Cineclube Aquiry

9 09 2009

No próximo sábado(12/09) às 18horas o cineclube Aquiry exibirá:

Circuito Patativa do Assaré – Ave Poesia, de Rosemberg Cariry (2009)
Sinopse: O filme aborda a vida e a obra do poeta Patativa do Assaré, destacando a relevância dos seus poemas, o significado político dos seus atos e a sua imensa contribuição à cultura brasileira.

Circuito Mestre Verequete – Chama Verequete, de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira (2002)
Sinopse: Documentário poético sobre Mestre Verequete, personagem fundamental da história do ritmo raiz do Pará, o Carimbó, que legitimou e divulgou pelos quatro cantos do Brasil.

Quando: Todo sábado, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº  01 – Distrito Industrial - Rio Branco)
Informações pelo telefone: 3229 6892
ou acesse: http://cineclubeaquiry.blogspot.com/





Cineclube Aquiry está de volta…

30 06 2009

O cineclube Aquiry retomará as atividades em julho.

Com uma programação semanal elaborada em ciclos temáticos, o cineclube Aquiry inicia as sessões do segundo semestre de 2009 debatendo o seguinte tema: Sistemas Opressores. O tema e a programação dos próximos ciclos serão pensados e discutidos nas sessões envolvendo todos os participantes do cineclube Aquiry.

Programação de julho

Ciclo Sistemas Opressores

Dia 04 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

El laberinto del Fauno (Labirinto do Fauno), de Guillermo del Toro (2006)

Sinopse: Uma garota e sua mãe se mudam para uma região da Espanha onde ainda há combates da Guerra Civil. No jardim da mansão em que mora a garota encontra um labirinto, que a leva a um mundo de fantasia. Dirigido por Guillermo del Toro e com Sergi López, Federico Luppi e Maribel Verdú no elenco. Vencedor de 3 Oscars.

Dia 11 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton (2007).

Sinopse: Um convento dominicano de São Paulo decide ajudar um grupo guerrilheiro, em plena ditadura militar brasileira. Dirigido por Helvécio Ratton (Menino Maluquinho) e com Caio Blat, Daniel de Oliveira, Ângelo Antônio, Marcélia Cartaxo e Cássio Gabus Mendes no elenco.

Dia 18 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

The Last King of Scotland (O Último Rei da Escócia), de Kevin Macdonald (2006).

Sinopse: Um jovem médico escocês é convidado por Idi Amin, um dos mais terríveis ditadores da África, para ser seu médico particular. Com Forest Whitaker e Gillian Anderson. Vencedor do Oscar de Melhor Ator.

Dia 25 de julho – Sábado 18:00h – Usina de Arte João Donato

Persepolis (Persépolis), de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi (2007)

Sinopse: Uma garota sonha em se tornar uma profetisa para salvar o mundo. Mas, quando o novo regime no Irã a obriga a usar véu, ela decide se tornar uma revolucionária. Recebeu uma indicação ao Oscar.

Quando: Todo sábado de julho, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº  01 – Distrito Industrial - Rio Branco

Informações pelo telefone: 3229 6892 com Wander.





VI Rucker Vieira – Edição Nacional

4 06 2009

Os interessados em participar da VI edição do concurso de Roteiros Rucker
Vieira, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco, que tem sede em Recife (PE),
já podem fazer suas inscrições, desde o dia 1° de junho. A iniciativa,
voltada para realizadores de todo o país, irá selecionar dois projetos que
receberão um prêmio no valor de 40 mil reais cada, mais a concessão de
serviços técnicos (equipamentos e equipe para captação e edição) para a
realização dos documentários. Os curtas-metragens em digital contam com
temática livre e devem ter duração entre 15 e 26 minutos. Os trabalhos serão
exibidos pela TV Brasil em rede nacional. O prazo de inscrição encerra dia
30 de junho e os projetos podem ser enviados pelos correios, via sedex, no
período de 1 a 30 de junho, à Massangana Multimídia Produções (MMP), Rua
Henrique Dias, 609, Bairro do Derby , Recife.  CEP: 50.010-100.
O regulamento e a ficha de inscrição podem ser acessados pela página da
Fundação  http://www.fundaj.gov.br <http://www.fundaj.gov.br/

Mais informações : (81) 3073-6710 (germana.pereira@fundaj.gov.br).




Lançamento do documentário “O Mergulho”

3 06 2009

O rio Acre é o protagonista do documentário “O Mergulho” de Silvio Margarido, por meio de suas múltiplas representações, presentes nos personagens que com ele se relacionam. Seja por meio do olhar daqueles que dele sobrevivem ou daqueles que nele tentam tirar suas vidas, o rio acompanha em suas margens a história de Rio Branco e seus moradores. O Mergulho foi o vencedor acreano da quarta edição do DOCTV, Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro. Uma realização da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais), Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e Empresa Brasil de Comunicação (TV Brasil), com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas – ABDeC. No Acre, O Mergulho foi realizado com apoio da ABDeC/AC, Fundação Elias Mansour, produzido pela VT Publicidade e realizado pelo governo do estado do Acre.

Quando: Dia 4 de junho (quinta-feira), às 19 horas;
Quanto: Entrada franca;
Onde: Praça da cabeceira da Passarela Joaquim Macedo, Rio Branco.





Primeiro concurso de documentários para os países de língua portuguesa premiará os projetos vencedores com € 50 mil

27 04 2009

DOCTV CPLP

Estão abertas até 21 de maio as inscrições para o Primeiro Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O DOCTV CPLP reúne os oito países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Timor-Leste, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Portugal e Brasil) e Macau (RAEM – Região Administrativa Especial de Macau). Os principais objetivos do programa são estimular o intercâmbio cultural e econômico entre os povos lusófonos e implantar políticas públicas de fomento à produção e teledifusão do documentário.

Para participar do concurso, o autor do projeto deverá possuir nacionalidade relacionada ao país da candidatura e efetivar a inscrição online no site do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) de Portugal: www.ica-ip.pt

Cada país irá contemplar um projeto vencedor com um contrato de financiamento no valor de € 50 mil. O tema do concurso é livre. Os critérios de avaliação levarão em conta a criatividade e o cumprimento do cronograma no prazo previsto de 180 dias. Na etapa final os três projetos selecionados farão uma defesa oral. A divulgação do projeto vencedor está prevista para 6 de julho de 2009, e o autor do projeto e o seu respectivo produtor executivo participarão de oficinas que serão realizadas em agosto de 2009 em Moçambique.

Os documentários selecionados da Série DOCTV CPLP irão ao ar no segundo semestre de 2010 nas emissoras públicas dos nove países que integram o programa.

Confira regulamento.

Informações:  doctv.cplp@ica-ip.pt

ou pelos telefones (71) 3116-7348 e (71) 9624-0277.

  • Publicado por Jane




Cineclube Aquiry nesta sexta-feira (24/04)

22 04 2009

Nesta sexta-feira (24/04) às 19:00h no Cineclube Aquiry, localizado na Usina de Arte João Donato, será exibido a história do tradicional bairro 6 de agosto na capital acriana, contada através de fotografias e depoimentos que narram uma parte da memória da cidade de Rio Branco e sua gente. É o documentário “Seis de todas as épocas” de Aldemira Margarido. O vídeo baseado no livro “10 por 6″ do historiador Marcos Vinícius Neves traz lembranças de uma rua centenária, que acompanhou o crescimento da cidade de Rio Branco desde a época em que era um varadouro.

Após exibição debate com Aldemira Margarido.

Abraços, Wander.





Relato da Parceria entre os NPDs do Acre e Pará.

5 03 2009

O INÍCIO DE TUDO…

Em meados de dezembro/2008 tivemos uma reunião com Maurice Capovilla. Um dos assuntos abordados durante o encontro foi referente ao Fórum Social Mundial, cuja ocasião surgiu à ideia de realizar um documentário e, melhor, em pareceria com o NPD-PA. Com isso definido entramos em contato com a Ana Lobato e Lana Machado, para propor a parceria em realizarmos um documentário no Fórum Social Mundial. A partir deste momento iniciaram as produções, tanto em Rio Branco como em Belém, para a realização desta inédita atividade em conjunto entre dois Núcleos de Produção Digital.

Saímos de Rio Branco na madrugada do dia 25 de janeiro, rumo a Belém do Pará, sede da nossa ousada missão. Mesmo voando, Belém parecia não chegar nunca!

Próximos à Belém

Próximos à Belém

Estávamos em pleno horário de verão, e de Rio Branco até Belém passamos por três fusos horários. Ainda em Brasília, em parte nos separamos, eu e Juliana partimos em um voo e logo depois, em outro voo, Felipe e Ítalo. Chegando ao aeroporto de Belém, fomos recepcionados por duas coisas lindas e tradicionais da cidade: um grupo de carimbó e uma chuva torrencial saudavam a todos.

 

Depois de quase doze horas de viagem, equipe do Acre chega à Belém

Depois de quase doze horas de viagem, equipe do Acre chega à Belém

Depois da equipe do Núcleo de Produção Digital- Acre toda reunida no aeroporto de Belém, almoçamos juntos e partimos para as devidas casas que gentilmente nos foram cedidas. Uma das casas anfitriãs, é da acreana Rejane e da paraense Tereza, que receberam Juliana e eu muito bem em um pequeno apartamento no bairro Pedreira. A outra casa anfitriã recebeu Ítalo e Felipe, e é na verdade uma república aconchegante e simpática chamada Casa Preta, que fica no bairro Canudos.

Já à noite, nos reunimos de novo e fomos passear um pouco, sentir o clima da cidade. Iniciamos o passeio pela Estação das Docas, um tradicional ponto turístico da cidade. O lugar é lindo, fica a beira da Bahia de Guajará, onde corre um vento bom. Lá provamos o tão falado sorvete da Cairu e encontramos o amigo Renato Reis, fotógrafo paraense que nos levou para um extenso e divertido passeio entre o famoso mercado Ver-o-Peso, praça do relógio, Mormaço e Cidade Velha. Ainda na mesma noite, conhecemos um dos membros da equipe do NPD de Belém, o diretor Roger Elarrat, que depois de algum tempo de conversa, fez a gentileza de deixar todos nas suas devidas casas.

SOBRE A PRODUÇÃO DO DOCUMENTÁRIO 

No dia seguinte (26/01/09) nos reunimos pela manhã no Instituto de Artes do Pará – IAP, e lá conhecemos a coordenadora do Núcleo, Ana Lobato, bem como todos os colegas do NPD Belém: a produtora Camila Leal, o produtor Gustavo Nogueira, o técnico de som Mário Ribeiro, o fotógrafo Bruno de Assis e o diretor Roger Elarrat. Conversamos bastante sobre o roteiro inicial do documentário, que foi rabiscado por várias mãos do NPD Acre e incorporou boas idéias do NPD de Belém. Estava claro que não íamos fazer uma cobertura do Fórum Social Mundial-FSM e sim íamos fazer um recorte em meio à diversidade de assuntos e situações que provavelmente encontraríamos durante o evento. Nossa idéia era de um recorte sobre a fome com todas as suas vertentes objetivas, subjetivas, sociais, políticas, ideológicas, conotativas e denotativas. Parafraseando a música dos Titãs, pensamos em buscar respostas para a pergunta cantada na música Comida: “Você tem fome de quê?”. 

Depois do roteiro, esmiuçamos a programação do Fórum, falamos sobre equipamentos, divisão de equipes e demandas de produção. Depois disso, almoçamos todos juntos e fomos até as duas universidades (UFRA e UFPA) que abrigariam a maior parte da programação do FSMl. Lá fizemos o credenciamento de todos os membros das duas equipes.

 

Dia 27/01/09 pela manhã, novamente nos reunimos no IAP para acertar demandas de produção e planejarmos o que faríamos no dia. O Fórum teve como pontapé inicial a Marcha Pela Paz, marcada para as 15h, e foi aí também que começamos as gravações. A duas equipes se dividiram e ambas saíram em busca de depoimentos e imagens para o documentário durante o percurso. Logo nos primeiros passos da marcha, a já esperada chuva de todas as tardes, desabou sobre a multidão que ocupava as ruas de Belém. Munidos de guarda-chuvas e sacos plásticos, as duas equipes continuaram o trabalho sem grandes problemas. Depoimentos, imagens e gente, muita gente. Segundo a organização, cerca de 100 mil pessoas caminharam pela paz. As duas equipes voltaram a se encontrar no ponto final da marcha, a Praça do Operário, e foi por ali também que encerramos nosso primeiro dia de gravações. 

 

Equipes discutem produção do documentário, no Instituto de Artes do Pará-IAP

Equipes discutem produção do documentário, no Instituto de Artes do Pará-IAP

Equipes da produção do documentário

Equipes da produção do documentário

 

Debaixo de chuva, a Marcha pela Paz abre o Fórum Social Mundial 2009

Debaixo de chuva, a Marcha pela Paz abre o Fórum Social Mundial 2009

Bruno Assis, um dos fotográfos do documentário

Bruno Assis, um dos fotógrafos do documentário

Nos dias seguintes o trabalho começou mais cedo e já por volta das 7h da manhã estávamos todos dentro de uma van alugada pela produção do NPD Pará, rumo a UFRA, local base para o nosso café da manhã e planejamento do dia. Logo nos dois primeiros dias as equipes se misturaram, trocaram idéias e acharam suas funções, bem como nos perdemos um pouco do foco inicial, o que é natural considerando a diversidade de mundos que nos deparamos no decorrer do fórum. No terceiro dia de gravação, tivemos uma conversa e discorremos sobre o que cada equipe havia feito, e sinto que a partir daí tivemos mais firmeza e clareza para continuar o trabalho.

Cada equipe trabalhou com uma filmadora Sony Z1, um microfone direcional Sennheiser ME66, cada equipe utilizou 15 fitas Mini DV de 60 min. Porém, por questões técnicas o formato de gravação adotado pelas equipes foi o DVCAM por ele ter uma qualidade melhor que o DV/SP e a ilha de edição não suportar o formato HDV.

Entrevistamos pessoas de várias partes do mundo, Nigéria, Itália, Equador, Cisjordânia, Brasil e tantos outros lugares, com fomes semelhantes e distintas. Colhemos imagens de barraquinhas de comida, de pizza da paz, de comida vegetariana, frutas, restos de comida, lixo, placas, mochilas, pés, rostos… Pegamos muito sol, chuva, andamos de barco, a pé, de carro, de ônibus e bicicleta. Tudo isso nos rendeu aproximadamente 30 horas de gravação. 

Equipe entrevista ativista vegetariana antes da manifestação contra o consumo de carne

Equipe entrevista ativista vegetariana antes da manifestação contra o consumo de carne

Entrevista com a ativista Haida Hdidar, representante do Jordanian Women's Union

Entrevista com a ativista Haida Hdidar, representante do Jordanian Women’s Union

A experiência de produção coletiva, criativa e técnica entre o Núcleo de Produção Digital de Rio Branco e o Núcleo de Produção Digital de Belém, foi sem dúvida um grande aprendizado para todos. Buscamos nossas semelhanças, bem como também reconhecemos e aprendemos com as nossas diferenças, além de claro, criar laços de amizade entre os integrantes dos dois núcleos. Agradecemos muito o carinho e atenção com que os colegas do núcleo do Pará nos receberam.

O próximo passo agora é decupar todas as fitas gravadas. Por aqui, vamos decupar 15 fitas e em Belém, serão decupadas as outras 15. Feito isso, representantes do núcleo de Belém virão até Rio Branco para editarmos e finalizarmos o fruto da produção dos dois núcleos, porém, ainda não temos data definida para o início da edição.

Fotos e Texto: Talita Oliveira.





I° Festival Pan-amazônico de Documentários

2 03 2009

amazoniadocu

 

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 09/03/2009.

Apresentação

Há que se mostrar, denunciar, cantar e louvar a Amazônia, suas riquezas, sua dignidade, seu povo. Importa mostrar ao mundo e a nós mesmos, nossa cara e nossa gente, nossas características e nossa produção, como forma de unirmo-nos em torno de um ideal, de uma linguagem que possa expressar as nossas múltiplas e diversas facetas. Há décadas se discute a situação de degradação progressiva que a maior floresta em biodiversidade do mundo se encontra. Isto sem falar nas condições precárias que os amazônidas vivem, não obstante serem ricos por natureza – por habitarem sobre filões de minérios, cercados por uma vegetação que cresce em solo fértil “onde se plantando tudo dá”… Essa dicotomia tem suscitado movimentações planetárias, e não só no sentido teórico, uma vez que há décadas a região recebe muitos e diferentes olhares, olhares de nacionalidades diversas, que espalmam aquele território, com interesses vários, dividindo opiniões, projetando-o, e nem sempre dando-lhe a importância que tem, mas também vindo ao encontro das preocupações nacionais de utilização sustentável e preservação, a colocar a problemática da manutenção da vida na Terra como assunto prioritário e sempre na pauta do dia! Nascido sob a motivação de propagar as potencialidades da Amazônia e dos Amazônidas para o mundo, o I AMAZONIA DOC – Festival de Documentários Pan-Amazônicos, pretende promover uma grande amostragem da produção audiovisual da macro-região que se estende por parte de oito países da América do Sul (Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Venezuela, Suriname, Equador, Peru e Bolívia) e que é detentora de uma das maiores riquezas hídricas, biológicas e minerais do planeta e realizar o I Seminário Pan-amazônico de Documentários, com palestras, debates e encontros temáticos sobre as questões sócio-ambientais a partir dos documentários apresentados e das questões suscitadas pelas obras, realizadores e participantes, oferecendo ao público, a primeira edição do AMAZÔNIA DOC. Além disso, movimenta a economia, o turismo, faz circular informação, proporciona intercâmbio entre artistas, produtores, pesquisadores e estimula a cultura como um todo, especialmente na área cinematográfica. O I AMAZÔNIA DOC, irá exibir e premiar obras em película e vídeo cuja temática é a defesa da manutenção e da qualidade de vida na Terra. Estrutura do Festival O Festival acontecerá durante cinco(05) dias consecutivos e terá a seguinte estrutura de programação: Período: Abril Data: de 22 a 26 / 04 / 2009 (Quarta à Domingo) Locais de exibição: Cine Olympia – Cine Líbero Luxardo – Cine IAP Sessão de abertura – Teatro Maria Sylvia Nunes no dia 22/04 às 20h Sessão de encerramento – Teatro Maria Sylvia Nunes no dia 26/04 às 20h Mostras Competitivas Longas Médias Curtas Etnográficos Mostras Paralelas Animação Comunidades Tradicionais Movimentos Sociais Mostras Itinerantes Maio / Junho / Julho 2009 Marabá-Pa Santarém-Pa Soure-Pa Prêmio Amazônia 7 Categorias: Prêmio AMAZÔNIA – Augusto Ruschi* (maior destaque entre as obras) Prêmio AMAZÔNIA Ouro – Melhor LONGA Prêmio AMAZÔNIA Prata – Melhor MÉDIA Prêmio AMAZÔNIA Bronze – Melhor CURTA Prêmio AMAZÔNIA – Melhor Filme Etnográfica Prêmio Amazônia Especial – melhor FILME escolhido por júri popular Prêmio Amazônia Especial – Técnico local Homenagem especial A uma personalidade do tema-eixo/ano: em 2009 – a definir.

Informações acesse: www.amazoniadoc.com





Parceria entre NPD-AC e NPD-PA no Fórum Social Mundial 2009.

26 02 2009

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A Chegada… 

 

Saímos de Rio Branco na madrugada do dia 25 de janeiro, rumo a Belém do Pará, sede da nossa ousada missão. Mesmo voando, Belém parecia não chegar nunca! Estávamos em pleno horário de verão, e de Rio Branco até Belém passamos por três fusos horários. Ainda em Brasília, em parte nos separamos, eu e Juliana partimos em um voo e logo depois, em outro voo, Felipe e Ítalo. Chegando ao aeroporto de Belém, fomos recepcionados por duas coisas lindas e tradicionais da cidade: um grupo de carimbó e uma chuva torrencial saudavam todos os que chegavam.

Depois da equipe do NPD Acre toda reunida no aeroporto de Belém, almoçamos juntos e partimos para as devidas casas que gentilmente nos foram cedidas. Uma das casas anfitriãs, é da acriana Rejane e da paraense Tereza, que receberam Juliana e eu muito bem em um pequeno apartamento no bairro Pedreira. A outra casa anfitriã recebeu Ítalo e Felipe, e é na verdade uma república aconchegante e simpática chamada Casa Preta, que fica no bairro Canudos.

Já mais a noite, nos reunimos de novo e fomos passear um pouco, sentir o clima da cidade. Iniciamos o passeio pela Estação das Docas, um tradicional ponto turístico da cidade. O lugar é lindo, fica a beira da baía de Guajará, onde corre um vento bom. Lá provamos o tão falado sorvete da Cairu e encontramos o amigo Renato Reis, fotógrafo paraense que nos levou para um extenso e divertido passeio entre o famoso mercado Ver-o-Peso, praça do Relógio, Mormaço e Cidade Velha. Ainda na mesma noite, conhecemos um dos membros da equipe do NPD de Belém, o diretor Roger Elarrat, que depois de algum tempo de conversa, fez a gentileza de deixar todos nas suas devidas casas.

 

A Realização…

 

No dia seguinte, nos reunimos pela manhã no Instituto de Artes do Pará – IAP, e lá conhecemos a coordenadora do núcleo, Ana Lobato, bem como todos os colegas do NPD Belém: a produtora Camila Leal, o produtor Gustavo Nogueira, o técnico de som Mário Ribeiro, o fotógrafo Bruno de Assis e o diretor Roger Elarrat. Conversamos bastante sobre o roteiro inicial do documentário, que foi rabiscado por várias mãos do NPD Acre e incorporou boas idéias do NPD de Belém. Estava claro que não íamos fazer uma cobertura do Fórum Social Mundial e sim íamos fazer um recorte em meio a diversidade de assuntos e situações que provavelmente encontraríamos durante o Fórum. Nossa idéia era de um recorte sobre a fome com todas as suas vertentes objetivas, subjetivas, sociais, políticas, ideológicas, conotativas e denotativas. Parafraseando a música dos Titãs, pensamos em buscar respostas para a pergunta cantada na música Comida: “Você tem fome de quê?”. Depois do roteiro, esmiuçamos a programação do fórum, falamos sobre equipamentos, divisão de equipes e demandas de produção. Depois disso, almoçamos todos juntos e fomos até as duas universidades (UFRA e UFPA) que abrigariam a maior parte da programação do Fórum Social Mundial. Lá fizemos o credenciamento de todos os membros das duas equipes.

 

Dia 27/01 pela manhã, novamente nos reunimos no IAP para acertar demandas de produção e planejarmos o que faríamos no dia. O fórum teve como pontapé inicial a Marcha Pela Paz, marcada para as 15h, e foi aí também que começamos as gravações. A duas equipes se dividiram e ambas saíram em busca de depoimentos e imagens para o documentário durante o percurso da marcha. Logo nos primeiros passos da marcha, a já esperada chuva de todas as tardes, desabou sobre a multidão que ocupava as ruas de Belém. Munidos de guarda-chuvas e sacos plásticos, as duas equipes continuaram o trabalho sem grandes problemas. Depoimentos, imagens e gente, muita gente. Segundo a organização, cerca de 100 mil pessoas caminharam pela paz. As duas equipes voltaram a se encontrar no ponto final da marcha, a Praça do Operário, e foi por ali também que encerramos nosso primeiro dia de gravações.

Nos dias seguintes o trabalho começou mais cedo e já por volta das 7h da manhã estávamos todos dentro de uma van alugada pela produção do NPD Pará, rumo a UFRA, local base para o nosso café da manhã e planejamento do dia. Logo nos dois primeiros dias as equipes se misturaram, trocaram idéias e acharam suas funções, bem como nos perdemos um pouco do foco inicial, o que é natural considerando a diversidade de mundos que nos deparamos no decorrer do fórum. No terceiro dia de gravação, tivemos uma conversa e discorremos sobre o que cada equipe havia feito, e sinto que a partir daí tivemos mais firmeza e clareza para continuar o trabalho.

Entrevistamos pessoas de várias partes do mundo, Nigéria, Itália, Equador, Cisjordânia, Brasil e tantos outros lugares, com fomes semelhantes e distintas. Colhemos imagens de barraquinhas de comida, de pizza da paz, de comida vegetariana, frutas, restos de comida, lixo, placas, mochilas, pés, rostos… Pegamos muito sol, chuva, andamos de barco, a pé, de carro, de ônibus e bicicleta. Tudo isso nos rendeu aproximadamente 30 horas de gravação.

A experiência de produção coletiva, criativa e técnica entre o Núcleo de Produção Digital daqui e o Núcleo de Produção Digital de Belém, foi sem dúvida um grande aprendizado para todos. Buscamos nossas semelhanças, bem como também reconhecemos e aprendemos com as nossas diferenças, além de claro, criar laços de amizade entre os integrantes dos dois núcleos. Agradecemos muito o carinho e atenção com que os colegas do núcleo do Pará nos receberam.

O próximo passo agora é decupar todas as fitas gravadas. Por aqui, vamos decupar 15 fitas e em Belém, serão decupadas as outras 15. Feito isso, representantes do núcleo de Belém virão até Rio Branco para editarmos e finalizarmos o fruto da produção dos dois núcleos, porém, ainda não temos data definida para o início da edição.

 

Por: Talita Oliveira

 

 

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Abraços, Wander.





Cine+Cultura Hélio Melo exibe Falcão Meninos do Tráfico

16 02 2009

Sessão especial contará com a participação de Rodrigo Felha, que assina a direção de fotografia e câmera do documentário.

O Circuito Documentário exibe em sessão especial  Falcão – Meninos do Tráfico, de MV Bill e Celso Athayde no Cine+Cultura Hélio Melo, dia 18, quarta-feira, às 19 horas. Após a sessão haverá debate com a participação de Rodrigo Felha, câmera e diretor de fotografia do documentário. Felha, que está em Rio Branco fazendo a edição de O Mergulho (ganhador do DOCTV 2008) de Sílvio Margarido, abordará assuntos referentes à linguagem cinematográfica, produção e ações da CUFA na área do audiovisual.  

Falcão – Meninos do Tráfico foi produzido pelo rapper MV Bill, pelo seu empresário Celso Athayde e pelo centro de audiovisual da Central Única das Favelas (CUFA).  O filme retrata o cotidiano de jovens de favelas brasileiras que trabalham no chamado círculo da narcocultura. O documentário produzido entre 1998 e 2006 durante a visita dos produtores a diversas comunidades pobres do Brasil, registrando em 90 horas na maioria do tempo em forma digital, e um pouco em VHS. O resultado apresenta a possibilidade de um jovem da comunidade utilizar um material audiovisual de impacto, para educar outras camadas sociais que se crêem isoladas e distantes daquela realidade.

O nome do documentário é em razão do termo “falcão” usado nas favelas, que designa aquele cuja tarefa é vigiar a comunidade e informar quando a polícia ou algum grupo inimigo se aproxima.

O Circuito Documentário é uma realização da ABDeC/AC em parceria com o Governo do Acre, através da Fundação Elias Mansour.

Sobre Rodrigo Felha – Ex- aluno do curso de audiovisual da Cufa, que teve logo de cara como seu primeiro desafio no cinema o documentário “Falcão – Meninos do tráfico”, onde atuou como produtor e câmera. Na seqüência passou a coordenar o núcleo audiovisual da Cidade de Deus onde dirigiu e produziu diversos clipes, ficções, institucionais e documentários em conjunto com alunos formandos. Durante quatro anos registrou a trajetória do bloco carnavalesco Coroado de Jacarepaguá, sua luta e preparação para o desfile. Este documentário tem previsão de lançamento em 2009. Felha, que é diretor de audiovisual da Central Única de Favelas, Cidade de Deus/RJ foi convidado por Cacá Diegues a dirigir um dos cinco episódios do projeto “Cinco vezes favela – agora por eles mesmos”, que pretende levar aos cinemas a visão da favela pelos olhos de seus próprios habitantes.

 

Serviço: Cine+Cultura Hélio Melo – Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro – Tel.: 3224-2133 – Entrada franca.