USINA DE SABERES – CORDAS DEDILHADAS

USINA DE SABERES retoma suas atividades neste mês de outubro com o objetivo de sempre aproximar experiências e criar espaços de interação e troca de saberes nas diferentes linguagens artístico-culturais.

Em parceria com a Escola Acreana de Música – ESAM, a Usina de Arte João Donato recebe o músico e multi instrumentista Arismar do Espírito Santo com a oficina de Cordas Dedilhadas. Além de tocar contrabaixoguitarraviolãopiano e bateria, Arismar faz composições e arranjos harmônicos muitas vezes inusitados. Em 1998, pela Revista Guitar Player, foi eleito um dos dez melhores guitarristas do Brasil. Nos mais de 30 anos de carreira, Arismar já dividiu os palcos com grandes nomes da música brasileira e internacional, como Dominguinhos, Dori Caymmi, Toninho Horta, George Benson, Nat Reeves e muitos outros, além de realizar turnês por diversos países, entre eles Japão, França e Portugal.

Esta oficina faz parte do Projeto Artístico e Cultural da Usina de Arte e Teatro Plácido de Castro é uma realização do Governo do Povo do Acre através da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, tem como financiador  Ministério da Cultura e patrocínio cultural as empresas Etam, JM Construtora, Construmil, Fidens, Construtora Cidade, Camter.

Oficineiro: Arismar do Espírito Santo

Dias e Horários: de 08 a 11 das 15h00 às 17h30 e 12 de outubro das 15h00 às 17h30 e das 19h00 às 21h00

Local: Usina de Arte João Donato e Escola Acreana de Música

Inscrições encerradas!

Sinopse: Esta oficina teórico/prática tem como objetivo apresentar conhecimentos técnicos, harmônicos e melódicos e explorar as múltiplas possibilidades de criação, composição, improvisação e execução musical, tendo como parâmetro a originalidade e como suporte as cordas dedilhadas. A oficina apresentará como resultado uma prática de conjunto.

Público alvo:  músicos, alunos e professores de Música e toda a comunidade interessada

Nº de vagas: 20 vagas (O preenchimento do formulário não garante a participação na oficina, a confirmação se dará através de mensagem encaminhada para o seu e-mail. Fique atento a sua caixa de mensagens).

Quinteto Mujangué em Ensaio Aberto na Usina de Arte João Donato

Várias histórias musicais e inusitadas marcam o Mujangué, quinteto formado a partir do edital Rumos Música Coletivo do Itaú Cultural. São eles: Arismar do Espírito Santo, Antônio Loureiro, Chico Corrêa, Tiago de Moura e Zé Jarina. O grupo estará em Ensaio Aberto na Usina de Arte João Donato, no dia 6 de outubro, às 20 horas, com entrada franca.

 

O quinteto se apresenta em Rio Branco no próximo sábado, dia 6 (Foto: Divulgação)

O quinteto se apresenta em Rio Branco no próximo sábado, dia 6 (Foto: Divulgação)

Os cinco artistas, regidos pelo ‘consultor’ Rodrigo Campos, iniciaram um trabalho conjunto numa série de encontros que aconteceram em João Pessoa (PB), Belo Horizonte (MG), Passo Fundo (RS) e São Paulo (SP); as cidades de nascença dos integrantes. Faltava apenas aportar em Rio Branco, cidade de Zé Jarina, personagem interpretado por César Farias.

 

“Estou muito feliz. Esse trabalho pra mim é algo divino. O Zé Jarina vem trazendo à tona valores culturais, revitalizando histórias e personagens bem acreanos. O projeto Rumos permitiu o amadurecimento desse trabalho e o encontro com esses músicos maravilhosos, e tá ai, o Mujangué. O que iremos apresentar é o arrojo instrumental marcado pelo talento desses artistas de renome nacional, com pitadas de contação de histórias de Zé Jarina”, conta César Farias.

E nasce o Mujangué – O primeiro encontro do grupo envolveu a descoberta do repertório aguçado por timbres, texturas sonoras, isso tudo sem instrumentos, mas com palavras e silêncio. E as coisas foram tomando corpo a partir de vários ensaios, com os integrantes trocando suas experiências: o que fazer e o que não fazer? Foi a partir daí que nasceu o Quinteto Mujangué.

Com uma diversidade musical, o Mujangué apresenta a junção da bateria e piano de Arismar, com a virtuose do jovem compositor Antônio Loureiro no vibrafone, junto a guitarra rockeira do gaúcho Tiago de Moura, com as experiências eletrônicas e criativas do também guitarrista Chico Correa, e irreverência do acreano Zé Jarina, contador de histórias.

O Quinteto Mujangué

Arismar do Espírito Santo – Santista, 54 anos, nome consagrado no meio musical, referência em vários instrumentos, Arismar é um músico completo. Sua maneira de tocar e compor, sob a força máxima da intuição e espontaneidade, as harmonias inusitadas, os improvisos melódicos, o ritmo contagiante e a criatividade têm sido sua marca registrada. Recebeu o Prêmio Sharp de Música e foi eleito um dos 10 melhores guitarristas do Brasil (Guitar Player).  Informações:

www.arismardoespiritosanto.com.brwww.myspace.com/arismardoespiritosanto

Antônio Loureiro – Vive na ponte aérea Belo Horizonte-São Paulo. É multi-instrumentista e compositor, tem atuado em vários projetos na cidade de São Paulo ao lado de artistas como Benjamim Taubkin, André Mehmari, Kiko Dinucci, Criolo, Lula Alencar, Ná Ozzetti, Ivan Vilela, Daniel Santiago, Guilherme Ribeiro, dentre outros. Além de seu trabalho autoral, onde assume o piano e as vozes, toca vibrafone e teclado com Siba, tem um duo de vibrafone e violino com Ricardo Herz.

http://www.myspace.com/antonioloureiro

Chico Corrêa – Guitarrista e produtor baseado em João Pessoa, Paraíba. Faz de sua identidade musical a salada sonora, baseada na cultura do nordeste brasileiro. Discotecando e/ou tocando guitarra já passou por Paris, Lyon, Berlin, Copenhague, Amsterdam, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife, Díli, Montreux, Zabele, Shanghai, Berlin, Utrecht. www.myspace.com/esmeraldopergentino

Zé  Jarina – Faz uma mistura de cordel, com música e contação de histórias. Personagem criado e interpretado pelo artista César Farias (filho de uma tradicional família de artistas do Acre).

Zé Jarina faz um trabalho de resgate dos valores culturais através da música e contação de histórias.  Já contou várias histórias das cidades e seringais, entre elas a saga da descoberta das sementes amazônicas para a criação de biojóias da floresta, que hoje rende o sustento para centenas de famílias da Amazônia.

Tiago de Moura – Tiago de Moura é de Passo Fundo (RS). Começou a tocar guitarra aos 16.  Lançou seu primeiro CD em 2004, mas foi com Menino (2007) que recebeu indicação ao Prêmio Açorianos de Música como o melhor instrumentista do Rio Grande do Sul. Em 2009 lançou o CD Rain, promovendo a fusão de ritmos e fraseados brasileiros com as várias vertentes do rock instrumental. Também foi destaque na edição de outubro de 2010 da Guitar Player, na Seção Artistas/Pegada.

Por Rose Farias (Assessoria FEM)

Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php/noticias/cultura/21172-quinteto-mujangue-em-ensaio-aberto-na-usina-de-arte-joao-donato.html

INSERVÍVEIS Por Maurice Capovilla

Me pedem para falar sobre o espetáculo INSERVÍVEIS, experiência eletrizante de uma obra coletiva, levada a cabo pelos formandos dos cursos de Teatro, Música e Artes Visuais da Usina de Arte João Donato.

Sou um espectador comum, isento, desinformado do que vai ver e ouvir. Recebo, logo na entrada, uma informação importante. Somos apenas 60 espectadores e vamos percorrer juntos a Usina atrás do espetáculo, assim entendo. O primeiro contato é com um palco enorme de teatro repleto de objetos cobertos por lençóis brancos. Uma cenografia completa e uma atriz exuberante divagando sobre todos os aspectos possíveis de uma aspiração sensual. Por trás dela, uma tela branca que esconde a transparência de uma personagem sem identidade. Há um diálogo que narra o desejo de um amante imaginário e assim termina o primeiro ato.

Somos convidados a sair em busca de um novo espaço. O ato seguinte se passa diante de uma casa que tanto pode ser de um seringueiro como de um coletor de castanhas e sua família. É noite, sentimos o ruído da floresta, o homem afia o seu facão, as mulheres circulam com lampiões, há gritos no interior da casa e a previsão de uma tragédia que se avizinha com a presença de um personagem sensível porém invisível para a família e que simboliza a morte. Toda a cena se expressa com a movimentação dos personagens. Um texto poético resume o entrecho do ato. Nesse momento sentimos que não estamos mais num teatro tradicional, mas na reconstituição da vida do acreano na floresta. E a partir daí vamos penetrar num mundo onde cada espaço narra a história desmembrada em partes.

Sinto que na medida em que andamos pelos espaços o tempo vai passando e iluminando flagrantes da vida sofrida da floresta e mais adiante os conflitos da cidade, a tragédia das mortes sem sentido, os encontros festivos dos bailes e aos poucos a decadência se acelerando. Vamos descobrindo que é memória revivida através do tempo e do espaço que marca a estrutura do espetáculo. O que se conta é a história da castanha, do homem que a colheu e dela viveu e morreu e também da Usina de Castanha que virou Usina de Arte João Donato.

Os INSERVÍVEIS revela também um jovem elenco primoroso que conduz o espetáculo e envolve os espectadores num círculo de fogo, melhor dizendo, de afagos e informações detalhadas, que nos agrega e nos insere numa fictícia e longínqua comunidade. E para a Direção também, aplausos.

Programação Cultural

No próximo final de semana, a Usina de Arte João Donato, traz um cardápio cultural recheado de atrações.

Os músicos Antonio Loureiro (MG), Arismar do Espírito Santo (SP), Chico Corrêa (PB), Tiago de Moura (RS) e Zé Jarina (AC) compõem o Quinteto Mujangué, banda formada no edital do Rumos Música Coletivo, se apresenta na Usina no próximo sabádo, dia 6, às 20 horas. Entrada Franca!

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A música deles é mistura jazzistica com ritmos brasileiros e contação de histórias. O clima do grupo é de bastante descontração e a música passa isso, teremos sessões de improvisação.

Confiram: http://www.youtube.com/watch?v=JGe0uDpX1C4&feature=youtu.be

Já nos dias 7 e 8 (domingo e segunda-feira) o grupo Clowns de Shakespeare estará em cartaz com espetáculo O Capitão e a Sereiaàs 20 horas.

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Numa construção dramatúrgica assinada por Fernando Yamamoto e Rafael Martins, a peça conta a história da “Trupe Tropega, Mas Não Escorrega”, que tentando esconder seu desespero pela ausência do Capitão Marinho, se esforça para ludibriar o público enquanto espera pelo retorno do seu protagonista. O mosaico de situações que se sucedem possibilita o público a construir sua própria história. Os ingressos custam 10 (inteira) e 5 (meia entrada e classe artística).

O grupo também vai ministrar a oficina Prática de Pensamento: Visa abranger todos os aspectos das atividades do grupo, passando desde os princípios da criação cênica e musical até a estrutura de gestão, produção e atividade administrativa. A oficina terá a carga horária de 3 horas, e acontece na segunda-feira, 8, das 09h00 às 12h00. Os interessados devem preencher o formulário abaixo até o meio-dia desta sexta-feira,5.

Formulário: http://docs.google.com/spreadsheet/viewform?fromEmail=true&formkey=dDhxeVZIMS04R1FNM3ltd1RDN25MU2c6MQ

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