USINA DE SABERES DANÇA CONTEMPORÂNEA – MOVIMENTO E IMPROVISAÇÃO

Em parceria com a Coordenação de Dança da Funarte, a Usina de Arte João Donato recebe a dançarina Irupé Sarmiento a oficina de Dança Contemporânea Movimento e Improvisação. Argentina, nascida em Salta, passa a integrar o Ballet Taller Juvenil de la Provincia de Salta em 1998. Entre 2004 e 2008 faz parte do elenco do Ballet Contemporáneo del Teatro General San Martín em Buenos Aires no rol de Primeira Bailarina, sob direção de Maurício Wainrot, onde trabalhou em obras como: Playback de Carlos Casella, Amargo Ceniza de Carlos Trunsky, Stetl de Richard Wherlock, Bolero de Mark Ribaud, Bésame e Memorias de Ana María Stekelman, Efímero de Paul Vasterlin, Gilles e Purcel Pieces de Tom Wiggers, entre outras. Ganhou o Clarín de revelação, prêmio concedido pela imprensa argentina no ano 2007.

De 2008 à 2012 foi solista da São Paulo Companhia de Dança. Trabalhou com coreógrafos como Alessio Silvestrin em Polígono, Paulo Caldas em Entreato, Mauricio de Oliveira em Os Duplos, Henrique Rodovalho em Inquieto e Rodrigo Pederneiras em Bachiana N.1, além das remontagens de Prélude `a L’Apre`es-midi d´un Faune de Marie Chouinard, Les Noces de Bronislava Nijisnka, Serenade de Geroge Balanchine, Gnawa de Nacho Duato e Supernova de Marco Goecke. A partir de 2010 começa a desenvolver trabalhos coreográficos no Programa de Desenvolviemento de Habilidades da São Paulo Cia de Dança. Em fevereiro de 2012 participa do Holland Dance Festival.
Esta oficina faz parte do Projeto de Oficinas de Capacitação Artística e Técnica em Circo, Dança e Teatro/ 2012 da FUNARTE e também do Projeto Artístico e Cultural da Usina de Arte João Donato e Teatro Plácido de Castro. É uma realização do Governo do Povo do Acre através da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour e do Ministério da Cultura através da FUNARTE.

Tema: Oficina de Dança Contemporânea – Movimento e Improvisação

Oficineiro: Irupé Sarmiento

Dias e Horário:

Turma A – De 26 a 31 de outubro das 14h30 às 17h30

Turma B – De 26 a 31 de outubro das 18h30 às 21h30

 

Local: Usina de Arte João Donato

Inscrições gratuitas através dos links

Turma A: Inscrições Encerradas!

Turma B: Inscrições Encerradas!

 

Sinopse: Esta oficina prática tem como objetivo permitir ao bailarino/ intérprete o auto-conhecimento do seu corpo. Através de técnicas mistas de dança contemporânea que envolvem improvisação e criação de seqüências de movimentos trabalhar a expressão do bailarino através da sua pulsação interna tomando contato com as infinitas possibilidades de uso do seu corpo.

Público Alvo:  bailarinos, dançarinos, artistas cênicos e estudantes de dança

Nº de Vagas: 15 vagas por turma (O preenchimento do formulário não garante a vaga na oficina, a positivação se dará através de mensagem encaminhada para o seu e-mail. Fique atento a sua caixa de mensagens).

USINA DE ARTE JOÃO DONATO – ENCONTRO COM O PASSADO

Maurice Capovilla

Quando designamos a Usina de Arte João Donato como uma escola
múltipla de arte precisamos voltar no tempo para descobrir que
estamos seguindo os passos do grande educador brasileiro Anísio
Teixeira quando ele funda, em 1935, a Universidade do Distrito Federal
e no seio dela, o Instituto de Artes.
A Universidade do Distrito Federal criada por Anísio Teixeira no Rio
de Janeiro, vinha complementar a fundação da Universidade de
São Paulo em 1934 e responder aos anseios de modernidade dos
intelectuais e educadores, partidários do que se chamou Escola Nova,
no rastro da Semana de Arte Moderna de 22. A tese em pauta era
encontrar um formato novo para a educação que pudesse convir com
os novos tempos e o debate era um contraponto com os responsáveis
pela educação na época, influenciados pelo positivismo e que eram
contrários à ideia de universidades consideradas elitizantes e geradoras
de um saber ornamental.
Anísio estrutura a UDF no sentido de agregar as áreas do conhecimento
científico e humanístico e as práticas de formação, a começar pelo
magistério, com a criação do INSTITUTO DE EDUCAÇÃO, responsável
pelo desenvolvimento de uma cultura pedagógica nacional, a ESCOLA DE
CIÊNCIAS, responsável pela formação de especialistas e pesquisadores,
a ESCOLA DE ECONOMIA E DIREITO, responsável pela formulação de
estudos sobre organização econômica e social, a ESCOLA DE FILOSOFIA
E LETRAS, responsável pela realização de estudos superiores do
pensamento e sua história e por fim o INSTITUTO DE ARTES, responsável
pelo desenvolvimento das artes e irradiação de suas tendências. No
entorno dessa estrutura vinham instituições complementares de
experimentação pedagógica, práticas de ensino, pesquisa e difusão da
cultura, a Biblioteca Central da Educação e um conjunto de Escolas, a
saber: a Técnica, de Rádio, Secundária, Elementar, Jardim de Infância,
Maternal Experimental, Clinicas de Hospitais, dentre outras.
O Instituto de Artes é uma inovação que surge da inspiração de Anísio
Teixeira e só pode ser reflexo da Semana de Arte Moderna de 22,
estopim do movimento transformador da cultura brasileira.

No artigo do Decreto que cria a UDF e que se refere à definição da
finalidade do Instituto de Artes consta:
“ O IA tem por fim concorrer para o estudo do desenvolvimento das
artes em seus vários ramos e será organizado de modo a constituir-se
como centro de documentação e irradiação das tendências de expressão
artística da vida brasileira”.
A ideia fundamental do Instituto, revolucionário em sua concepção
e métodos, era cultivar o espírito criador e atrair para o seu meio os
intelectuais mais avançados e os artistas mais ativos do país. Dentre
eles se destacavam Lúcio Costa, Cândido Portinari, Heitor Villa-Lobos,
Lorenzo Fernandes, Josué de Castro, Sérgio Buarque de Holanda, Mário
de Andrade, Cecília Meirelles, Gilberto Freire, Hermes Lima, dentre
outros. Além do mais o IA partia do princípio de que as artes eram
componentes fundamentais do processo da educação, fazendo parte
das cinco áreas de formação que constituíam a UDF. Para tanto basta
ver a atualidade do foco do IA quando coloca como premissa básica o
seguinte:
“ O Instituto de Artes, estendendo progressivamente sua atuação sobre
todas as artes puras e aplicadas, promove os estudos tendentes ao
aperfeiçoamento das técnicas e à formação dos profissionais reclamados
pelas necessidades sociais e econômicas, cabendo-lhe, pois: “ e aí
seguem os itens de uma grade curricular que abrange todas as áreas
artísticas, a saber:
cursos de filosofia e história da arte, música, geral e aplicada, teatro e
dramaturgia, arquitetura e urbanismo, desenho e pintura, escultura,
artes aplicadas, arte cinematográfica, coreografia e dança, arte de
indumentária etc.
A Universidade do Distrito Federal , criada por Anísio Teixeira em 1935
abrigou a primeira escola múltipla de artes do país. Em 1939 foi fechada
por Gustavo Capanema, Ministro da Educação do Estado Novo.
O Instituto de Artes da UDF foi um marco na história da educação
artística brasileira e serviu de matriz para a criação da UnB e do ICA
– Instituto Central de Artes – com Darcy Ribeiro, Oscar Niemeyer e a
participação de Anísio Teixeira, então reitor da Universidade até 1963.

Usina de Arte comemora o Dia das Crianças com um show especial no fim de semana

Grupo de apresenta neste fim de semana na Usina de Arte (Foto: Val Fernades)

Grupo se apresenta neste fim de semana na Usina de Arte (Foto: Val Fernades)

A musicista Vanessa Oliveira e o Capim Limão apresentarão neste sábado e domingo, dias 13 e 14, mais uma edição do espetáculo “Um Show Pra Gente Grande e Gente Pequena”, a partir das 18 horas, na Usina de Arte. O grupo também criará o espaço “Praça das Artes”, no hall de entrada, para a venda de roupas, livros, CDs, camisetas personalizadas, brinquedos, fantoches, malabares, algodão-doce e pipoca. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia).

“É lúdico, poético, engraçado, musical e teatral. Tudo numa coisa só. É prazeroso ver as crianças cantando, os músicos arrasando e os atores arrancando risos da plateia. E, como todo mundo, também amei a Vanessa. Ela vai, aos poucos, costurando tudo com uma voz suave”, comenta Marília Bomfim, coordenadora do Centro de Multimeios da Secretaria Municipal de Educação (Seme), um dos locais da rede pública de ensino por onde o show já passou.

A inspiração para produzir o espetáculo surgiu do interesse de construir algo inovador para as crianças e oportunizar uma volta no tempo aos adultos. Canções de grandes nomes da MPB são reproduzidas e acabam aproximando o público infantil de uma geração histórica, como Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Raul Seixas e Milton Nascimento. Além disso, o repertório ainda tem composições indígenas e de outros artistas do Acre.

As crianças do espetáculo - Valkiria Niina, Victória Elizabeth e Vinícius Gabriel (Foto: Val Fernandes)

As crianças do espetáculo Valkíria Niina, Victoria Elisabeth e Vinícius Gabriel (Foto: Val Fernandes)

Ficha técnica – O grupo Capim Limão é formado por Miguel Mauri (ator e percussionista), Ronaldo Spock (guitarra), Maiara Rio Branco (contrabaixo), Marilua Azevedo (percussão), Victoria Elisabeth (backing vocal) e ainda pelas crianças Valkíria Niina e Vinícius Gabriel (coro), filhos de Ronaldo Spock. Vanessa Oliveira, que também integra o Trio Vocal, apresenta-se cantando e tocando violão.

O projeto é financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), e conta com o apoio da Livraria Betel, Loja Discardoso, Toinha Bonecos, Tainã Bugigangas e Fundação Elias Mansour (FEM), por meio da Usina de Arte e Biblioteca Pública.

Mais informações no endereço www.grupocapimlimao.blogspot.com.br

Por: André Gonzaga (Assessoria FEM)

Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php/noticias/cultura/21281-usina-de-arte-comemora-o-dia-das-criancas-com-um-show-especial-no-fim-de-semana.html

Arismar do Espírito Santo realiza oficina musical e se apresenta no Sexta Tem

Depois de fazer um show com o Quinteto Mujangué no último sábado, 6, o músico Arismar do Espírito Santo ministra uma oficina de “Cordas Dedilhadas” na Usina de Arte. As aulas começaram na segunda-feira, 8, e o resultado será apresentado nesta sexta-feira, 12, a partir das 20 horas, em mais uma edição do Sexta Tem, no auditório da Escola Acreana de Música (EsAM). A entrada é franca.

O músico Arismar do Espiríto Santo ministra uma oficina de 'cordas dedilhadas' na Usina de Arte (Foto: Divulgação)

O músico Arismar do Espiríto Santo ministra uma oficina de “Cordas Dedilhadas” na Usina de Arte (Foto: Divulgação)

Cerca de 40 pessoas participam do processo, entre alunos e professores das duas instituições, músicos e comunidade em geral. “O objetivo é desenvolver conhecimentos técnicos, harmônicos e melódicos, para explorar as múltiplas possibilidades de criação, composição, improvisação e execução musical”, explica a diretora da Usina de Arte, Carol Di Deus. A atividade integra o “Usina de Saberes”, projeto que começou em maio deste ano com a realização de uma série de oficinas. “Queremos aproximar as experiências, na relação mestre e aluno, criar espaços de interação e ainda promover a troca de saberes nas mais diferentes linguagens artísticas”, comenta Francis Mary, presidente da Fundação Elias Mansour (FEM). A realização é da FEM, por meio do Projeto Artístico e Cultural da Usina de Arte e do Teatro Plácido de Castro, com financiamento do MinC e patrocínio cultural das empresas Etam, JM Construtora, Construmil, Fidens, Construtora Cidade e Camter.

Por: André Gonzaga (Assessoria FEM) Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php/noticias/cultura/21259-arismar-do-espirito-santo-realiza-oficina-musical-e-se-apresenta-no-sexta-tem.html

Grupo de teatro Clowns de Shakespeare ministrará oficina na Usina de Arte

Grupo fará a apresentação do espetáculo O Capitão e a Sereia (Foto: Divulgação)

Os integrantes do premiado grupo de teatro Clowns de Shakespeare, de Natal (RN), ministrarão a oficina Prática e Pensamento na segunda-feira, 8, das 9 às 12 horas, na Usina de Arte. A atividade abrangerá todos os aspectos de trabalho da companhia, desde a criação cênica e musical até a estrutura de gestão, produção e administração.

O formulário de inscrição está disponível no blog da instituição, até as 12 horas desta sexta-feira, 5. Os interessados deverão informar o nome completo, CPF, telefone, escrever um breve currículo e uma carta de intenção.

“Recomendamos que os participantes vistam roupas leves e apropriadas para movimentos, que tragam uma caneca ou copo para uso pessoal e ainda um caderno ou agenda para fazer anotações”, explica Carol Di Deus, diretora da Usina de Arte.

Além disso, Clowns de Shakespeare ainda apresentará neste domingo e na segunda-feira, 7 e 8, o espetáculo O Capitão e a Sereia, às 20 horas, no mesmo local. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia). O patrocínio é do Ministério da Cultura (MinC) e da Petrobras.

Por: André Gonzaga (Assessoria FEM)

Fonte: http://www.agencia.acre.gov.br/index.php/noticias/cultura/21228-grupo-de-teatro-clowns-de-shakespeare-ministrara-oficina-na-usina-de-arte.html

Clowns de Shakespeare encena “O Capitão e a Sereia” na Usina de Arte

“O Capitão e a Sereia” será encenado domingo e segunda-feira, na Usina de Arte (Foto: divulgação)

Ganhador do Prêmio Shell de melhor figurino em 2009 e eleito pela Folha de S. Paulo a terceira melhor peça da temporada paulista daquele ano, “O Capitão e a Sereia”, do grupo de teatro Clowns de Shakespeare, de Natal (RN), vai se apresentar no domingo e na segunda-feira, 7 e 8, às 20 horas, na Usina de Arte.

Com dramaturgia de Fernando Yamamoto e Rafael Martins, baseado no livro homônimo do pernambucano André Neves, o espetáculo remete ao universo de um homem apaixonado pelo mar, o sertanejo Marinho, que cresceu ouvindo “causos” e músicas sobre o assunto.

Marinho usa seu conhecimento e talento para reproduzir as histórias e, assim, monta uma trupe de mambembes que viaja pelo alto sertão. Quando o sucesso já não alimenta mais os sonhos de Marinho, ele vai conhecer o mar. E é esse o grande insight de “O Capitão e a Sereia”, que, em vez de levar o público a acompanhar o, até então, protagonista e a sua trajetória pessoal, segue o grupo que foi abandonado.

O grupo de teatro Clowns de Shakespeare é de Natal (Foto: Divulgação)

Grupo de teatro Clowns de Shakespeare é de Natal (Foto: Divulgação)

O grupo – Fundado em 1993, o Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral numa perspectiva colaborativa, focada na construção da presença cênica do ator, com a musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular. Os ingressos custam R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia).

Por André Gonzaga (Assessoria FEM)

Fonte: http://www.agencia.acre.gov.br/index.php/noticias/cultura/21215-clowns-de-shakespeare-encena-o-capitao-e-a-sereia-na-usina-de-arte.html

Usina de Arte certifica nova turma de artistas

Depois do sucesso da temporada de “Inservíveis”, a Fundação Elias Mansour (FEM), por meio da Usina de Arte, entregou os certificados de conclusão de curso, em diversas áreas, para 23 alunos da instituição. A solenidade reuniu representantes de entidades culturais na última segunda-feira, 1º, como a Fetac, a AAPA e o Concultura, e ainda os diretores-presidentes do Instituto Dom Moacyr (IDM), Marcos Brandão, e Francis Mary Alves, da FEM.

O espetáculo foi a etapa final de preparação antes da formatura. Uma produção coletiva que envolveu as turmas de Artes Visuais, Música e Teatro, do Núcleo de Formação da Usina de Arte, em harmonia com o Grupo XIX de Teatro, de São Paulo. A obra repercutiu tão bem que, a cada final de semana, havia mais gente querendo assistir e conhecer os novos artistas.

“Nas três últimas apresentações, dias 28, 29 e 30 de setembro, muitos tiveram que voltar para casa, já não havia mais espaço para acomodar a plateia. Ficamos impressionados com o público”, comenta Carol Di Deus, diretora da Usina. Durante a cerimônia, o ator Paulo Arcuri, do Grupo de Teatro XIX, leu um texto que emocionou a todos. “Essa experiência marcou o fechamento de um ciclo transformador de cada um de vocês”, disse.

Lorhaynna Bancalari, aluna da Usina, recebe o certificado de Paulo Arcuri, do Grupo de Teatro XIX (Foto: Val Fernandes)

Lorhaynna Bancalari, aluna da Usina, recebe o certificado de Paulo Arcuri, do Grupo de Teatro XIX (Foto: Val Fernandes)

Com muito carinho, Arcuri ainda falou de sua chegada a Rio Branco, até o resultado final do espetáculo, e de como agora o Acre tornou-se um lugar que não é mais distante. Além dos ensaios e da preparação, Paulo esteve presente como espectador, aplaudindo, cheio de orgulho pelo que viu. Também Francis Mary se emocionou, classificando como “além das expectativas” o trabalho: “Pude me revisitar ao assistir à peça, principalmente pela dramaturgia, que está permeada pela força da identidade cultural do acreano. Esses artistas podem prosseguir, podem construir algo novo juntos. Eles estão prontos!”, comentou.

Francis Mary Alves, diretora-presidente da FEM, prestigiou a solenidade na Usina (Foto: Val Fernandes)

Francis Mary Alves, diretora-presidente da FEM, prestigiou a solenidade na Usina (Foto: Val Fernandes)

“A arte muda a gente, é um processo rico, dá um novo significado à forma de desenvolvermos um sentimento de pertencimento ao mundo. E essa é uma responsabilidade grande, fazer com que as pessoas se transformem”, afirmou Marco Brandão, do IDM.

Marco Brandão (à esquerda), diretor-presidente do Instituto Dom Moacyr (IDM) marcou presença na formatura (Foto: Val Fernandes)

Marco Brandão (E), diretor-presidente do Instituto Dom Moacyr (IDM), marcou presença na formatura (Foto: Val Fernandes)

Como disse Cláudia Toledo, professora de arte dramática da Usina, “o período de formação chegou ao fim, mas agora algo muito maior está para acontecer. Esses alunos já estão sendo convidados para entrar em grupos de teatro, e outros querem formar a sua própria companhia, com o seu próprio jeito. O mais importante é que, nessa luta pela arte e pela cultura, estejamos sempre juntos, consolidando esse processo”.

Por André Gonzaga (Assessoria FEM)

Fonte: http://www.agencia.acre.gov.br/index.php/noticias/cultura/21211-usina-de-arte-certifica-nova-turma-de-artistas.html

USINA DE SABERES – CORDAS DEDILHADAS

USINA DE SABERES retoma suas atividades neste mês de outubro com o objetivo de sempre aproximar experiências e criar espaços de interação e troca de saberes nas diferentes linguagens artístico-culturais.

Em parceria com a Escola Acreana de Música – ESAM, a Usina de Arte João Donato recebe o músico e multi instrumentista Arismar do Espírito Santo com a oficina de Cordas Dedilhadas. Além de tocar contrabaixoguitarraviolãopiano e bateria, Arismar faz composições e arranjos harmônicos muitas vezes inusitados. Em 1998, pela Revista Guitar Player, foi eleito um dos dez melhores guitarristas do Brasil. Nos mais de 30 anos de carreira, Arismar já dividiu os palcos com grandes nomes da música brasileira e internacional, como Dominguinhos, Dori Caymmi, Toninho Horta, George Benson, Nat Reeves e muitos outros, além de realizar turnês por diversos países, entre eles Japão, França e Portugal.

Esta oficina faz parte do Projeto Artístico e Cultural da Usina de Arte e Teatro Plácido de Castro é uma realização do Governo do Povo do Acre através da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, tem como financiador  Ministério da Cultura e patrocínio cultural as empresas Etam, JM Construtora, Construmil, Fidens, Construtora Cidade, Camter.

Oficineiro: Arismar do Espírito Santo

Dias e Horários: de 08 a 11 das 15h00 às 17h30 e 12 de outubro das 15h00 às 17h30 e das 19h00 às 21h00

Local: Usina de Arte João Donato e Escola Acreana de Música

Inscrições encerradas!

Sinopse: Esta oficina teórico/prática tem como objetivo apresentar conhecimentos técnicos, harmônicos e melódicos e explorar as múltiplas possibilidades de criação, composição, improvisação e execução musical, tendo como parâmetro a originalidade e como suporte as cordas dedilhadas. A oficina apresentará como resultado uma prática de conjunto.

Público alvo:  músicos, alunos e professores de Música e toda a comunidade interessada

Nº de vagas: 20 vagas (O preenchimento do formulário não garante a participação na oficina, a confirmação se dará através de mensagem encaminhada para o seu e-mail. Fique atento a sua caixa de mensagens).

Quinteto Mujangué em Ensaio Aberto na Usina de Arte João Donato

Várias histórias musicais e inusitadas marcam o Mujangué, quinteto formado a partir do edital Rumos Música Coletivo do Itaú Cultural. São eles: Arismar do Espírito Santo, Antônio Loureiro, Chico Corrêa, Tiago de Moura e Zé Jarina. O grupo estará em Ensaio Aberto na Usina de Arte João Donato, no dia 6 de outubro, às 20 horas, com entrada franca.

 

O quinteto se apresenta em Rio Branco no próximo sábado, dia 6 (Foto: Divulgação)

O quinteto se apresenta em Rio Branco no próximo sábado, dia 6 (Foto: Divulgação)

Os cinco artistas, regidos pelo ‘consultor’ Rodrigo Campos, iniciaram um trabalho conjunto numa série de encontros que aconteceram em João Pessoa (PB), Belo Horizonte (MG), Passo Fundo (RS) e São Paulo (SP); as cidades de nascença dos integrantes. Faltava apenas aportar em Rio Branco, cidade de Zé Jarina, personagem interpretado por César Farias.

 

“Estou muito feliz. Esse trabalho pra mim é algo divino. O Zé Jarina vem trazendo à tona valores culturais, revitalizando histórias e personagens bem acreanos. O projeto Rumos permitiu o amadurecimento desse trabalho e o encontro com esses músicos maravilhosos, e tá ai, o Mujangué. O que iremos apresentar é o arrojo instrumental marcado pelo talento desses artistas de renome nacional, com pitadas de contação de histórias de Zé Jarina”, conta César Farias.

E nasce o Mujangué – O primeiro encontro do grupo envolveu a descoberta do repertório aguçado por timbres, texturas sonoras, isso tudo sem instrumentos, mas com palavras e silêncio. E as coisas foram tomando corpo a partir de vários ensaios, com os integrantes trocando suas experiências: o que fazer e o que não fazer? Foi a partir daí que nasceu o Quinteto Mujangué.

Com uma diversidade musical, o Mujangué apresenta a junção da bateria e piano de Arismar, com a virtuose do jovem compositor Antônio Loureiro no vibrafone, junto a guitarra rockeira do gaúcho Tiago de Moura, com as experiências eletrônicas e criativas do também guitarrista Chico Correa, e irreverência do acreano Zé Jarina, contador de histórias.

O Quinteto Mujangué

Arismar do Espírito Santo – Santista, 54 anos, nome consagrado no meio musical, referência em vários instrumentos, Arismar é um músico completo. Sua maneira de tocar e compor, sob a força máxima da intuição e espontaneidade, as harmonias inusitadas, os improvisos melódicos, o ritmo contagiante e a criatividade têm sido sua marca registrada. Recebeu o Prêmio Sharp de Música e foi eleito um dos 10 melhores guitarristas do Brasil (Guitar Player).  Informações:

www.arismardoespiritosanto.com.brwww.myspace.com/arismardoespiritosanto

Antônio Loureiro – Vive na ponte aérea Belo Horizonte-São Paulo. É multi-instrumentista e compositor, tem atuado em vários projetos na cidade de São Paulo ao lado de artistas como Benjamim Taubkin, André Mehmari, Kiko Dinucci, Criolo, Lula Alencar, Ná Ozzetti, Ivan Vilela, Daniel Santiago, Guilherme Ribeiro, dentre outros. Além de seu trabalho autoral, onde assume o piano e as vozes, toca vibrafone e teclado com Siba, tem um duo de vibrafone e violino com Ricardo Herz.

http://www.myspace.com/antonioloureiro

Chico Corrêa – Guitarrista e produtor baseado em João Pessoa, Paraíba. Faz de sua identidade musical a salada sonora, baseada na cultura do nordeste brasileiro. Discotecando e/ou tocando guitarra já passou por Paris, Lyon, Berlin, Copenhague, Amsterdam, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife, Díli, Montreux, Zabele, Shanghai, Berlin, Utrecht. www.myspace.com/esmeraldopergentino

Zé  Jarina – Faz uma mistura de cordel, com música e contação de histórias. Personagem criado e interpretado pelo artista César Farias (filho de uma tradicional família de artistas do Acre).

Zé Jarina faz um trabalho de resgate dos valores culturais através da música e contação de histórias.  Já contou várias histórias das cidades e seringais, entre elas a saga da descoberta das sementes amazônicas para a criação de biojóias da floresta, que hoje rende o sustento para centenas de famílias da Amazônia.

Tiago de Moura – Tiago de Moura é de Passo Fundo (RS). Começou a tocar guitarra aos 16.  Lançou seu primeiro CD em 2004, mas foi com Menino (2007) que recebeu indicação ao Prêmio Açorianos de Música como o melhor instrumentista do Rio Grande do Sul. Em 2009 lançou o CD Rain, promovendo a fusão de ritmos e fraseados brasileiros com as várias vertentes do rock instrumental. Também foi destaque na edição de outubro de 2010 da Guitar Player, na Seção Artistas/Pegada.

Por Rose Farias (Assessoria FEM)

Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php/noticias/cultura/21172-quinteto-mujangue-em-ensaio-aberto-na-usina-de-arte-joao-donato.html

INSERVÍVEIS Por Maurice Capovilla

Me pedem para falar sobre o espetáculo INSERVÍVEIS, experiência eletrizante de uma obra coletiva, levada a cabo pelos formandos dos cursos de Teatro, Música e Artes Visuais da Usina de Arte João Donato.

Sou um espectador comum, isento, desinformado do que vai ver e ouvir. Recebo, logo na entrada, uma informação importante. Somos apenas 60 espectadores e vamos percorrer juntos a Usina atrás do espetáculo, assim entendo. O primeiro contato é com um palco enorme de teatro repleto de objetos cobertos por lençóis brancos. Uma cenografia completa e uma atriz exuberante divagando sobre todos os aspectos possíveis de uma aspiração sensual. Por trás dela, uma tela branca que esconde a transparência de uma personagem sem identidade. Há um diálogo que narra o desejo de um amante imaginário e assim termina o primeiro ato.

Somos convidados a sair em busca de um novo espaço. O ato seguinte se passa diante de uma casa que tanto pode ser de um seringueiro como de um coletor de castanhas e sua família. É noite, sentimos o ruído da floresta, o homem afia o seu facão, as mulheres circulam com lampiões, há gritos no interior da casa e a previsão de uma tragédia que se avizinha com a presença de um personagem sensível porém invisível para a família e que simboliza a morte. Toda a cena se expressa com a movimentação dos personagens. Um texto poético resume o entrecho do ato. Nesse momento sentimos que não estamos mais num teatro tradicional, mas na reconstituição da vida do acreano na floresta. E a partir daí vamos penetrar num mundo onde cada espaço narra a história desmembrada em partes.

Sinto que na medida em que andamos pelos espaços o tempo vai passando e iluminando flagrantes da vida sofrida da floresta e mais adiante os conflitos da cidade, a tragédia das mortes sem sentido, os encontros festivos dos bailes e aos poucos a decadência se acelerando. Vamos descobrindo que é memória revivida através do tempo e do espaço que marca a estrutura do espetáculo. O que se conta é a história da castanha, do homem que a colheu e dela viveu e morreu e também da Usina de Castanha que virou Usina de Arte João Donato.

Os INSERVÍVEIS revela também um jovem elenco primoroso que conduz o espetáculo e envolve os espectadores num círculo de fogo, melhor dizendo, de afagos e informações detalhadas, que nos agrega e nos insere numa fictícia e longínqua comunidade. E para a Direção também, aplausos.

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