trazer duas turmas de 6º ano e duas de 7º à Usina de Arte.

fotografia: Bell Paixão

Estas séries devem produzir textos do gênero memórias literárias para participarem da Olimpíada (6ª edição). Entre outros objetivos, a ideia é levar os alunos a compreenderem o que é um museu e articulá-lo aos conceitos de memória, narrativa e identidade, bem como perceberem como objetos e imagens podem trazer lembranças de um tempo passado, e ainda observarem que as memórias podem ser ressignificadas por meio da transmissão oral, da arte e da escrita.

fotografia: Edson Bruno

Pensando em mostrar um pouco da visita de forma lúdica, metafórica, literária e artística, deixamos aqui as MEMÓRIAS DE UM FANTASMA, texto do gênero memórias literárias produzido para contar esta história!

fotografia: Danielle Leão

Hoje amanheci cheia de nostalgia de um tempo que ainda insiste em estar aqui…

Logo às oito da manhã, eu ainda no torpor dos passeios gelados da madrugada, fui tomada por vozes e risos de muitas crianças. Eram meninos e meninas que chegavam de longe. Logo fui percebendo… tinham camisetas iguais, mochilas, cadernos. ES-CO-LA! De novo!

Eu, na minha invisibilidade, sentei embaixo da mangueira, minha árvore de oração, e fiquei a escutar uma voz, a mesma da sexta-feira passada, e de tantas outras vezes. A voz deu boas vindas e convidou as crianças para passearem por minha casa. Sim! Minha casa. Há muito tempo o lugar onde vivo. Ah! Esta usina tão minha! Aqui sou única. Mas já vivi por outras veredas desta terra chamada Acre. Já habitei estradas de seringa, onde era lenda e medo para muita gente. Já habitei aldeias indígenas do Juruá, onde me camuflava entre rios e matas. Já habitei as salas de um jornal antigo, cheio de máquinas hoje peças de exposição. Mas desde 1986, moro aqui, entre as ruínas da uma fábrica de castanha e as cores e formas das artes desta usina. Daqui não saio. Adotei este mundinho como minha última morada, porque aqui minhas memórias, de visita em visita, vão sendo ressignificadas por meio das vozes que narram muitas histórias e da arte que toma cada canto deste lugar. São as caldeiras, os silos, as máquinas de descascar castanha, as balanças enferrujadas, os linotipos, as caixinhas e bonecos das paredes, os lampiões, os registros dos guarda-livros, a moedora de cana, as pelas de borracha, os figurinos de época, e tantos outros objetos e imagens que me fazem chegar as lembranças do que já vivi. De onde vivi. Dos tempos em que esta usina não era meu lar ainda. Eu existo e resisto neles. Trazem-me  ao meu presente por meio das narrativas de um tempo passado. Daqueles tempos de outrora…

fotografia: Bell Paixão

Nesta manhã, em meio ao burburinho de vozes, ouvi uma criança comentar: “a usina é um museu cheio de acres!” Achei genial! Minha casa, este lugar onde vivo, é mesmo um museu cheio de acres. Ela, sempre acreditei, influencia seus alunos, seu público, seus visitantes a entenderem um pouco sobre eles mesmos, por trazer vivas essas memórias, essas lembranças, essas histórias dos acres-anos. Minha identidade está toda neste lugar, mas sei que também marcas da identidade destas crianças barulhentas que me tiraram da minha letargia mais cedo. E ainda de toda a gente acre-ana… maria, josé, luiz, sebastiana, justina, joaquim… enfim, deste povo não sei se índio, se nordestino, se libanês, se mistura de tudo isso.

Eu, saibam, fui menina, ainda menina sou, e assim menina ficarei para sempre, porque sou fantasma! A menina fantasma da usina. Meu mus-eu…

Usina de Arte recebe visita de alunos da Escola Sesc

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A Usina de Arte João Donato, como um dos principais centros culturais e de formação artística do estado, está sempre com as portas abertas para receber a comunidade, seja por meio de visitas programadas ou o público que chega sem agendamento, em geral turistas que circulam na cidade.

Como parte das atividades escolares, na última semana a Escola Sesc visitou a Usina trazendo alunos do ensino fundamental (5° anos) para conhecerem nossos espaços, instalações e artistas, além de receberem informações sobre atividades e produções culturais locais.

Segundo Fernanda Albuquerque, uma das coordenadoras pedagógicas da escola, “essa visita é importante para nossas crianças conhecerem os diferentes espaços culturais, artísticos e regionais da nossa cidade”. Ela conta que a escolha pela Usina de Arte se deu pelas várias experiências que podem ser proporcionadas na instituição.

Segundo Maria Gorete Moreira, uma das professoras das turmas, temas relacionados às artes foram estudados em sala de aula, surgindo daí a importância de trabalhar a criatividade artística que cada criança traz consigo. “Com isso, tivemos a oportunidade de trazê-los à Usina, onde os alunos puderam ver de perto e ter contato com o trabalho desenvolvido pelos artistas acreanos”, disse.

Para a aluna Acsa Vitória, de 10 anos, foi uma oportunidade de conhecer, além de artistas locais, a história da própria instituição. “Eu aprendi que no Acre também tem vários artistas e aprendi a história da Usina até ser o que é hoje”, disse. Asaf Tavares, de 10 anos, considerou a visita uma das melhores que já fez. “Eu acho que foi a melhor visita que eu já fiz, porque aqui as coisas são bonitas, organizadas e tem muitas coisas diferentes”.

Outra aluna, Ana Gabriela, 10 anos, também considerou uma das melhores visitações que já fez. “Lá na escola SESC tem várias obras diferentes, animais feitos de vários tipos de materiais e aqui tem obras de vários artistas e de vários materiais. Foi uma das melhores visitas que eu já fiz”, declarou entusiasmada Ana.

Divulgação do resultado do processo seletivo para o curso de Iniciação à Linguagem Teatral

Divulgamos a lista dos candidatos selecionados para as turmas do curso de Iniciação à Linguagem Teatral.

Turma tarde – 3ª e 5ª 

Andressa Almeida Bezerra

Carlos Henrique Santos da Silva

Cyndy Nathana Melo de Souza

Dandara Viana Coelho

Fabrícia Vitória Teles da Silva

Francisco Alberto Dourado Maia

Hannah Lydia Pontes Faria da Silva

Jefferson Xavier Gomes

Kássia Teles de Moura

Leandro Tabosa de Souza

Lucrécia Santana Nogueira

Manoela da Silva Viana

Maria Clara Ferreira dos Santos Costa

Nathalia Ashley Calid Altero

Ozana Lebre Pinheiro

Rayla Caroliny Almeida de Paula

Rayssa Sabrina Almeida de Paula

Samara R. S. Freitas

Sarah Maia Fadul

Taís Mateus Rodrigues Kaxinawá

Tiago Domingos de Souza

Valkíria Nina Mariano da Conceição

Vanessa Freire Costa

Wesley Alexandre Rodrigues Araújo

Turma manhã – 3ª e 5ª 

Thalyson Henrique Bessa Felix

Larissa Dheniff Aguiar de Souza

Natália Amariles Elice Lima de França

Jandson Keslen da Silva Simão

Cintia Raquel Dantas Barros

Weslley Lima do Nascimento

Cauã Silva Gadelha

Jonathan Almada Feijó

Janaína de Castro

Gislaine Priscilla Moreira de Lima

Aline Pinto Macário

Ronaldo Araújo da Silva

Camila Farias de Souza

Yasmin Sousa Menezes

Douglas Costa Araújo

Samuel Lima de Oliveira França

Lembramos que as aulas para essas turmas terão início no dia 07/05, terça-feria.

Horário manhã: das 8h30 às 11h30

Horário tarde: das 14h30 às 17h30

 

Workshop de Composição Musical na Usina de Arte com Rodolfo Minari

A Usina de Arte receberá amanhã, 25, um workshop de composição musical ministrado por Rodolfo Minari, músico, compositor, cantor, educador, que tem se destacado na cena artística local com trabalhos, criações e ações educativas ligadas principalmente à música.

folder workshop

Neste workshop, o artista compartilha fundamentos teóricos e práticos da composição musical popular, abordando e praticando: escolha e desenvolvimento de tema, métrica, rima, escrita criativa, estrutura musical, harmonização, ritmo, prosódia, pastiche, entre outros, por meio de técnicas divertidas e acessíveis, de resultados imediatos.

O workshop vem sendo ministrado e aprimorado desde 2014. Alguns locais por onde este trabalho já passou:

  • ISE – Instituto Socioeducativo do Acre – Brasileia (2018)
  • Cidade do Povo – Ministério Público (2018)
  • Universidad de Pando – Cobija, Bolívia (2017)
  • Coletivo Decor – Rio Branco/AC (2017)
  • Casarão do Belvedere – São Paulo/SP (2016)
  • MPE/AC – Servidores do Ministério Público Estadual (2015)
  • 50º FEMUP – Paranavaí/PR (2015)
  • Oficinas Silvio Russo – Mirandópolis e Ilha Solteira/SP (2014)

Sobre Rodolfo Minari

Rodolfo é músico, cantor, compositor, escritor, educador. Lançou os CDs independentes Assovio (2013), cujo show circulou por mais de 10 estados do Brasil e outros 4 países; Terreiro (2016), premiado em diversos festivais da canção no Brasil e exterior; o infantil Céu de Brincadeira (2017) e o mais novo trabalho Flor do Astral (2018), que será lançado mundialmente dia 26/10.

Representou o Acre em dezenas de festivais e concursos, tendo recebido, entre outros prêmios:

  • 1º lugar no XVI Concurso Internacional de Poesia Fritz Teixeira de Salles (2018)
  • 1º lugar no I Festival da Canção de Porto Ferreira/SP (2018)
  • 1º lugar no III Festival da Canção de Mogi das Cruzes/SP (2016)
  • 1º lugar no II Concurso Iberoamericano de Composición de Canción Popular IBERMUSICAS (2015)
  • 1º lugar no 18º Festival Edésio Santos da Canção de Juazeiro/BA (2015)
  • Troféu Barriguda no 50º Festival de Música e Poesia de Paranavaí/PR (2015)

Usina de Arte apresenta o espetáculo “Eu Água”, montagem coletiva dos alunos do MedioTec

Imagine um rio que sonha. Enquanto segue seu curso, desviando de obstáculos, lapidando montanhas, distribuindo alguns braços pelo caminho e dando, a si mesmo, novos sentidos, esse rio sonha em ser mar. Alguns vão além e sonham oceano, seguindo seu fluxo até algo mais se tornar, assim como nós, seres humanos, que seguimos com a vida até não mais aqui estar.

Foi seguindo nesse fluxo de sonhos e de vidas, de realidades e de imaginação, que nasceu Eu Água, um espetáculo de teatro de múltiplas linguagens que mergulha fundo nos sentidos, na simbologia e na problemática relacionada à água.

Fruto de um trabalho coletivo dos alunos dos cursos técnicos da Usina de Arte, Eu Água tem direção de Cláudia Toledo e dramaturgia escrita pela atriz Ágata Lima, com colaboração dos alunos do curso técnico de Teatro.

O texto foi construído com referência na obra de artistas brasileiros contemporâneos como Marisa Monte, Caetano Veloso, Maria Bethânia e o poeta Manoel de Barros, cujo poema “O menino que carregava água na peneira” deu à dramaturgia maior poeticidade aos diálogos e às imagens criadas.

Eu Água trata de um tema que está sempre em discussão e nunca deixa de ser atual. Falar de água é falar de vida e de sobrevivência. Por isso, o espetáculo, ao mesmo tempo que convida o público a fazer uma imersão poética nas lembranças de um garoto que tem sua história de vida conectada ao processo de transformação de um rio seguindo seu curso, também provoca uma reflexão acerca do desenvolvimento sustentável e do uso consciente das águas.

O espetáculo serve como vitrine para as habilidades artísticas dos alunos da instituição e é o resultado da prática profissional dos cursos técnicos, ofertados pelo Instituto Dom Moacyr no âmbito do Pronatec/Mediotec.

Serviço:

O quê? Espetáculo Eu Água

Quando: dias 15, 16 e 17 de agosto de 2018

Horário: às 16h (quarta, quinta e sexta)

às 19h (sexta)

Onde: Teatro da Usina de Arte João Donato

Entrada gratuita

Classificação livre

Informações: 3229-6892

Alunos de MedioTec realizam Mostra Coletiva de artes na Usina

A Usina de Arte João Donato acredita nos sonhos. Para nós, parafraseando Raul Seixas, um sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade. E, sonhando junto com nossos alunos artistas, ficamos muito felizes em anunciar a I Mostra Coletiva da Usina, evento que celebra o encerramento do III módulo dos cursos técnicos do Mediotec, a ser realizado de 25 a 27 de abril de 2018 .
Com exposição de esculturas, xilogravuras, fotografias e apresentação de vídeo, durante os três dias de evento, os visitantes poderão ter contato com o trabalho desenvolvido pelos alunos dos cursos de Artes Visuais e Processos Fotográficos, além de assistirem aos espetáculos das turmas de Teatro de Rio Branco e uma performance da turma do Bujari. O público ainda prestigiará uma performance musical ao vivo dos alunos de Documentação Musical e a exibição da série Por acaso, obra de ficção produzida pela turma de audiovisual da manhã e um documentário sobre as periferias de Rio Branco produzido pela turma de audiovisual da tarde.
A proposta da Mostra Coletiva se insere no contexto do que vem sendo desenvolvido há onze anos pela Usina de Arte: compartilhar o trabalho desenvolvido pelos alunos, de modo a valoriza-los não só artística, como profissionalmente, tendo em vista a formação técnica que lhes será certificada ao término do percurso formativo.

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