Primeiro dia de oficina…

A turma realiza com a Maria Elisa, a análise dos roteiros.

DOC TV IV É LANÇADO NO ACRE…

 
Programa premiará um projeto de documentário no Acre, com um contrato de co-produção no valor

de R$ 110.000,00

   
 

A quarta edição do DOCTV, Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro, com o tema “Quando a realidade parece ficção, é hora de fazer documentários” foi lançada nesta terça-feira, 27, em coletiva para a imprensa com a participação de Daniel Zen, presidente da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, Surama Chaul, coordenadora do DCTV Acre e Rose Farias, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Acre (ABDeC/AC).

Nesta quarta-feira, 28, às 19 horas, no Theatro Hélio Melo, o programa será apresentado aos produtores independentes e convidados, com a exibição do filme Procura-se Janaína de Miriam Chnaiderm (54 mn), que faz parte da série Cinco Sobre Cinco Documentários, do Rumos Itaú Cinema e Vídeo, e após será oferecido um coquetel aos convidados.

O DOCTV IV é promovido pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais – ABEPEC, a Fundação Padre Anchieta – TV Cultura, a Empresa Brasil de Comunicação – TV Brasil e o Governo do Estado do Acre, através da TV Aldeia e Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Acre – ABDeC/AC. As inscrições para o concurso para seleção de projetos de documentário acontecem até o dia 11 de julho de 2008, na TV Aldeia.

Surama Chual, coordenadora do programa no Acre, falou sobre as novidades em 2008, ressaltando que o DOCTV fomenta a produção regional como uma forma de divulgar a cultura de cada lugar para o país.

“Para nós representa uma forma de lançar o olhar da cultura acreana para o Brasil, já que as produções ganhadoras são veiculadas na grade nacional da TV pública. Esse ano as novidades se referem ao valor para o ganhador do concurso, antes R$ 100 mil, hoje R$ 110 mil; a quantidade de projetos inscritos que precisa ser no mínimo seis, mas pretendemos dobrar esse número; e quem for se inscrever na oficina de formatação de projetos assina uma carta de compromisso com a coordenação do DOCTV de que irá participar do concurso. A nossa idéia é fazer o chamamento para uma participação significativa nessa edição, pois entendemos é muito importante para a produção independente”.

Daniel Zen, presidente da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour durante a coletiva ressaltou que o DOC TV é uma proposta de fomento, incentivo e fragmentação da produção de documentários, que antes ficavam apenas no eixo Rio-São Paulo. “O importante do programa é que uma grande integração da cultura brasileira. Quando se descentraliza a produção permitimos a criação dos vários olhares sobre a cultura do nosso país, e com isso nos aproximamos. O programa DOCTV tem por objetivos fomentar a regionalização da produção de documentários, incentivar a parceria de produtores independentes com as TVs públicas e implantar um circuito nacional de teledifusão através das emissoras da Rede Pública de Televisão.”

O Governo do Estado, através da TV Aldeia e Fundação Elias Mansour participa como parceiro com a contrapartida de R$ 30 mil reais. Para Rose Farias, presidente da ABDeC/AC, o DOCTV é um dos mais importantes projetos de fomento à produção audiovisual independente criado pelo Ministério da Cultura.

“Este é um dos motes do DOCTV, onde um dos seus principais objetivos é articular a produção de documentários, com a implantação de Pólos Regionais, criando-se núcleos de realizadores e produtores independentes nos Estados. O DOCTV é muito importante, a ABDeC-AC foi impulsionada pelo programa, e hoje é uma das principais parceiras. Programas como o DOCTV incentivam a produção audiovisual local, criando um mercado onde quem não está adequado terá que se enquadrar, isso com o tempo será algo superável que vai gerar organização e profissionalização”.

Premiação – O Concurso DOCTV IV, premiará um projeto de Documentário no Acre, com um contrato de co-produção no valor de R$ 110 mil (cento e dez mil reais), para realização de um documentário; promoverá a teledifusão nacional do documentário premiado em horário nobre, em Rede Pública de Televisão; e a participação do autor do projeto de documentário selecionado no concurso acreano DOCTV IV na Oficina para Desenvolvimento de Projetos, que reúne os 35 autores de projetos selecionados nos Concursos Estaduais DOCTV IV. Essa oficina reúne cinco expoentes do documentário nacional para debate e aperfeiçoamento dos projetos, antes do início da gravação. Nas edições anteriores a oficina teve como orientadores os documentaristas Geraldo Sarno, Eduardo Coutinho, Eduardo Escorel, Maurice Capovilla, Jorge Bodanzky, Giba Assis Brasil, Cristiana Grumbach, Ruy Guerra e Joel Pizzinni.

O autor e seu respectivo diretor de produção participam ainda da Oficina de Desenho Criativo de Produção, que leva os autores e diretores de produção dos projetos selecionados nos Concursos Estaduais DOCTV IV a um Pitching com dois renomados produtores audiovisuais, para aperfeiçoamento dos Desenhos de Produção dos documentários, antes do início da gravação.

Oficina de Formatação de Projetos – O concurso acreano oferece ainda, aos produtores independentes do estado, a realização de uma Oficina para Formatação de Projetos, que consiste na exposição do formato de apresentação do projeto de documentário do DOCTV, a partir da programação de documentários e discussão dos projetos individuais dos autores proponentes. A oficina que será ministrada pelo diretor e montador de cinema, André Francioli, oferece 30 vagas, e acontece no período de 09 a 13 de junho de 2008, das 18 às 22 horas, na Escola Campos Pereira. As inscrições para a oficina estão abertas até o dia 06 de junho, das 8h30 às 17 horas, na TV Aldeia. 

Serviço:

Inscrições para o concurso – de 27 de maio a 11 de julho de 2008

Local: TV Aldeia – Rua Rui Barbosa, 371 – Centro – segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 17 horas – informações e regulamento: http://www.ac.gov.br/doctv – Telefone: 3223-6280

Inscrições oficina de formatação de projetos – de 27 de maio a 06 de junho de 2008 na TV Aldeia

Abraços, Wander.

Oficina: Assistente de Direção e Continuidade…

Pessoal, na próxima semana o Curso de Cinema e Vídeo da Usina de Arte João Donato, realizará a oficina de Assistente de Direção e Continuidade com Maria Elisa Freire.

 

 

TRABALHOS PROFISSIONAIS EM CINEMA

CONTINUIDADE EM LONGA METRAGEM

“Documentário Tom Jobim”  35 mm , dirigido por Nelson Pereira dos Santos. E produzido por Regina Filmes (2008).

“Quase um Tango Argentino”  35 mm , dirigido por Sergio Silva. E produzido por PRODUCERS – NGM (2008).

 “Casa da Mãe Joana”  35 mm , dirigido por de Hugo Carvana. E produzido por Mac  Meios de Comunicação Ltda(2006).

“Brasília 18%”; 35 mm , dirigido por de Nelson Pereira dos Santos. E produzido por Regina Filmes (2005)

“Casa de Areia”; 35 mm, dirigido por Andrucha Waddington e produzido por Conspiração Filmes (2004).

“Filhas do Vento”; 35 mm, dirigido por Joel Zito Araújo e produzido por Asa Comunicação Ltda. 2ª etapa de filmagem (2004).

 “No Meio da Rua”; 35 mm, dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, e produzido por Canto Claro Produções (2003).

“Harmada”; 35 mm dirigido por Maurice Capovilla, e produzido por Saturna Produções Artísticas (2002).

“O Amigo Invisivel”; 35 mm dirigido por Maria Leticia , e produzido por Estudio e Pesquisa (2002).

“Apolônio, Campeão da Alegria”; 35 mm dirigido por Hugo Carvana, e produzido por Mac Comunicação e Produção (2002).

 “Casa de Boneca”; Video Digital, dirigido por Bia Lessa e produzido pela D+ Produções (2002).

“Noite de São João”; 35 mm dirigido por Sergio Silva, e produzido por GLM  Produções Artistîticas  (2002).

 “A Paixão de Jacobina”; 35 mm, dirigido por Fabio Barreto, produzido por LC Barreto (2001).

“Madame Satã”; 35 mm, dirigido pela Karin Ainouz, produzido por Sambascope, continuista substituta (2001).

“As Três Marias”;  35 mm, dirigido por Aluizio Abranches, produzido por Lama Filmes (2001).

“Lara”; 35 mm, dirigido por Ana Maria Magalhães, produzido por Nova Era Produções de Arte (1ª etapa em 1999; 2ª etapa em 2000).

“Memórias Póstumas”; 35 mm, dirigido por André Klotzel, produzido por Superfilmes (1998- 1999).

“O Viajante”; 35 mm, dirigido por Paulo Cesar Saraceni, produzido por Shater Produções (1998).

 Mil e Uma”; 35mm, dirigido por Suzanna Moraes, produção 1001 Filmes (1992).

Para Viver um Grande Amor”; 35mm dirigido por Miguel Farias, produção Bastidores (1983).

Nunca Fomos Tão Felizes”; 35mm dirigido por Murilo Salles produção Morena Filmes (1982).

 MONTAGEM DE LONGA METRAGEM

“Bahia de Todos os Sambas”; documentário musical, 16 mm, dirigido por Paulo César Saraceni, Leon Hirszman e Gianni Amico (1996).

“O Viajante” ficção, 35 mm dirigido por Paulo César Saraceni (1998).

 

MONTAGEM DE CURTAS

“Ari Hokãta Haka – Aqui é Assim”; documentário indígena, 16mm, dirigido por Nicole Algranti  (2000).

Premio Melhor Montagem no Catarina Festival de Documentário – agosto de 2002

 “A Bruxa Viva”; ficção e documentário, 35 mm, dirigido por Lena Bastos (1997).

“A Cucaracha”; ficção, 35mm,  dirigido por Pedro Lacerda Neto (1997).

Premio Melhor Montagem VI Festival Chileno Internacional del Corto Metraje em 1998.

“Ninó”; animação, 35mm, dirigido por Fernanda e Flavia Alfinito (1996).

Nhãderu”; documentário indígena , 35mm, dirigido por Sérgio Péo (1991).

 532”; ficção e documentário, 35mm, dirigido por Enio Staub,

“Premio Angelo Labanca” Melhor Montagem no III Rio Cine Festival (1987).

 A Máquina e o Sonho”; documentário, 35mm, dirigido por Alex Vianny (1974).

 ASSISTENTE DE DIREÇÃO

“Harmada”; dirigido por Maurice Capovilla, e produzido por Saturna Produções Artísticas (2002).

 Por Incrível que Pareça”; longa 35mm, dirigido por Uberto Mollo, produção Skylight (1983).

“Eu Sou Brasileiro”; curta 35 mm, dirigido e produzido pela Maria do Rosário (1974).

 ASSISTENTE DE MONTAGEM

De vários longas, entre eles: “Policarpo Quaresma”; “Pagu”; “A Cor do Seu Destino”; “Ópera do Malandro”; “Sonho Sem Fim”; “O Cavalinho Azul”; “Ao Sul do Meu Corpo”, “ELes Não Usam Black-Tie”; “Cabra Marcado para Morrer”; “A Noiva da Cidade

OUTROS TRABALHOS RELACIONADOS AO CINEMA

Professora da Oficina de Continuidade na Universidade Estácio de Sá, Campus Bispo, com 20 horas aulas, em março de 2000.

Aluna do Curso de Edição em AVID no Centro Técnico Audiovisual da FUNARTE, com Dominique Paris, em julho de 1999.

Organização dos Arquivos de jornais da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1979/1980).

Coordenadora do “Simpósio sobre o Cinema e a Memória Nacional, patrocinado por EMBRAFILME (1979).

 

Abraços, Wander.

 

 

AOS ALUNOS D0 CURSO DE CINEMA E VÍDEO…

Passo a vocês a informação da crise em que se encontra a VILA DAS ARTES, um Núcleo de Produção Digital como o nosso, criado na mesma época e que sofre de graves problemas desde o ano passado.  Os alunos organizados foram responsáveis pela permanencia do curso, ameaçado agora  pelas precárias condições de funcionamento da Escola. Segue abaixo matéria publicada em jornal local.

 
 
  Vida & Arte – JORNAL O POVO
PROJETOs

Vila sem casas

Pedro Rocha
da Redação

O projeto vila das artes chega a mais um impasse ás vésperas das eleições municipais. Beatriz Furtado, representante da UFC, e Gláucia Soares, diretora da escola de audiovisual, se retiraram depois da afirmação da Funcet de que ainda não há dinheiro para concluir as obras. 

(Arte de Carlus Campos sobre foto de Kleber Gonlçalves / concepção gráfica Amaur�cio Cortez)
(Arte de Carlus Campos sobre foto de Kleber Gonlçalves / concepção gráfica Amaurício Cortez)

Na última quinta, após a aula, os estudantes receberam de Beatriz Furtado e Gláucia Soares a notícia de que ambas se retiraram da Vila das Artes. As duas são pessoas importantes nas atividades do projeto, inconcluso. Beatriz é uma das idealizadoras e então presidenta da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo, no final de 2006, quando a Vila foi lançada oficialmente. O Ministro Gilberto Gil também estava na cerimônia. Desde 2007, como professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará, era representante da Universidade na Vila, também projeto de extensão da UFC.Gláucia está também no projeto desde o início. Ex-presidenta da Associação Cearense de Cinema e Vídeo, foi coordenadora de audiovisual da Funcet até assumir a diretoria da Escola deste a abertura. Gláucia já pretendia se retirar do cargo por motivos pessoais, mas a saida foi decidida pela informação dada a elas por Silvia Bessa, coordenadora da Vila das Artes, em uma reunião esta semana. Silvia disse às duas que a Prefeitura garante o recurso para a manutenção das Escolas de Audio Visual e Dança, mas que o dinheiro para a conclusão da reforma e instalação efetiva do prédio depende das tentativas de captação junto a empresas estatais e privadas.

A notícia foi recebida com certo espanto, mas também como previsível pelos alunos da escola. Há três semanas assistem aula, à revelia da Funcet, na futura sala aberta de dança de um dos três prédios que integram o projeto Vila das Artes. O terceiro semestre da Escola deveria estar correndo na Casa Amarela, mas os estudantes, em protesto, transferiram as tardes de curso para o prédio do ex-Sine/IDT, que deveria ter sido entregue reformado no início de 2007 e ainda não está pronto.

Nos primeiros dias de aula, os alunos ficaram entre as paredes brancas da casa já pintada, mas a poeira tangeu inflamando gargantas. Saíram. Agora é sobre o tablado fora da casa que assistem aula. Sem cadeiras, apoiados na parede ou se equibilibrando de alguma forma, alongando as costas aqui e ali pra aliviar certo incômodo, ouvem o professor falar sobre a feitura de projetos de documentário. Sem um projeto, nada de dinheiro público ou privado para as produções. Nada de captação de recursos.

Uma das principais razões para a saíra das duas foi justamente a não captação pela Funcet de recursos para a conclusão das obras. Depois de sucessivos descumprimentos de prazo, desde 2006, quando o projeto foi lançado, a sensação dos alunos com a notícia é uma mistura de desânimo e convicção para continuar as ações de ocupação da casa.

Em entrevista ao O POVO, na manhã de ontem, a coordenadora da Vila das Artes, Sílvia Bessa, afirmou que a parcela atrasada da Prefeitura, destinada à manutenção da Escola de Audiovisual por um ano, já está empenhada e a previsão é de que seja liberada em curto prazo. O valor é de R$ 330 mil. Segundo Sílvia, R$ 3 milhões da Prefeitura já foram investidos na Vila, que hoje funciona com vários projetos de formação em cinema e dança, além do Núcleo de Produção Digital, montado com recursos do Ministério da Cultura e mantido pela Funcet.

A notícia da saída das duas vem depois de um histórico de prazos prometidos e seguidamente descumpridos para a entrega do primeiro bloco da Vila. O último, três de março passado, data prevista para o recomeço das aulas, paralisadas em novembro sob a justificativa de que os esforços seriam concentrados nas negociações para a captação de recursos.

O prédio está todo pintado e a impressão é de que falta pouco para a entrega. Mas para por em funcinamento do espaço, faltam equipamentos essenciais, como, por exeplo, o sistema de ar-condicionado, o sistema de rede para integrar os computador e um no-break para segurar a energia de toda a casa, que abrigaria, além das Escolas de Audiovisual e Dança, um Centro de Artes Visuais e um café. Um recurso de R$ 200 mil captado com o Banco do Nordeste está depositado e aguarda o resultado das licitações dos equipamentos. Mesmo assim, mais recursos são necessários para a conclusão da obra. O cenário se agrava pelo iminente período eleitoral e pelo curto prazo para o vencimento do projeto de captação de recursos da Escola de Audiovisual aprovado na Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, que vence no fim de junho.

O terceiro semestre começou em março com o que restava dos recursos repassados pelo Governo do Estado do Ceará, ainda concernentes ao segundo semestre do ano passado. A captação de recursos fora os investimentos da Prefeitura já estava prevista no projeto. Segundo Beatriz Furtado, haviam negociações encaminhadas com estatais, articuladas pelo Banco do Nordeste. “Duas vezes houve reuniões, organizadas no BNB, com todas as estatais aqui em Fortaleza. Foram apresentados esses projetos. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) tava muitísso interessado no projeto, que incluía a recuperação do Teatro São José (próximo ao Dragão do Mar). A medida que essa mobilização e força de negociação deixa de existir…de onde vem, de onde virão os recursos?”, questionou ainda na quinta, em uma reunião com o repórter na sala de edição do Núcleo de Produção Independente, logo após o anúncio aos alunos.

Além de negociações avançadas com estatais, Beatriz afirma que estavam garantidos R$ 600 mil reais, depositado na Regional 2. Quando ela saiu da Funcet era previsto que as aulas das escolas começassem já com o primeiro bloco pronto. “Quando eu sai da Funcet, havia o recurso garantido de 600 mil reais, que correspondia ao valor que já estava na Regional 2, negociado com o secretário José Meneleu (secretário de planejamento). Era o valor da obra dessa casa. Ocorre que esse dinheiro, por razões diversas, no final do ano, foi retirado da Regional e foi usado pra outras necessidades.”

 


 

ATO DE SOLIDARIEDADE

Prezados alunos,

Tomei conhecimento dos fatos que envolvem a Vila das Artes e a Cultura em Fortaleza e  fico muito triste pela forma como se desdobra, de  maneira cada vez mais pobre, inócua e irresponsável,  a política cultural do Ceará, que primou pela excelência na era Paulo Linhares. O desaprendizado que se constata é constrangedor para quem viveu naquela última década de 90, o apogeu de um projeto de criação e transformação cultural reconhecido nacionalmente, até que forças da mediocridade tomassem conta do espaço. Esse processo de descontrução das raízes da cultura é um fenômeno nacional, para não dizer, global, refletido com mais clareza nas experiências regionais. Dos anos 60 para cá,  caminhamos para trás, pela carência de um projeto consistente de cultura, apesar dos esforços do Ministro Gil. Duas décadas de ditadura criaram um vácuo político  que abriu brechas nas nosssa fronteiras por onde penetrou, sem maiores obstáculos,  a informação de uma cultura poderosa  e dominante. Falo específicamente do cinema e da televisão. Não se deve tocar na palavra proteção. barreira alfandegária, obrigatoriedade de difusão da obra artistica nacional, para não cairmos na redoma de cristal da  China de Mao. Só precisamos de igualdade de condições e mercado livre para todos. É preciso constatar que a comunicação de massa que nos penetra pelos poros, invade as redes de difusão e condiciona o público a uma única visão de mundo inibe naturalmente a contrapartida necessária, a resposta do artista brasileiro para que a oferta seja múltipla. Precisamos de um verdadeiro intercâmbio onde possamos acessar a riqueza cultural do mundo, sem obrigatoriedade de escolha. A WEB é o caminho de liberdade de conhecimento e investigação que se abre hoje para o jovem,  mas  como faca de dois gumes o trasporta também para um mundo sem fronteiras, desconhecido e multinacional. Temos que assumir as transformações históricas, onde entra em pauta a tecnologia, como um bem social, econômico e cultural. Temos que nos apropriar dos meios tecnológicos, como sempre fizemos, para desenvolver a nossa linguagem, que nos deu identidade e notoriedade. E temos que ter a oportunidade de trabalhar na pesquisa e no desenvolvimento das novas linguagens audiovisuais para que haja a contrapartida necessária, o embate das idéias e o confronto estético, que nos torna originais e reconhecíveis. E esse trabalho só pode ser feito pelos jovens de todo o país que sonham em fazer cinema.

Para que isso se dê é indispendável a permanência  e as condições necessárias para a existência  da Vila das Artes  no Ceará e tantas Vila das Artes necessárias em todo o país. Como coordenador de um projeto semelhante, o Núcleo de Produção Digital da Usina de Arte João Donato do Acre,  me sinto no dever de prestar solidariedade aos alunos que demonstram a força do espírito imbatível da juventude que quer aprender, contra a corrente dos administradores alienados e  ineptos burocratas de carreira.

Rio de Janeiro, 23/ 5/2008 – Maurice Capovilla.

Testes para Elenco…

Pessoal, nesta sexta-feira (23/05/2008 às 14:00hs), no Curso de Cinema e Vídeo da Usina de Arte João Donato, acontecerá um  teste para elenco coordenado pela Fernada Ferrari (ministrante da oficina: Direção de Atores), com objetivo de formar elenco para os dois filmes de ficção (curta metragem) do Curso de Cinema e Vídeo da Usina de Arte João Donato.

Abraços, Wander.

docTV brasil IV…

Pessoal, a partir do dia 27 de maio a 11 de julho de 2008 estarão sendo realizadas as inscrições do concurso para seleção de projetos de documentário.

Local: TV Aldeia

Rua: Rui Barbosa, 371 –  Centro – Rio Branco/AC.   Telefone: 3223-6280

Informações e Regulamento: www.ac.gov.br/doctv

Abraços, Wander.

OFICINA: DIREÇÃO DE ATORES…

Pessoal, nesta semana (19 à 23/05)  o Curso de Cinema e Vídeo da Usina de Arte João Donato, está realizando a oficina de Direção de Atores com Fernanda Ferrari, vale a pena conferir!!!

Proposta: Curso de Direção de Atores para Cinema e Vídeo

 

Ministrante: Fernanda Ferrari

 

Conceito: É essencial para um diretor de cinema entender como

 

funciona o processo de criação do ator. Dessa maneira ele será

 

capaz de conseguir a atuação desejada para seu filme. Por outro

 

lado o ator deve ter domínio de sua ferramenta e coloca-la a

 

disposição do diretor.

 

Plano de Oficina

 

JUSTIFICATIVA

 

 Por possuir um trabalho como atriz há 17 anos, e experimentar na

 

prática a diferença entre a linguagem do teatro e do cinema,

 

proponho uma oficina de Direção de Atores para estudantes de

 

cinema que aproxime as duas partes do jogo: o diretor e o ator.

 

Para que isso aconteça não só o diretor, mas também seu

 

assistente, o fotógrafo, o figurinista, o editor e toda a equipe de

 

criação e produção do filme, devem estar envolvidos e capacitados a

 

contribuir com essa relação. O resultado dessa boa sintonia traz um

 

grande resultado para o filme.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

Dar aos alunos do Curso de Cinema e Teatro conceitos e

 

conhecimentos práticos de direção de atores e interpretação.

 

 

Público Alvo

 

Alunos dos Cursos de Cinema e Vídeo e Teatro da Usina de Arte João Donato.

 

DIDÀTICA

 

Parte Teórica

 

– Discussões sobre o trabalho do ator e do diretor em um filme.

 

– Estudo de diferentes linguagens de interpretação trabalhadas em

 

alguns filmes selecionados (seleção de cenas de filmes como

 

referência).

 

– Estudo e decupagem de alguns roteiros de cinema, buscando o

 

olhar do diretor em relação à atuação dos atores.

 

Parte Prática

 

– Será pedido para os atores prepararem um pequeno texto de

 

teatro para que seja trabalhado, dirigido e transformado numa

 

interpretação para cinema.

 

– Experimentação prática, com os atores convidados sendo dirigidos

 

pelos alunos de cinema, de partes selecionadas dos roteiros

 

anteriormente estudados.

 

Serão também realizados exercícios simples de atuação também

 

para aqueles que querem ser diretores. É importante que o diretor

 

saiba como é estar no papel do ator para saber como deve tratar

 

com ele.

 

OUTRAS QUESTÕES E PRÁTICAS ABORDADAS

 

– Técnicas de direção.

 

– Idéias de jogos de cena que podem ser utilizadas pelos diretores

 

em qualquer processo de criação.

 

– Treino do olhar do diretor.

 

– Exercícios de improvisação.

 

– Estudos na prática de cenas que envolva a utilização de objetos de

 

cena, figurino, iluminação e toda a produção de um set de

 

filmagem.

 

. Essa parte do curso é interessante para que toda a equipe do filme

 

se envolva no processo de criação que resulta na boa atuação do

 

ator.

 

ESTRUTURA NECESSÁRIA

 

As aulas deverão acontecer no estúdio da USINA DE ARTE. Assim os

 

alunos vão ter a disposição, para os estudos e registro de todo o

 

processo, um equipamento de filmagem, iluminação e edição.

 

Será interessante também ter a disposição alguns objetos básicos

 

de cena como cadeiras, mesa e alguns adereços e figurinos.

 

Abraços, Wander.