ESPETÁCULO DIZER E NÃO PEDIR SEGREDO COM TEATRO KUNYN DE SÃO PAULO

DIA 27 de julho às 20h – Teatro Barracão

DIA 28 E 29 de julho às 20h – Usina de Artes João Donato

SINOPSE: Dizer e Não Pedir Segredo retrata com delicadeza e contundência o universo da homossexualidade no BrasilO livro Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidadede João Silvério Trevisan, foi o ponto de partida da pesquisa do Grupo. Na obra, Trevisan conta a história da homossexualidade brasileira, com narração de várias histórias acontecidas em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, entre outros lugares desde o período colonial. A encenação de Dizer e Não Pedir Segredo é construída com a cumplicidade da platéia, que assiste às cenas dentro do próprio espaço cênico: uma sala, que poderia ser qualquer sala, de qualquer família brasileira, lugar onde por hipocrisia ou medo nada se revela, ou melhor, tudo se apresenta velado, sob os signos reconhecíveis de uma sociedade heterossexual falocêntrica,  que dita as regras. Os espectadores escolhem onde sentam, escolhem adereços e figurinos, e compõem com seus corpos e gostos este ambiente de estar, transformando-se em sugestões de personagens, ações, climas e situações. E assim, assumindo a responsabilidade por nossas escolhas, todos nós revelamos aquilo que somos. E nessa revelação, nos desvelarmos. Nas nossas ricas diferenças. “Falar sobre o gênero é falar da complexidade que envolve o desejo humano. É tarefa árdua e perigosa, e se deve evitar, a todo custo, que a moral compareça que o bom senso impere e que o julgamento se instaure. É preciso aceitar a diferença”, diz Luiz Fernando Marques, diretor do espetáculo.Nesse sentido, a peça Dizer e Não Pedir Segredo, criada de forma colaborativa pelos atores e direção, embaralha os tempos, vai e volta cronologicamente, e constrói, numa linha evolutiva, um olhar sobre o desejo.

 

FICHA TÉCNICA: Criação, pesquisa e dramaturgia: Ivan Kraut, Luis Gustavo Jahjah, Luiz Fernando Marques, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya.  Supervisão Dramatúrgica: Ronaldo Serruya, Direção: Luiz Fernando Marques, Elenco: Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya, Assistência de direção: Daniel Viana, Iluminação: Wagner Antônio, Figurinos e adereços: Ligia Yamaguti.

DURAÇÃO: 90 min.

ENTRADA GRATUITA

Anúncios

A MULHER QUE COMEU O MUNDO, COM GRUPO GAÚCHO USINA DO TRABALHO DO ATOR

DIA 26 de julho às 19h30 – Usina de Artes João Donato

SINOPSE: Em comemoração aos vinte anos de trabalho mútuo da Usina do Trabalho do Ator, o grupo gaúcho de repercussão nacional, traz ao norte do país o espetáculo A MULHER QUE COMEU O MUNDO. Numa pequena cidade, um célebre e rico ladrão, pai de uma moça gorda, morre. Ela era filha única, vivia isolada do mundo e, sem o pai, nada sabia fazer. Tamanha é a dor em seu coração que a moça esfarela o pai e o come para tê-lo para sempre consigo. E não sabendo mais o que comer sai e pede aos vizinhos que ao perceberem que a mulher não conhece o valor do dinheiro e está disposta a trocar toda a fortuna herdada por comida, bajulam-na em troca de riquezas. Tentando saciar seu apetite insaciável, a gorda inicia sua busca infindável por comida. Eis o mote desse espetáculo que brinca com a metáfora da gorda relacionada com a ganância e a busca desenfreada pelo poder. Revela também a ridícula condição humana de querer a permanência, a posse das coisas, e por isso lutar, dominar e matar. Para contar essa história, a Usina do Trabalho do Ator, fez uma incursão ao universo das máscaras, propondo um espetáculo que privilegia a linguagem gestual, a narrativa através da música cantada e a pontuação através da percussão realizada por instrumentos musicais incorporados aos figurinos.

'A mulher que comeu o mundo' e a crítica social (Foto: Divulgação)

DIREÇÃO: Gilberto Icle

DURAÇÃO: 60 min.

CENSURA LIVRE

ENTRADA GRATUITA

 

Oficina: Meus delírios, meus delitos: reflexões sobre Ambigüidades e Travestimentos

Nos dias 23, 24, 25,26 e 28 de julho,  a Usina de Arte recebe o Teatro Kunyn, de São Paulo para ministrar a Oficina “Meus delírios, meus delitos: reflexões sobre Ambigüidades e Travestimentos”. A proposta é ser uma vivência prática, calcada nos pilares do fazer colaborativo e do ator-dramaturgo. A idéia de contaminação presente no processo colaborativo da construção do espetáculo dizer e não pedir segredo do teatro kunyn, configura-se essencial como procedimento nesta oficina, estimulando entre os participantes a elaboração de uma dramaturgia que nasce e parte do ator. É indispensável vestir roupas leves e apropriadas para movimento e trazer uma caneca ou copo para uso pessoal.

PÚBLICO ALVO: Artistas, Estudantes de Teatro e de Artes e demais interessados.

OFICINEIROS: Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya

CARGA HORÁRIA: 15 horas

PERÍODO: 23, 24, 25,26 e 28 de julho das 15h às 18h

LOCAL: Usina de Arte João Donato

VAGAS LIMITADAS!

Link para inscrição: http://docs.google.com/spreadsheet/viewform?fromEmail=true&formkey=dHhiX1lTdmVGaVd0Q29wbmZCQ1NvMlE6MQ

Oficina de História do Cinema

Relato de uma experiência

 

Pela terceira vez estive à frente de um curso realizado junto à Usina de Arte João Donato. Entre os dias 18 e 22 de junho de 2012 apresentei a oficina “História do Cinema” na qual se inscreveram 35 alunos e freqüentarem regularmente cerca de 20.

A oficina consistiu na apresentação de 5 temas gerais que congregavam pontos específicos da história do cinema com questões mais transversais e relacionadas com um fazer e um tempo contemporâneos, pensando-se os desafios do audiovisual neste início de século XXI.

Os temas apresentados foram: cinema silencioso, advento do som, film-noir, neo-realismo e cinemas modernos, o cinema popular dos anos 70 e 80 e cinema asiático contemporâneo. Faziam-se pontes entre, por exemplo, Irmãos Lumière e o cinema de Hou Hsiao-Hsien. O suporte geral do curso foi a série The story of film, de Mark Cousins, que teve alguns trechos exibidos em sala de aula.

A participação dos alunos foi muito boa, devendo-se destacar que alguns já haviam participado de cursos anteriores e mostravam nítido amadurecimento em relação ao fazer artístico cinematográfico. Na aula sobre film-noir, por sugestão da turma, foi exibido uma das produções dos alunos da Usina, o curta Cadeia Velha. O filme foi discutida em seguida pela turma, percebendo-se um certo orgulho pelos resultados alcançados.

O curso disponibilizou todos os filmes apresentados em aula e mais alguns títulos contemporâneos.

Concluiu-se o curso com plena satisfação tanto do professor quanto da turma.

 

Hernani Heffner

Rio Branco, 22 de junho de 2012.

 

Imagens Dialógicas

Esta oficina teórico/prática teve como objetivo trabalhar a integração das artes, correspondendo à filosofia da Usina de Arte João Donato, que busca estabelecer uma interface entre as diversas linguagens artísticas.

A oficina teve como foco o diálogo entre o cinema, o desenho e a pintura, e entre o teatro e a fotografia.

A elaboração da cenografia de um espetáculo teatral serviu de objeto para que o diálogo entre essas linguagens fosse estabelecido.

 

 

Vídeo do ensaio:

 

Espetáculo: Tão longe, tão perto, tão perto, TÃO…

Sinopse

Tão longe, tão perto, tão perto, TÃO…

Baseia-se na incompreensão dos sentimentos na comunicação interrompida. A vida nas grandes cidades gera: Desencontros/atrasos/enganos – Medos/ Barreiras. Mas estamos em busca de encontros verdadeiros.

Em cena veremos, na poética dos corpos em movimento, questões intrínsecas ao homem contemporâneo. Uma relação, um amor, a busca por um encontro.

Texto novo Eva

Vivemos numa sociedade de controle, com câmeras por todo lado vigiando nosso dia a dia. O controle disseminado cria a impessoalidade, tornando-nos objetos, modulando os fluxos sociais, regulando nossos desejos.

O controle, na sociedade contemporânea, é exercido de modo glamourizado pela indústria cultural. Tornando interna a ideologia exercida pelos meios de comunicação de massa, que produzem uma certa forma de ser, de viver, de pensar e de sentir.A estratégia atual é construir subjetividade, de forma a que estas se enquadrem no modo de vida oferecido pela sociedade.  O poder moderno exerce-se na produção e na repressão.

Esta sociedade escópica impõe uma existência vinculada à visibilidade, mas por outro lado, amplia cada vez mais a vigilância e o controle sobre cada indivíduo fazendo existir um olhar invisível pousado eternamente nele. A  instância desse olhar atribuído ao outro, transforma-nos todos em objetos vistos e controláveis.

A visibilidade total a que se submete um cidadão hoje em dia pode ser uma armadilha. A nossa sociedade vem criando cada vez mais uma condição de transparência dos seus participantes e, muitas vezes, estamos reivindicando para sermos modernos, a visibilidade ampliada, como um direito, esquecendo que nossa intimidade preserva nossa individualidade e nossos direitos.

Usando desta visão contemporânea como um raio-X sobre as relações humanas, trazemos neste trabalho a transparência sobre a emoção, elemento desvalorizado por esta sociedade da industria cultural, buscando a humanização através da arte

 Horário:

  • Sexta-feira às 20h00
  • Sábado e domingo às 19h00

Ingresso: R$ 10,00
Desconto de 50% para estudantes, professores, classe artística e idosa.

Workshop:

Local: Usina de Arte João Donato

Leituras do gesto
Assunto:Dança Contemporânea
Carga horária: duração de 3hs.
Publico alvo:Bailarinos e atores
Limite de pessoas: De acôrdo com o tamanho da sala, permitindo que todos deitem de braços abertos.15 pessoas

Teaser do espetáculo “Tão Longe, Tão Perto, Tão Perto, TÃO….” from Gisele Ramos on Vimeo.