Usina de Arte apresenta experimento cênico Cartas para o Universo

Se o universo é infinito, o que dizer da infinitude do amor para quem ama? Ou acredita amar? Ou pensa ser amado? AMOR e AMAR são mais que palavras, são razões para que qualquer humano se sinta sobre-humano.

Arte: Hannah Lydia

O amor é universal e se manifesta todos os dias nas pequenas e grandes coisas da vida, do cotidiano. Ele é diverso e, por vezes, quem ama ou diz amar veste máscara, usa de artifícios e disfarces na tentativa de ter próximo o ser amado ou aprisionado.

É sobre este sentimento em suas diferentes formas e intensidades que o experimento cênico Cartas para o Universo fala. Por meio de performances corporais e declamação de poemas de Carlos Drummond, Manoel de Barros, Fernando Pessoa e Cecília Meireles, os participantes brincam e jogam em cena com o AMOR.

O trabalho foi montado com base nos exercícios realizados durante a primeira etapa do curso de Iniciação à Linguagem Teatral ofertado pela Fundação Elias Mansour na Usina de Arte João Donato e ministrado pela professora e atriz Claudia Toledo. A sonoplastia da montagem é autoral, incluindo parte da música O seu amor, dos Doces Bárbaros.

Convidamos, com amor, todos a assistirem à Cartas para o Universo na Usina de Arte, dia 15/08/2019, às 16h ou às 19h. Entrada gratuita.

E vamos ao AMOR! AMAR…

Arraial Usina na Roça

O clima de São João chega nesta sexta, 19, na Usina de Arte João Donato a partir das 18h. É a 5 edição do arraial artístico da Usina, que este ano traz o tema “Do nordeste ao Acre: chita, xilo e cordel.”

foto: Edson Bruno

Seguindo a tradição das outras edições, a festa promoverá um divertido encontro da comunidade com apresentações artísticas, tecido acrobático com Tecidos Apaixonados comidas típicas, quadrilha junina, brechó, sebo, exposição de artes plásticas, bingo de obras de arte e muito forró, xote e chorinho.

Um dos destaques do arraial será a performance, no palco, de alunos do curso de Cordel e Xilogravura. Junto com o artista popular e professor da turma, Cícero Farias, eles irão brincar com versos improvisando rimas.

foto: Edson Bruno

O arraial Usina na roça é uma realização do governo do Acre por meio da Fundação Elias Mansour e acontecerá na Usina de Arte, localizada no bairro Distrito Industrial, 1155, Av. das Acácias, próximo à UFAC.

foto: Rosilene Nobre

Venha brincar conosco e dançar um bom arrasta pé no arraial mais artístico da cidade. Chega mais, pessoar!

Escola de Senador Guiomard visita os espaços de memória da Usina de Arte

A Olimpíada de Língua Portuguesa deste ano traz como tema “O lugar onde vivo“. São inúmeras as estratégias que os professores vêm usando para trabalhar o tema com seus alunos. Uma delas é levar a garotada para visitar espaços de memória dos municípios. Aqui em Rio Branco, temos, entre outros, a Usina de Arte como um desses espaços.

imagem da internet

Com esse objetivo, a escola municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, localizada no município de Senador Guiomard, agendou visita técnica para trazer duas turmas de 6º ano e duas de 7º à Usina de Arte.

fotografia: Bell Paixão

Estas séries devem produzir textos do gênero memórias literárias para participarem da Olimpíada (6ª edição). Entre outros objetivos, a ideia é levar os alunos a compreenderem o que é um museu e articulá-lo aos conceitos de memória, narrativa e identidade, bem como perceberem como objetos e imagens podem trazer lembranças de um tempo passado, e ainda observarem que as memórias podem ser ressignificadas por meio da transmissão oral, da arte e da escrita.

fotografia: Bruno

Pensando em mostrar um pouco da visita de forma lúdica, metafórica, literária e artística, deixamos aqui as MEMÓRIAS DE UM FANTASMA, texto do gênero memórias literárias produzido para contar esta história!

fotografia: Danielle Leão

Hoje amanheci cheia de nostalgia de um tempo que ainda insiste em estar aqui…

Logo às oito da manhã, eu ainda no torpor dos passeios gelados da madrugada, fui tomada por vozes e risos de muitas crianças. Eram meninos e meninas que chegavam de longe. Logo fui percebendo… tinham camisetas iguais, mochilas, cadernos. ES-CO-LA! De novo!

Eu, na minha invisibilidade, sentei embaixo da mangueira, minha árvore de oração, e fiquei a escutar uma voz, a mesma da sexta-feira passada, e de tantas outras vezes. A voz deu boas vindas e convidou as crianças para passearem por minha casa. Sim! Minha casa. Há muito tempo o lugar onde vivo. Ah! Esta usina tão minha! Aqui sou única. Mas já vivi por outras veredas desta terra chamada Acre. Já habitei estradas de seringa, onde era lenda e medo para muita gente. Já habitei aldeias indígenas do Juruá, onde me camuflava entre rios e matas. Já habitei as salas de um jornal antigo, cheio de máquinas hoje peças de exposição. Mas desde 1986, moro aqui, entre as ruínas da uma fábrica de castanha e as cores e formas das artes desta usina. Daqui não saio. Adotei este mundinho como minha última morada, porque aqui minhas memórias, de visita em visita, vão sendo ressignificadas por meio das vozes que narram muitas histórias e da arte que toma cada canto deste lugar. São as caldeiras, os silos, as máquinas de descascar castanha, as balanças enferrujadas, os linotipos, as caixinhas e bonecos das paredes, os lampiões, os registros dos guarda-livros, a moedora de cana, as pelas de borracha, os figurinos de época, e tantos outros objetos e imagens que me fazem chegar as lembranças do que já vivi. De onde vivi. Dos tempos em que esta usina não era meu lar ainda. Eu existo e resisto neles. Trazem-me  ao meu presente por meio das narrativas de um tempo passado. Daqueles tempos de outrora…

fotografia: Bell Paixão

Nesta manhã, em meio ao burburinho de vozes, ouvi uma criança comentar: “a usina é um museu cheio de acres!” Achei genial! Minha casa, este lugar onde vivo, é mesmo um museu cheio de acres. Ela, sempre acreditei, influencia seus alunos, seu público, seus visitantes a entenderem um pouco sobre eles mesmos, por trazer vivas essas memórias, essas lembranças, essas histórias dos acres-anos. Minha identidade está toda neste lugar, mas sei que também marcas da identidade destas crianças barulhentas que me tiraram da minha letargia mais cedo. E ainda de toda a gente acre-ana… maria, josé, luiz, sebastiana, justina, joaquim… enfim, deste povo não sei se índio, se nordestino, se libanês, se mistura de tudo isso.

Eu, saibam, fui menina, ainda menina sou, e assim menina ficarei para sempre, porque sou fantasma! A menina fantasma da usina. Meu mus-eu…

FEM e IEPTEC abrem inscrições para curso na área da música na Usina de Arte

O governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour e do Instituto de Educação Profissional e Tecnológica do Acre, abre inscrições para o Curso Vivências Sonoras e Rítmicas: produção de instrumentos percussivos de papelão na Usina de Arte João Donato.

O objetivo do curso é a produção de instrumentos percussivos com a técnica do papelamento, reutilizando materiais alternativos como: papelões, madeira, tecidos e plástico, além do estudo de ritmos a partir do contexto musical da cultura popular local e regional.

O curso traz uma proposta pedagógica integrada, interagindo com a linguagem das artes plásticas, pois os instrumentos terão sua concepção estética feita pelos alunos do curso de Artes Integradas, com o uso das xilogravuras por eles criadas.

O trabalho final do curso será a criação da paisagem sonora de um projeto integrado, que consistirá na montagem de um espetáculo cênico construído coletivamente com outras linguagens artísticas.  

Este curso, portanto, possibilita um diálogo entre diversas linguagens artísticas, e mais! Possibilita unir valores significativos para a construção da cidadania ao associar arte, meio ambiente e educação.

Pode se inscrever qualquer pessoa com idade a partir de 15 anos, que tenha o ensino fundamental completo e que deseje desenvolver ou aperfeiçoar habilidades relacionadas à música.

Link para inscrição

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfJlQYS0S07mnBrdDVmPqIkwW8g77rFa7fcXLytrOZkMnhtww/viewform?vc=0&c=0&w=1

A seleção dos inscritos será feita por meio da análise da carta de intenção e do currículo, informações que devem constar na ficha de inscrição. A lista dos candidatos selecionados será divulgada neste blog no dia 29/06/2019. 

A carga horária é de 60 horas e as aulas acontecerão pela manhã, das 8h30 às 11h30, com dois encontros semanais, às segundas e quartas-feiras.

As aulas iniciam dia 1° de julho, na Usina de Arte.

FEM e IEPTEC abrem inscrições para curso de artes integradas na Usina de Arte

Você, acreano, já pensou como seria bom passear pelo mundo encantado e encantador das narrativas de cordel e das surpresas literárias dos repentes, ilustrado por xilogravuras e embalado por ritmos percussivos dançantes? Poder fazer uma viagem pelas nossas raízes culturais legadas do Nordeste?! Pois então é chegada a hora de embarcar nesta viagem…

O bilhete é gratuito e pode ser garantido por meio do link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdeOW90sKIfXAUqB4D2aVaRBhfASz9xbGmVxiidjWglgLfEnw/viewform?vc=0&c=0&w=1 (ficha de inscrição)

E a viagem terá início no dia 01 de julho de 2019. Mas corra, que são poucos os bilhetes!

Vamos esclarecendo…

O governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour e do Instituto de Educação Profissional e Tecnológica do Acre, abre inscrições para um Curso de Artes Integradas na Usina de Arte João Donato.

O curso tem como objetivo desenvolver um projeto artístico integrando as linguagens da literatura, das artes visuais, do teatro e da música a partir do estudo e composição de narrativas de cordel e do repente associados à criação de xilogravuras.

O projeto integrado consistirá na montagem de um espetáculo teatral (trabalho final da turma de Iniciação Teatral já em andamento), que terá a dramaturgia criada com as narrativas de cordel da turma de Artes Integradas. O figurino e o cenário serão concebidos esteticamente com as xilogravuras criadas durante o curso. E a paisagem sonora do espetáculo será construída pelos alunos da turma de música, a qual trabalhará ritmos com instrumentos musicais percussivos produzidos com materiais reutilizáveis, sobretudo o papelão.

Este curso, portanto, possibilita um diálogo entre diversas linguagens artísticas – e mais! Possibilita unir valores significativos para a construção da cidadania ao associar arte, meio ambiente e educação.

Pode se inscrever qualquer pessoa com idade a partir de 15 anos, que tenha o ensino fundamental completo e que deseje desenvolver ou aperfeiçoar habilidades relacionadas à composição de cordel e de repentes, às técnicas de xilogravura e aos ritmos percussivos.

A seleção dos inscritos será feita por meio da análise da carta de intenção e do currículo, informações que devem constar na ficha de inscrição. A lista dos candidatos selecionados será divulgada neste blog no dia 29/06/2019. 

A carga horária é de 60 horas e as aulas acontecerão pela manhã, das 8h30 às 11h30, com dois encontros semanais, às segundas e quartas-feiras.

Corre e garanta seu bilhete, que é só até o dia 27 de junho!

As aulas iniciam dia 1° de julho.

Vem conhecer a D. Helena

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Foto: internet

Sabe aquele momento que você vivenciou na semana passada? Talvez hoje, há dois anos e ontem também. Pode ter sido um chute no balde, uma viagem de mochilão; e até uma mudança para outra cidade para tornar o sonho de estar nos palcos uma realidade. O momento vem em seguida, com a dúvida: e agora? Você se pergunta. E agora? Agora o acreano está de volta, do Rio de Janeiro para Rio Branco, diretamente para o centro do palco da Usina de Artes João Donato.

Em Dona Helena, o ator César Júnior nos conta sobre esses momentos, entre o sonho e a realidade alcançada. “O pensamento ao sair do Acre era sempre o pensamento de chegar nas telinhas, afinal, foi dali que surgiu meu encanto pela profissão. Só que, ao chegar lá [no Rio de Janeiro], percebi que a realidade era completamente diferente e que só talento – que eu julgava ter na época – não era suficiente” diz.

Era chegado o momento: e agora? “Estudar era minha única solução, já que eu não queria desistir”. Assim, César ingressou na Escola de Teatro Martins Penna. “Fui picado pelo bichinho da arte” diz sobre a experiência de estudar na instituição – primeira escola pública de teatro da América Latina. “Lá aprendi o significado de empatia, resiliência e ser político”. E agora? Agora ele compartilha com a plateia o resultado do que aprendeu.

Dona Helena tem empatia, resiliência e política. Inspirado nas próprias experiências do ator, o monólogo ainda abraça vivências do músico Kurt Cobain, de Caio Fernando de Abreu – o nome do espetáculo é uma referência à mãe do escritor – e de Dandara dos Santos, travesti que teve a vida ceifada a tiros após ser espancada e apedrejada no Ceará, em 2017. “Nós atores, temos uma grande responsabilidade com a população. Estamos aqui para fazer refletir”, diz César.

A peça narra as inquietações de um ator recém-formado, que perde a mãe pouco antes do término do curso de Artes Cênicas. Entre pensamentos suicidas, crises existenciais e a falta física que mãe lhe faz, ele tenta sempre ver o lado bom disso tudo: a busca. Começa então a busca para realizar um projeto, o seu projeto. O espetáculo é uma parceria entre os cursos de Artes Cênicas das Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Acre (UFAC).

D. Helena fica em cartaz até o dia 6 de julho, com sessões às sextas e sábados, sempre às 20 horas, mas o público já pode ir se aprochegando a partir das 17h30, quando os portões da Usina de Arte se abrem para um happy hour com som ao vivo e venda de alguns produtos, entre artesanato, cd, camisetas personalizadas etc. Os ingressos custam R$ 20 (inteiro) e R$ 10 (meia) para estudantes.

Marineide, Mari, Neide… uma usina de energia e ousadia!

Marineide, uma mulher saramaguiana, que sempre soube se levantar do chão. Uma Sara um dia oprimida pelo universo masculino; uma Faustina de marcante presença na vida da família; uma Gracinda decidida e de forte personalidade; uma Maria Adelaide, independente, que buscou sem cessar o levantar da mulher na sociedade…

Um ser iluminado que nunca deixou de ser menina e ao mesmo tempo soube como poucas ser MULHER. Uma mulher a frente de seu tempo, desde a adolescência. Soube fazer da sua vida o seu passeio público, como canta Lulu… Talvez ela tenha sido a última romântica em Rio Branco nestas últimas décadas… Acreditava que uma hora surgiria uma personalidade capaz de desavessar este mundo. Mari/Neide foi militante de causas coletivas, sempre defendendo e brigando pelos mais frágeis e injustiçados, pela preservação do meio ambiente.

Tinha uma energia de causar inveja. Uma feminista cheia de sensualidade e ousadia. Amou muito e intensamente, mas sem se deixar domar. Pouco ou nada se importava com a opinião alheia. Vivia as suas próprias opiniões e convicções. Achava tolice viver a vida assim sem aventura. Seu velho Gurgel que o diga!

Mari/Neide amava as artes! Atuava, produzia, consumia, difundia…

Por onde passava, conquistava amizades e concentrava gentes. Só faltava reunir a zona norte à zona sul…

Era livre, alegre e pura paixão! Iluminou a vida, já que a morte, sabia… cai do azul. Mari/Neide foi bela loucura! Sabia que o melhor é não ter razão…

Saudades de teu riso largo ecoando pelos corredores da Usina de Arte, amiga!

MISSA DE SÉTIMO DIA

A família comunica que a Missa de 7° Dia pelo falecimento de Marineide da Silva Maia será realizada às 19h, hoje, 18 de junho de 2019, na Catedral Nossa de Nazaré, localizada no centro da cidade de Rio Branco. A família enlutada agradece a todos que comparecerem para esse ato de fé e homenagens.

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