O choro vive. E é brasileiro! Pixinguinha e seu chorinho Carinhoso também!

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fotografia: Hannah Lydia

O choro pode vir da dor no físico ou no espírito; pelo que se conquistou ou da saudade de um amigo. Às vezes vem sem avisar, mas tem muita gente que costuma prender as lágrimas porque se envergonha de chorar. Mas o choro brasileiro é livre. E vive.

Entre bandolins, pandeiros, violões e acordeon, o chorinho nasceu no Rio de Janeiro e é um estilo de música considerado originalmente brasileiro, que carrega influências da música clássica, do jazz e dos batuques dos terreiros africanos que existiam nas terras cariocas no século XIX.

No século XX, em estilo bem brasileiro, deu-se o belo encontro cinematográfico do choro com as telas, Em 1929, com a estreia de Acabaram-se os otários, filme que inaugura a era do cinema falado no país. Uma das principais faixas da trilha sonora foi Carinhoso,  chorinho de Pixinguinha. De lá para cá, o romance entre cinema e choro  – e não só musicalmente falando, nunca mais teve fim… o chorinho nas telas vive! 

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fotografia: Hannah Lydia

No fim do mês de julho deste ano, a Usina de Arte foi escolhida como cenário para o registro de parte de um documentário sobre choro, que está sendo produzido pela TV Cultura e gravado em todos os estados brasileiros (e em alguns lugares do mundo). No Acre, a representação ficou por conta do grupo Som da Madeira, que recentemente completou  18 anos de atividade artística.

Atingida a maioridade, agora o trio – formado pelos músicos Antônio Carlos, James Fernandes e Nilton Castro, seguindo no embalo das gravações do documentário e convida o público acreano para prestigiar as apresentações do projeto Chorinho no Cinema que, a partir de quinta-feira, dia 05/09, passou a levar a música para dentro do Cine Teatro Recreio. A próxima apresentação será amanhã, dia 12.

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fotografia: Hannah Lydia

Como diz Antônio Carlos, “estamos falando de uma manifestação cultural brasileira que leva o poder da nossa música por todo o mundo. O projeto vai agregar muita música de qualidade e cultura em cada uma das suas edições”. Segundo o músico, o projeto vai contar com a participação de um convidado especial a cada apresentação.

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fotografia: Hannah Lydia

Os encontros têm entrada gratuita e o público pode degustar uma boa cerveja acompanhada de petiscos servidos no bar. E entre um papo e outro, uma música e outra, pode se divertir e aprender de forma lúdica sobre o cinema brasileiro com os jogos de tabuleiro dispostos nas mesas do Cine Recreio.

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fotografia: Hannah Lydia

O convite está lançado. Venha ao choro com a gente! Mas que seja só chorinho. Porque grande mesmo será a alegria em recebê-los…

Palestra de Pathwork na Usina de Arte

Em meio a tantos caminhos de pressa, pressão e compromissos, por que não se dar ao luxo e ao prazer de experimentar um momento de reflexão, autoconhecimento e encontro com o EU?!

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Se você quer experimentar tudo isto e gratuitamente, vem participar da palestra EU SUPERIOR, EU INFERIOR E A MÁSCARA, com Maria Lúcia Abud,  que proporcionará aos participantes ensinamentos do Pathwork, trabalho de autoconhecimento profundo.

Maria Lúcia Abud foi iniciada em Reiki no ano de 1989, é mestre desde 2004 pela Escola Brasileira de Reiki Ebreiki.​ Massoterapeuta desde 1988, com formação em Shiatsu, Massagem Ayurvédica, Doim, massagem Integrativa, formação em Bioenergética, formação em Psicologia Transpessoal, Auroterapia. Estudiosa do Pathwork desde 2000, tornando-se facilitadora em 2014, sendo hoje Helper em Pathwork.

SERVIÇO:

Palestra SUPERIOR, EU INFERIOR E A MÁSCARA

Facilitadora: Maria Lúcia Abud
Local: Teatro da Usina de Arte João Donato
Data: 10 de outubro de 2019
Horário: de 9h30 às 11h30
Público: estudantes, artistas, servidores públicos e comunidade em geral
Serviço gratuito
Realização: Usina de Arte João Donato/FEM

 

Usina de Arte apresenta o espetáculo Embiricica

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Ser gente é poder ser muito. É poder ser até natureza. Mas Alberto Caeiro vem com sua verdade poética nos desiludir:

“Mas as flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram coisas vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao lua,
Os rios seriam homens doentes.”

Mas e os peixes… ah! Os peixes! Estes sentem, veem, têm lá seus êxtases… E mais! São alimento para outros corpos. E quiçá para outras almas, tal como a arte!

Sim. Cremos: a arte alimenta a alma da gente. De gente! Porque transcende o físico. Porque alcança além. E tudo se faz mais belo quando se conecta gente, natureza e arte.

Transcendência da alma!

Foi esse pensamento que deu forma à proposta de Embiricica, experimento cênico resultado de um projeto integrado que une o teatro, a música e as artes visuais. O processo se construiu a partir da ideia de levar os alunos das turmas dos cursos de formação inicial da Usina de Arte (FEM) a entrarem em contato com a natureza e seus elementos – o fogo, o ar, a água e a terra.

Percebendo a necessidade de realizar um trabalho mais sensorial, buscamos aproximar os alunos das raízes e memórias culturais de seus pais e avós, que foram crianças num tempo em que as brincadeiras aconteciam nos quintais, nos rios, nas ruas, nas árvores – o que bem pouco hoje acontece, mesmo nestas terras amazônicas, pois, aos poucos, fomos nos distanciando da natureza, presos entre prédios, cercas e medos.

Para chegar a esta conexão, foi preciso esquecer o espaço convencional do teatro e suas paredes, optando-se por um cenário natural, o pequeno lago rodeado de árvores, existente no terreno da Usina. O uso desse espaço aberto também proporcionou a aproximação de funcionários, que diariamente puderam vivenciar, como público, o processo de montagem desde o princípio.

A construção das cenas se deu a partir de estímulos e respostas dadas pelos próprios alunos, que durante todo o processo de criação foram sinalizando possibilidades, como a imagem corporal da gameleira, árvore símbolo da cidade de Rio Branco, e a leveza do balé das bacias de alumínio, que remete às lavadeiras de roupa descendo barrancos e se debruçando sobre trapiches no rio.

As turmas tiveram aulas separadamente e só na segunda etapa de estudos é que houve a integração, momento em que se deu o início da montagem. A turma de Iniciação Teatral dedicou-se à dramaturgia corporal e ao imaginário, tendo como base a pesquisa sobre a cultura acreana e as narrativas de cordel da turma de Cordel e Xilogravura, que também fez a concepção estética do figurino e do cenário. A paisagem sonora é dos alunos da turma de música, que usando os instrumentos musicais percussivos produzidos com materiais reutilizáveis, criaram ritmos e sonoridades marcantes.

Pescados todos peixes, montamos nossa Embiricica, enfileirando em um só cordão corporalidades, visualidades e musicalidades, conectando gente, natureza e arte. E você pode conferir o resultado  hoje, 03/09, às 19 horas, na Usina de Arte. Além do espetáculo, vai rolar venda de cachorro quente e refrigerante. Chega aí!

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FICHA TÉCNICA

Direção artística e produção: Bell Paixão
Professora, assistente de direção e preparação corporal: Amanda Graciele
Direção musical e preparação vocal: Daniel Albuquerque
Concepção de Arte e Cenário: Rosilene Nobre
Pesquisa de narrativas: Cícero Franca
Figurino: Denise Arruda
Sonoridades percussivas: Deivid de Menezes
Iluminação: Magrão
Fotografia: Hannah Lydia
Divulgação e mídia: Assessoria de Comunicação da FEM

Elenco: Aldemir Oliveira (Chocolate); Aline Macário; Amanda Graciele; Ana Beatriz Craveiro; Ana Saady; Anna Carolina Nunes; Cauã Gadelha; Dandara Viana; Deusa Maria; Fagner Alfredo; Felipe Anderson; Igor Barbosa; Jandson Salvatore; Jasmin Viana; Larissa Lima; Natália França; Ronaldo Silva; Samuel França; Sebastiana Queiroz; Tarcísio Barbosa; Weslley Nascimento.

Participações especiais: Anderson Poblen, Joab Delfino

Músicos: Alonita Silva; Brendah Freitas; Daniel Albuquerque; Deivid de Menezes; Demilson Maia; Jerri Costa; Joel Nascimento; Jonathan Queiroz; Jose Roberto Junior; Mariana Ravena; Matheus Marinho.

Arte das xilogravuras: Cláudio Diógenes, Jonathan Magalhães, Maria da Liberdade, Maria Fernanda, Sângelo Mota, Vanessa Sousa, Victor Lima.

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