CANNE oferece na Usina de Arte curso de Direção de Atores e Interpretação para Cinema e Televisão

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio do Centro Audiovisual Norte-Nordeste (Canne), em parceria com a Fundação de Cultura do Estado do Acre, Fundação Elias Mansour, promoverá entre os dias 7 e 12 de novembro de 2016 o curso de Direção de Atores e Interpretação para Cinema e Televisão. O curso será ministrado pelo diretor e ator Christian Duurvoort na Usina de Arte João Donato.

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O objetivo do curso é ensinar ao aluno a desenvolver uma estratégia de trabalho com atores e não atores, através de práticas, debates, análise de filmes, improvisação e trabalho com câmera tendo como enfoque a técnica do ator e da direção de atores para facilitar o processo criativo.

O curso é gratuito, tem uma duração de 45h/aula distribuídas entre 6 dias, de segunda a sábado.  São 25 vagas disponibilizadas para profissionais, professores e estudantes de comunicação, artes e audiovisual.

Os interessados devem realizar a inscrição até 25 de outubro exclusivamente pela internet através do link:

https://docs.google.com/forms/d/1gdXHuXENiKTajInk7fqkFid79t_6SrxQ8Tm9sSl4vjg/viewform

Todas as informações sobre o processo de seleção dos inscritos encontram-se no edital disponível no link abaixo.

http://www.fundaj.gov.br/images/stories/canne/editais2016/edital_diratoresintcintv_riobranco_2016.pdf

Sobre o instrutor – Christian Duurvoort tem experiência internacional em preparação de elenco para teatro e dança e no audiovisual foi o responsável pelo elenco de trabalhos como Cidade de Deus, Cidade dos Homens, O Ensaio Sobre a Cegueira, Xingu entre outros. Além de experiência profissional na área da temática do curso, Christian também tem experiência em formação, tendo ministrado diversos cursos em países como Cuba, Venezuela e também no Brasil, sempre passando aos alunos o método criado por ele mesmo de preparação de atores: Ator Imaginário.

 Serviço

Curso de Direção de Atores e Interpretação para Cinema e Televisão

Instrutor: Christian Duurvoort

Carga horária: 45 horas

Público alvo: profissionais, professores e estudantes de comunicação, artes e audiovisual.

Vagas: 25

Período de inscrição: de 11 a 25 de outubro de 2016.

Horário: de segunda a sexta-feira, das 14h às 22h (com intervalo para almoço e lanche) e no sábado das 8h às 13h

Período: 7 a 12 de novembro

Local: Usina de Arte João Donato, avenida das Acácias, nº 1.155, Setor B, Distrito Industrial, Rio Branco-AC. CEP 69.920-202.

Para outras informações:

Telefones: (68) 3229-6892 / 9923-4987

Última apresentação da criatividade técnica e magia de Yunu Pani

Hoje à noite, dia 30, acontece a última apresentação do espetáculo Yunu Pani – A origem dos legumes, inspirado em um mito indígena do povo Huni Kuin e publicado no livro Una Ïsi Kayawa (2014), de Agostinho Ika Muru e Alexandre Quinet.

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A produção integra as quatro linguagens artísticas abrigadas pela Usina de Arte e é o  resultado da prática profissional dos cursos técnicos ofertados no âmbito do PRONATEC por meio do Instituto Dom Moacyr (IDM) e da Fundação Elias Mansour (FEM).

As cinco apresentações já realizadas receberam como plateia as escolas públicas Raimunda Pará e Heloísa Mourão Marques, alunos do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre, turmas da Educação para Jovens e Adultos (EJA), funcionários da FEM, do IDM e da Usina de Arte, além do público livre.

Quem já assistiu, pôde se encantar com a magia e ludicidade do teatro de sombras e sua mística aldeia de guerreiros caçadores, com a ilusão ótica na projeção de um roçado de legumes, com a beleza do beija-flor encantado, que deslumbra e ajuda os curumins a subirem aos céus, com os figurinos e com os atores, que ora são gente, ora bichos, ora estrelas.

Do início ao fim, os espectadores são enlevados pela trilha sonora original de músicas entoadas, cantadas e executadas pelos alunos de Composição e Arranjo, que enchem o ambiente de sonoridades capazes de captar os espíritos da floresta.

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Muitos expectadores deixaram seus depoimentos e impressões sobre Yunu Pani – a origem dos legumes. Registramos alguns deles aqui.

Para Daniel Gomes, professor da escola Heloísa Mourão Marques, Yunu Pani é “um espetáculo diferente. Uniu tecnologia com interação direta entre personagens e o público. Como vivemos em um país politicamente fracassado, artistas são mal vistos ou destratados socialmente. Uma apresentação bem característica da nossa região, que desperta não só a curiosidade, mas a descoberta de um mundo novo, o mundo da arte. Arte também é vida. Arte também faz parte da formação humana de uma pessoa. Nossa vida é uma arte. A arte de viver já é um espetáculo.”

Elias Lima, pai de uma aluna do curso de Artes Visuais, e que assistiu a terceira sessão do espetáculo, manifestou sua opinião sobre o que viu e ouviu: “gostei muito, principalmente dos bonequinhos animados da primeira cena. O espetáculo é curto, mas é cheio de criatividade. É um ótimo resultado dos estudos.”

Para Aline Maia, que assistiu Yunu Pani como público livre, “o espetáculo é muito misterioso e poético, com uma trilha sonora linda. Muito bacana a engenhosidade criativa do cenário e a beleza dos figurinos. A gente percebe que teve um grande envolvimento afetivo de toda a equipe, dos alunos e dos professores.”

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Maria, aluna da escola Raimunda Pará, disse que gostou muito da “técnica do cinema com aquela cena das imagens na tela e ao mesmo tempo fora dela, dá uma ilusão de ótica. A gente tem a sensação que os atores realmente entram na projeção ali na nossa frente, como mágica. Muito legal e criativo.”

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Patrícia Kely, que estuda o ensino médio no programa EJA, também falou sobre suas sensações ao assistir Yunu Pani: “pelo que vi e entendi, eles dançam com a alma né, como os índios. Eu acho muito bonito, porque eu já morei na mata e eu sei que isso é uma coisa muito verdadeira. E toda vez que eu venho pra um espetáculo de teatro eu me emociono, eu fico assim encantada, principalmente com esse aí, porque os cantos são muito lindos.”